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16 de janeiro de 2017

Honestidade confessional e denominacional - William G.T. Shedd.

Honestidade é de suma importância tanto em teologia quanto em transações comerciais, tanto em uma denominação religiosa quanto num partido político. Honestidade denominacional consiste, em primeiro lugar, de uma clara declaração pela Igreja de suas crenças doutrinárias; e , em segundo lugar, de uma inequívoca e sincera adoção pelos seus membros. Ambos são requisitos. Se uma denominação em particular faz declarações soltas de suas crenças que são passíveis de mais de um sentido, o credo é bem desonesto. Se o credo de uma denominação é bem elaborado e claro, mas a membresia subscreve a ele com reservas mentais e insinceridade, a denominação é desonesta. Honestidade e sinceridade são encontradas na convicção clara, e convicção clara é encontrada no conhecimento e reconhecimento da verdade. Heresia é um pecado, e é classificado por Paulo entre 'as obras da carne', junto com 'adultério, idolatria, assassinato, inveja e ódio' que excluem do reino de Deus (Gálatas 5.19-21). Mas a heresia não é tão grande pecado quanto a desonestidade.

Um herege que se reconhece como tal é um homem melhor do que aquele que pretende ser ortodoxo ao subscrever a um credo que antipatiza, o qual enfraquece no pretexto de adaptá-lo aos novos tempos. O herege honesto deixa a Igreja com a qual não mais concorda; mas o subscritor permanece dentro dela de modo a seguir adiante o seu plano de desmoralização.

William G.T. Shedd, Calvinism: Pure & Mixed (Edinburgh, The Banner of Truth, 2000), p. 152. Tradução de Emerson Costa.

21 de fevereiro de 2016

O pastor ideal.

Lourenço Stelio Rega
Ao longo de quase quarenta anos – desde que fui ordenado ao pastorado –, tem sido possível observar profundas mudanças em relação àqueles que exercem o ministério da Palavra. Elas não acontecem apenas no perfil dos pastores, como também nas práticas pastorais e até mesmo no modo com que o próprio povo de Deus os tem considerado. Lembro-me, com saudades, dos primeiros tempos, ainda jovem, ao ver colegas pastores envolvidos com alegria e muita esperança no ministério. Não é este o cenário que, em geral, hoje tenho assistido. O que se observa, e é extremamente preocupante, é a redução da alegria, da autorrealização e da esperança daqueles que ocupam o púlpito. E tal sentimento afeta suas famílias.
Sem dúvida, há muitos pastores que ainda nutrem elevado ideal ministerial. Mas, lamentavelmente, tem havido graves distorções sobre o que seja, de fato, pastorear o que chamamos de rebanho de Deus – mesmo porque, por outro lado, têm surgido pretensos pastores que mais se aproveitam do poder e do dinheiro das pessoas do que, de fato, exercem o pastorado com integridade. E, neste ponto, temos observado diversos caminhos perigosos. Em primeiro lugar, o que vemos é o Cristianismo sendo reduzido a atividades, programas e eventos eclesiásticos e pregação. O domingo acaba se tornando um transe de fim de semana, onde a celebração dá lugar à agitação. O domingo – dia de descanso e reflexão – acaba se tornando em dia de cansaço.
É claro que o pastoreio não é uma atividade simples. Pastores são chamados a dar conta de tantas atividades e responsabilidades que acabam não tendo tempo de pastorear, cuidar do rebanho, visitar um membro da igreja que foi hospitalizado ou mesmo telefonar parabenizando uma ovelha no dia de seu aniversário. A diretoria da igreja ou da denominação cobra produtividade; reuniões sem fim são realizadas; novos projetos são apresentados a cada instante, muitos dos quais envolvendo atividades bem diversas do verdadeiro pastoreio. E o ministro do Evangelho, de quem se cobra sempre uma palavra inspirada e uma conduta acima de qualquer crítica, acaba não tendo tempo para orar, ler a Bíblia, fazer seu devocional ou cuidar adequadamente da família. Filhos e cônjuges precisam ser pastoreados, e o pastor acaba não dando tempo para isso – e a família acaba se frustrando com seu pastor. Paradoxalmente, há um pastor dentro de casa, mas sua própria família é órfã de pastoreio.
Para ganhar o coração e a credibilidade de uma ovelha, leva-se muito tempo. Porém, para perder a confiança e criar frustração e desapontamento, basta um segundo – seja a falta de uma visita no momento mais difícil ou a ausência de uma palavra de decisão em um momento de conflito.
Durante mais de dez anos, fiz um levantamento de dados entre colegas de púlpito de uma grande denominação em nível nacional. Os resultados, em alguns itens, chegam a ser assustadores. Treze por cento dos pastores, por exemplo, dizem que as atividades eclesiásticas empobreceram sua vida familiar; 65% admitem-se incapazes para o exercício do ministério; e 30 por cento dos pastores que ouvi dizem que, se pudessem voltar atrás, mudariam muita coisa em sua vida e ministério.
Há mais. Cerca de 30% dos pastores não têm desenvolvido uma perspectiva de vida para daqui a cinco anos; e 75% dizem que não têm disciplina no uso do tempo. Sete em cada dez deles não estão contentes com o tempo que investem na vida devocional e 75% não têm culto doméstico regularmente em seu lar (dez anos antes, o índice era 64%). Não é difícil concluir que algo vai mal. Um retrato com este cenário nos oferece algumas indicações. Em primeiro lugar, o senso de empobrecimento numa atividade de trabalho pode indicar a perda de sentido em objetivos da vida, de modo que o empenho e criatividade fiquem prejudicados. Isso cria um círculo vicioso com graves consequências futuras. Por outro lado, o investimento na vida devocional e a autodisciplina na natureza de trabalho pastoral são fundamentais. Para falar de Deus, é necessário falar com Deus em primeiro lugar. Então, como desenvolver o ministério da pregação, do ensino, do aconselhamento – naturais na atividade pastoral – sem, contudo ter dedicada vida devocional? A indicação de 70% neste item é preocupante, pois reflete diretamente nas atividades nobres do pastoreio. Sem púlpito, atuação no aconselhamento e ensino enriquecidos, como alimentar o povo? O que estariam fazendo estes colegas no ministério, se não dedicam tempo para falar com Deus? Estariam tão ocupados com os afazeres pragmáticos da igreja? Isso, sem falar na autodisciplina que indica carência na gestão do tempo. Tudo isso junto acarreta muita frustração e tédio. Ao fim de cada dia, o indivíduo se sente frustrado e inútil, com elevado senso de culpa.
DESAJUSTES
Paulo, em suas epístolas, adverte a Tito e Timóteo de que quem não cuida de sua casa, não deve cuidar do rebanho de Deus. Ora, se a maioria dos pastores pesquisados parece desajustada em sua vida familiar, o que se pode esperar deles? A tristeza na vida de filhos e esposas de pastores já tem sido notada por diversos líderes mais experientes. Minha mulher, que é psicóloga, tem trabalhado com esposas de pastores e notado a decepção que muitas delas nutrem em relação ao ministério, à igreja e até com o próprio marido pastor. Isso, ainda sem contar com os desastres emocionais que a cada dia aumentam na vida de muitos pastores, com envolvimentos fora do casamento ou, simplesmente, matrimônios frustrados.
O problema é que, ao longo do tempo, foi se formando a imagem de que o “homem de Deus” é alguém sobrenatural, com capacitação gigantesca, portador de dons e talentos espetaculares, inquestionável autoridade e elevado nível de resistência às pressões, asperezas, obstáculos e intempéries da vida e ministério. Contudo, o tempo também foi provando que este imaginário não era compatível com a natureza de qualquer ser humano – afinal, pastor não é como Jesus, que tinha a natureza humana e divina. Somos, os pastores, como qualquer ser humano na face da terra: imperfeitos, limitados, pecadores. Gente, simplesmente, e não máquina. Aliás, até as máquinas falham e necessitam de ajustes. É claro que um líder religioso não pode tratar com autoritarismo, indelicadeza, omissão ou irresponsabilidade o seu rebanho. Mas, também, a igreja não pode tratar o pastor como se fosse alguém sem sentimentos, sem família, que não tivesse dor e fosse impermeável ao sofrimento. Afinal, pastor também é gente.
Pastores necessitam ser pastoreados. As igrejas, denominações e associações ou ordens de pastores necessitam rever suas prioridades e agendas de estudos e atendimento, considerando os atuais cenários, para ajudar os pastores a enfrentar os sofrimentos e os desastres ministeriais. Os seminários e faculdades teológicas necessitam criar oportunidades de capacitação, atualização e recapacitação continuada para pastores em temas não apenas teológicos e bíblicos, mas, também no trato dos dilemas pastorais, pessoais, matrimoniais e familiares. Tenho trabalhado em educação teológica e ministerial há quase 40 anos porque acredito que é possível sempre formar novas gerações com novas esperanças. Quase que semanalmente, digo aos meus alunos que tenho esperança neles e que poderão investir no ministério, acreditar no pastoreio de vidas e valorizar isso.
Vemos, assim, que o modelo de ministério pastoral que temos adotado por décadas demonstra estar perdendo o fôlego. É notória a presença cada vez maior, em nossas igrejas, de alunos universitários, profissionais liberais, executivos, empresários e funcionários públicos capacitados, que colocam em desafio o modelo que, tradicionalmente, tem sido construído, inclusive, nos bancos dos seminários. Tais espaços, antes chamados escolas de profetas, necessitam preparar não mais obreiros, repetidores de práticas ministeriais que bem cabiam para o passado recente, mas que hoje já não conseguem dar conta do recado.
“ÉPOCA DA PERFORMANCE”
Vivemos na época da performance, da busca por soluções para os dilemas germinados pela cultura pós-moderna, que coloca o indivíduo e a sua subjetividade como ponto de partida e legitimação da verdade e da razão da vida. As pessoas já não estão mais interessadas na eternidade, nas ruas de ouro da Nova Jerusalém. Vivemos num mundo em que tudo parece valorizar a diversidade e a busca pelas fronteiras da prática moral e ética, onde tudo é válido, desde que traga a felicidade. Então, vivemos numa cultura do supérfluo e do vale tudo – e será que nossos púlpitos têm conseguido trazer respostas seguras e bíblicas para este turbilhão de contestações? Será que o clássico plano da salvação, fortemente calcado no Evangelho escatológico, que valoriza a morte e a busca pelo além, estaria conseguindo demonstrar a profundidade da mensagem bíblica, apontando para uma significativa razão de viver?
Tudo isso sinaliza a urgente transformação do modelo de formação teológica e ministerial, que precisa mudar de foco – da formação de obreiros para a formação de líderes. Obreiros são copiadores; são operadores práticos de um sistema; são ensinados a cumprir o verbo “fazer” no ministério. Obreiros são treinados para administrar e priorizar o dia-a-dia das atividades da igreja, e não necessariamente para ter uma visão de futuro e interpretar este mundo  levando em conta tanto o ensino bíblico-teológico como primeiro ponto de partida, mas, também, considerando análises do ambientes culturais e ideológicos em que vivemos. Urge ao ministro do Evangelho conhecer as tendências que estão cimentando o chão para novos cenários, mobilizando sua visão para a busca de caminhos seguros para que o povo de Deus possa não apenas sobreviver como participar, construtiva e criativamente, da realidade histórica em que vive.
Necessitamos não apenas de escolas de profetas, mas também de escolas de líderes, de mestres, de conselheiros e conselheiras, de gente que pastoreie o povo de Deus com sabedoria, criatividade, integridade e atualidade. Homens e mulheres de Deus que saibam se valer de uma apologética dialogal, pois a lógica do confronto já não conquista ninguém. Nossos púlpitos necessitam, com urgência, atenuar a ênfase cartesiana e racional das mensagens e tratar o povo de Deus como gente de carne e osso, e não como anjos ou seres que estão apenas esperando a morte chegar. Os pastores precisam entender que as ovelhas que o assistem pregar todo domingo são seres vivos e reais, que vivem uma realidade concreta, que necessitam de respostas vivas e concretas para os seus dilemas quotidianos. Precisamos voltar a falar ao coração das pessoas – e não apenas falar ao seu cérebro.
É preocupante quando ouvimos pastores, inclusive que comandam grandes igrejas, falando com orgulho contra a reflexão, contra a busca de conhecimento. Eles querem que tudo se reduza ao viés prático, utilitário, da fé e da mensagem de Cristo. Ao invés de priorizar a salvação das almas e a transformação das vidas, parecem mais interessados em fidelizar clientes de bens simbólicos da religião. Curiosamente, até no meio empresarial se buscam modelos mais eficazes de liderança. O vice-presidente da megacorporação Google, Laszlo Bock, menciona cinco critérios para o ingresso na carreira da empresa: curiosidade, capacidade de aprender, humildade, motivação e liderança. Como seria bom se nossos pastores buscassem tais elementos para seus ministérios e vida pessoal… São critérios bem compatíveis com a visão bíblica de líderes que possam levar o povo de Deus com segurança neste mundo cada vez mais afastado do divino.
Os pastores contemporâneos precisam rever conceitos, prioridades e ocupações. Metas e alvos são bons de se perseguir, mas só – e somente só – se nos conduzirem a um novo planejamento de vida e ministério que leve em conta a singeleza do Evangelho, o valor do outro e, sobretudo, a relação com Deus. Somente assim os ministros não serão apenas pregadores, mas pastores na acepção plena do termo, que conduzem os outros e a si mesmos aos pastos verdejantes do Senhor, onde há paz e plenitude. O diálogo, a oração e a dependência irrestrita de Deus são o caminho ideal para a manutenção saudável da vida na igreja.
Fonte: Cristianismo Hoje.

9 de julho de 2015

Cuidado com a hostilidade.

Para quase todos nós, os sentimentos de hostilidade vêm e vão como as nuvens no céu. É fácil pensar na frustração como algo que nos "acontece", sobre o qual não temos muito controle. À medida que compreendemos nossas reações, começamos a ver como contribuímos para provocá-las. Quanto mais criativa e construtiva for a maneira de lidar com nossa raiva, menor a probabilidade de nossos sentimentos hostis nos levarem a uma situação a uma situação de confronto, pois estes parecem levar somente a mais confrontos. 

A ironia é que costumamos ficar mais zangados com as pessoas que amamos, as de nossa família, do que com conhecidos, amigos ou estranhos. Por isso é tão importante cuidar desses sentimentos na hora em que surgem, antes que tomem proporções maiores. É muito mais fácil resolver um mero aborrecimento do que uma crise de raiva.

ÂNGELO, Helton. Tudo por minha família proteja o seu maior patrimônio. p. 34-35. Curitiba: A.D. Santos, 2013.

5 de maio de 2015

Ore e trabalhe.

João Falcão Sobrinho

Conheci um pastor em Huston, Texas, que assumiu o pastorado de uma igreja que estava morrendo. Os poucos remanescentes estavam discutindo o que fazer com o imenso patrimônio ocioso da comunidade. O estacionamento estava alugado para um shopping e essa renda cobria todas as despesas da igreja. Esse pastor arregaçou as mangas e começou a trabalhar. Pediu que não o chamassem de pastor nem de pregador, mas de treinador (coach). Começou a treinar os membros pessoalmente para evangelizar. Cada pessoa treinada passava a treinar outros. começou com dois casais, na semana seguinte eram quatro, três semanas depois oito, dezesseis, trinta e dois, sessenta e quatro e foi dobrando o número de casais treinados. 

2 de abril de 2015

Jesus e as crianças.

João Falcão

Jesus usou um menino como exemplo de como deve ser o caráter do seu discípulo e disse que o Reino dos céus é dos pequeninos e dos que se fazem como eles. Ele disse que deveríamos ser como crianças, mas muito mais por sua natureza livre de preconceitos e esteriótipos, aberta a mudanças, a viver cada momento, despreocupada com o tempo cronológico e impregnada do verdadeiro significado do tempo. 

31 de março de 2015

O pastor e a família.

Ponha o fundamento do seu ministério na família. Dê o devido valor à família, a começar pela sua própria, que sempre será tomada como exemplo, queira você ou não. Jamais se queixe da sua esposa ou dos filhos para membros da igreja. Jamais insinue uma crítica à sua esposa em público. Não fique elogiando as outras senhoras e as moças da igreja perante a sua esposa, especialmente em relação à aparência, aos dotes culinários e nos dons que sua esposa possa não ter. Se algum dia, em alguma contingência especial, tiver que escolher entre dar tempo à sua família ou à igreja, por amor à igreja, coloque sua família em primeiro lugar.

SOBRINHO, João Falcão. Agora sou pastor: orientações e conselhos práticos para pastores. Curitiba: A.D. Santos, 2012.

7 de março de 2015

Casamento religioso com validade civil.

O casamento religioso com validade civil pode ser realizado no templo, em um sítio, casa de festas e até mesmo na casa de um dos nubentes. As únicas exigências para o matrimônio religioso com validade jurídica são: 1) que sejam observados os rituais processuais como o requerimento feito em cartório, apresentação da autorização passada pelo cartório para a realização de cerimônia, encaminhamento da ata do casamento assinada pelo celebrante, pelos noivos e pelas testemunhas ao mesmo cartório para a expedição da certidão de casamento. Todos esses passos do ritual têm prazos que devem ser observados; 2) que o casamento seja realizado em local com portas abertas e livre acesso; 3) que o celebrante tenha autoridade da igreja para celebrar as núpcias, conforme deve constar das atribuições estatutárias do pastor; 4) que a igreja possua um livro de registro de casamentos, no qual será feito o assentamento da ata da cerimônia realizada. 

SOBRINHO, Joel Falcão. Agora sou pastor: orientações e conselhos práticos para pastores. P. 34. Curitiba: A.D. Santos, 2012.

3 de março de 2015

Quatro envelopes.

Joel Falcão Sobrinho

Conhece a história dos quatro envelopes? Um experimentado pastor, ao transferir o cajado para um pastor mais jovem, disse-lhe: "colega, na primeira gaveta da mesa do gabinete pastoral há quatro envelopes lacrados e numerados. Cada crise grave que você tiver, vá abrir os envelopes pela ordem". Um ano depois, veio a primeira crise, devido a um problema na administração financeira da igreja. O jovem pastor abriu o primeiro envelope, onde havia um bilhete dizendo: "ponha a culpa no pastor anterior". Seguindo o conselho, a crise foi logo debelada. Mais um ano se passou, veio outra crise por causa de um conflito de opiniões na diretoria da igreja em relação à literatura para EBD. O jovem abriu o segundo envelope e lá estava escrito: "ponha a culpa na denominação". Foi fácil. Seis meses depois, apareceu um problema que parecia não ter solução, com referência a uma taxa de serviços públicos e lá foi o jovem pastor abrir o terceiro envelope, onde leu: "ponha a culpa no governo". Ele seguiu a recomendação e a igreja aceitou. Mais um ano se passou e veio a quarta crise, com a recusa de um projeto ministerial. Ele foi ao gabinete pastoral, abriu a gaveta e lá encontrou o envelope número quatro. Aberto o lacre, estava escrito: "prepare quatro envelopes".

Referência: SOBRINHO, Joel Falcão. Agora sou pastor. p. 25-6. Curitiba: A.D. Santos, 2012.

19 de fevereiro de 2015

Igreja em Células (introdução).

As duas asas
Tal qual uma ave, também a Igreja necessita de duas asas para voar. A primeira é a asa dos pequenos grupos caseiros, das células, chamada de asa comunitária. Esta asa trabalha no varejo alcançando as pessoas lá onde elas convivem umas com as outras no cotidiano. A outra asa, igualmente importante, é chamada de asa da celebração, da reunião dos pequenos grupos no grande grupo da celebração semanal. Ela trabalha no atacado, nas grandes colheitas. Os recém-nascidos são abrigados e amamentados no calor dos berços dos grupos caseiros. Ali aprendem a falar e a caminhar, recebem os cuidados ternos até se tornarem jovens aptos a serem também novos pais para cuidarem com carinho dos nossos netinhos. As duas asas para alçarem grandes vôos necessitam de uma perfeita harmonia. Durante cerca de 1.700 anos a Igreja tentou alçar vôos com uma só asa, mas ficou girando em círculos. Mas, pela graça de Deus, hoje se pode novamente alcançar as alturas, as regiões celestiais propostas por Ele, pois as portas do inferno não resistem, de lá se liberta os cativos e oprimidos para serem remidos pelo sangue do Cordeiro, Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador.

Trabalhos de impacto
Todo servo de Deus, realmente chamado e comissionado para trabalhar na sua seara, tem o desejo ardente de ver o crescimento do Reino através de vidas ganhas, arrebatadas das mãos do "inimigo". Para isso muitos trabalhos de impacto têm sido realizados, grandes séries de conferências com "pregadores famosos", distribuição farta de literaturas, campanhas e mais campanhas visando ganhar um grande número de almas em duas ou três noites. Trabalhos em massa e grandes campanhas têm o seu valor, como teve no dia de Pentecostes quando cerca de 3.000 almas foram salvas, permanecendo fiéis com números próximos a 100%. Havia algo de muito especial que a grande maioria das Igrejas hoje não coloca em prática, algo esse verificado no ministério de Jesus. Atualmente esse tipo de trabalho serve mais para fazer publicidade de igrejas, gravadoras, pregadores e artistas gospel. Perdendo quase que totalmente o seu significado.

O impressionante crescimento inicial da Igreja.
Em tudo o Senhor Jesus foi exemplo para nós nos três anos e seis meses de seu ministério terreno. Ele mesmo liderou um pequeno grupo com mais 12 homens do povo, ensinando-os e passando com eles a maior parte do tempo de seu ministério terreno. Havia comunhão naquele pequeno grupo, os problemas que surgiam eram expostos e resolvidos, pois havia transparência entre eles. Os doze não aprendiam na base da teoria, experimentavam na prática as lições do dia a dia. Esse pequeno grupo foi a primeira célula (célula protótipo). Além dos doze, muitas outras pessoas foram alcançadas, havendo cerca de 120 pessoas no Pentecostes; Cada discípulo foi multiplicado por 10. Os judeus já estavam preparados, pois tinham ouvido os ensinamentos, visto os sinais e maravilhas operadas, estavam evangelizados. Deste modo vemos os 3.000 do Pentecostes como uma grande colheita operada por homens cheios do mesmo Espírito que habitou em Jesus.
O prosseguimento dessa obra resulta em uma Igreja constituída essencialmente de pequenos grupos  ou  igrejas caseiras. Reuniam-se nas casas e no templo dos judeus, no templo apenas até a morte de Estêvão, somente em pequenos grupos até meados do III século DC. Em tempos de perseguição dos líderes judaicos a princípio e do império romano depois, foi praticamente impossível aos cristãos se reunirem em massa, em grandes ajuntamentos. Cremos que em certas ocasiões isso acontecia, quando das visitas de Paulo, dos apóstolos e outros líderes. No cotidiano se reuniam apenas em lares, quase sempre às escondidas, sendo perseguidos, servindo de espetáculo nos circos romanos, vivendo nas catacumbas, florestas e lugares ocultos. Mas a Igreja crescia em números impressionantes, tanto que o próprio império romano aparentemente foi obrigado a se curvar ao cristianismo. Aí satanás mudou sua estratégia contra a obra redentora de Jesus.

O império romano curva-se ao Cristianismo, ou foi o inverso?
Só nos tempos de Constantino, imperador de Roma, no século III DC é que os templos vão ser construídos e, pouco a pouco, as festas, costumes e deuses pagãos foram "cristianizados" tornando-se o "cristianismo" religião oficial do império. A partir daí novas práticas de culto foram introduzidas e a igreja "romanizada", perdendo a cada dia suas características neotestamentárias. São criados o clero e as liturgias já não era a mesma Igreja de Jerusalém. Surge aí a Igreja Romana. Nos dias em que a Igreja chamada cristã perde sua verdadeira identidade, prostituindo-se com os ídolos e práticas greco-romanas (Idade Média), os pequenos grupos ainda são encontrados através da história (montanistas, valdenses, lolardos, anabatistas, e outros), permanecendo fiéis, embora marginalizados, e agora perseguidos não apenas pelo Império, mas também pela religião oficial e seu clero. Reuniam-se em montanhas, florestas e cavernas onde muitos viviam perseguidos, massacrados e aniquilados. "Homens dos quais o mundo não era digno". Não se curvaram a homens, preferindo antes obedecer a Deus.

A reforma começa com pequenos grupos.
A reforma religiosa iniciada por Martinho Lutero e prosseguida por outros reformadores começa com pequenos grupos nos lares. O próprio Lutero disse: "Para você crescer na fé, você deve participar de um grupo pequeno". Os pietistas, um grupo luterano, reúnem-se até hoje em pequenos grupos. Wesley também inicia o metodismo em reuniões caseiras. As Igrejas reformadas, entretanto logo se agruparam em templos onde praticamente todas as reuniões passaram a se realizar. Não conseguiram livrar-se de algumas tradições. Não negamos o valor real e histórico desempenhado até hoje pelas Igrejas Protestantes, mas o mundo todo já teria sido alcançado pelo evangelho se o modelo da Igreja Iniciante houvesse sido restaurado fielmente.

Os pequenos grupos sobrevivem ao comunismo.
Ainda na antiga União Soviética (Rússia, Polônia, Hungria, Letônia, etc.) e até hoje na China, com a proibição de reuniões religiosas pelo regime comunista, os crentes se reuniam nos porões das casas em pequenos grupos (Igrejas Caseiras ou Células, "a Igreja Subterrânea"). Hoje a China, mesmo sob o comunismo, é o país de maior crescimento numérico do evangelho apenas e tão somente através das Igrejas Caseiras.

Atualmente podemos voltar a crescer rapidamente.
No presente século, principalmente após os anos 50, muitos líderes preocupados com o crescimento real do reino de Deus, passaram a estudar, sob a orientação do Espírito Santo, com mais carinho a Igreja em seu início neotestamentário para conhecerem o segredo de seu rápido crescimento.
       Jerusalém alguns anos antes de sua destruição pelo império romano no ano 70 contava com cerca de 50% de sua população convertida (quando da destruição os cristãos já haviam dela saído), e em toda a Judéia havia então cerca de 100.000 cristãos. Antes do final do primeiro século praticamente todo o mundo conhecido já tinha ouvido o evangelho. Convém lembrar que os meios de comunicação e locomoção eram muito precários quando comparados com os atuais. Também não existiam seminários teológicos, aprendia-se na prática do dia a dia, o barulho era extremamente controlado, nem mesmo contavam com o Novo-Testamento (os evangelhos e as cartas foram endereçados às Igrejas-Caseiras ou seus líderes). Hoje nós temos tudo isso e é claro que devemos usá-los enquanto podemos. No entanto, a Igreja-Iniciante reunindo-se em lares gozava da comunhão do primeiro amor, do poder do Espírito Santo e da compaixão pelas almas perdidas, e isto fazia e faz até hoje a diferença. 
         O tempo dos "grandes servos" de Deus, das "estrelas", dos "chefões" e "gurus", já era. No Reino de Deus não há lugar para os líderes que negociam benefícios materiais com o mundo em nome de "suas" igrejas ("currais"). Tais quais Esaú trocam bênçãos espirituais por favores materiais. Temos presenciado os movimentos liderados por "grandes evangelistas" fracassarem, não se achando os seus frutos reais. O verdadeiro evangelista é aquele que vai de casa em casa, de pessoa em pessoa, individualmente, levando o evangelho de Jesus Cristo com a mensagem de salvação e libertação. Jesus continua a dizer: "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara" (NVI - Mateus 9.37 e 38).

A igreja na Coréia do Sul.
           O coreano Paul (Dave) Yonggi Cho começou a igreja apenas com um grupo familiar. Hoje a igreja dele tem cerca de oitocentos mil membros. Apesar de diferenças teológicas isso mostra que a igreja em células funciona e é o método deixado pelos apóstolos nos grupos familiares. 

Fonte: Missões Elroi.

12 de abril de 2014

O que é igreja.

Erwin Lutzer

Sempre que me perguntam "onde é sua igreja?", sou tentado a responder: "aos domingos, é na LaSalle Street, 1609, em Chicago; durante a semana, porém, está espalhada por toda a cidade!". A palavra igreja nunca é usada no Novo Testamento referindo-se a um edifício; sempre se refere ao povo de Deus, àqueles que foram "separados" por ele para formar o corpo de Cristo. Refere-se aos santos na terra, bem como aos santos no céu. Aquelas igrejas nos topos das montanhas, com um cemitério adjacente, transmitem uma profunda lição teológica: os santos militantes e os santos triunfantes são todos parte da mesma família. Por isso o cemitério fica ao lado da igreja - para chegar a ex-aluno, você primeiro tem de passar pela classe de formandos! Creio ser de Reinhold Niebuhr a afirmação de que a igreja o fazia lembrar a arca de Noé - só dá para aguentar o mau cheiro no interior por causa da tempestade lá fora! Seja o que for que digamos sobre a igreja, uma coisa é certa: ela representa a mais elevada prioridade na pauta de Deus e em seu projeto para realizar seus planos na terra. Quando Jesus predisse a formação da igreja, ressaltou certos aspectos aos quais devemos estar sempre retornando, se não quisermos ficar andando em círculos. Suas palavras são conhecidas: "e eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la (Mateus 16.18). Se entendermos os aspectos da igreja, seremos capazes de servir com liberdade e alegria.

Referência:

LUTZER, Erwin. De pastor para pastor. Páginas 153-154. São Paulo: Vida, 2000.

22 de março de 2014

Esgotamento ministerial.

Em 1749, Jonathan Edwards escolheu romper com a tradição da época e insistir em que somente os que dessem provas de conversão deveriam ter permissão para participar da ceia do Senhor. Embora tenha chegado a escrever um livro para defender suas convicções, poucos leram. Ao contrário, membros descontentes se levantaram e arrebanharam apoio suficiente para fazer oposição a Edwards. Os membros da sua igreja o reprovaram abertamente, acusando-o de estar mais preocupado consigo mesmo do que com o bem da igreja. Realizaram reuniões em sua ausência e a discórdia foi amplamente semeada. 

Finalmente, no dia 19 de junho de 1750, um concílio constituído por várias igrejas reuniu-se e recomendou que as relações entre Edwards e sua igreja fossem dissolvidas. Quando a própria igreja votou, muitos dos que apoiavam o pastor se abstiveram. Na contagem final, 230 membros votaram por sua demissão; cerca de 29 pessoas votaram a favor de sua permanência. A decisão da maioria foi seguida.

De que maneira Jonathan Edwards aceitou essa decisão severa e injusta? Um amigo íntimo que o observou escreveu:

"Aquela testemunha fiel recebeu o choque sem se alterar. Nunca vi menor sintoma de desagrado em seu semblante durante toda semana, mas parecia um homem de Deus, cuja alegria estava fora do alcance dos inimigos e cujo tesouro não era apenas um bem futuro, mas presente, contrabalançando todos os males imagináveis da vida, para surpresa daqueles que não poderia descansar a menos que fosse demitido" (grifo do autor).

Certamente dói. Aliás, Edwards sentiu-se sozinho e traído por seus amigos, sendo "separado das pessoas e da união que antes tinha com elas". Mesmo assim, também viu naquela situação a providência divina. Deus o usaria para realizar uma obra missionária entre os índios e para escrever livros que beneficiariam futuras gerações. 

Anos mais tarde, um dos seus detratores confessou que a verdadeira razão por trás da oposição a Edwards foi o orgulho. "Agora vejo que fui muito influenciado por grande medida de orgulho, auto-suficiência, ambição e vaidade". Entretanto, era tarde de mais.

O desejo de ressaltar aqui é que Edwards teve condições de aceitar um tratamento injusto no ministério porque sua alegria em Deus estava fora do alcance dos seus inimigos. Ali estava um homem que aprendeu o que Martin Lloyd-Jones diria muitos anos mais tarde: "Não permita que sua alegria dependa de suas pregações, porque chegará o dia em que não poderá mais pregar. Encontre sua alegria em Deus, pois Ele estará com você até o fim".


LUTZER, Erwin. De pastor para pastor. págs 82-83. São Paulo: Vida, 2000.

20 de março de 2014

Como lidar com o sucesso.

Erwin Lutzer

Conta certa fábula que emissários de Satanás queriam tentar um homem santo que vivia num deserto da Líbia. Entretanto, por mais que se esforçassem, não conseguiam fazê-lo pecar. As seduções da carne e os ataques de dúvidas e temores não o abalavam. Furioso com o fracasso, Satanás se adiantou: "o método de vocês são muito precários", ele disse. "Observem". Aí ele foi e sussurrou no ouvido daquele homem santo: "seu irmão acaba de ser nomeado bispo de Alexandria". Imediatamente, uma expressão maligna anuviou a face do homem. Então Satanás disse às suas hostes: "a inveja é nossa arma definitiva contra os que buscam a santidade".

LUTZER, Erwin. De pastor para pastor. p. 71. São Paulo: Vida, 2000.

18 de março de 2014

Religião institucionalizada. Política. Pastorado.

Erwin Lutzer

A religião institucionalizada pode ajudar a operar reformas morais. Ao mesmo tempo, porém, conferirá um falso senso de segurança. Podemos honrar a Deus com os lábios, tendo o coração longe dele. Sabemos que a legislação não pode salvar o indivíduo; não pode salvar o país. Como pastores, temos de ensinar nossas ovelhas a não se contentar com nada menos que uma transformação radical só possível pelo evangelho.

LUTZER, Erwin. De pastor para pastor. p. 66. São Paulo: Vida, 200.

14 de março de 2014

Os Dez nuncas de um pastor segundo o coração de Deus.

1. NUNCA “PESQUE EM AQUÁRIO” DOS OUTROS
Tenho visto muitos pastores “pescando em aquários”, convidando membros de outras comunidades para se tornarem membros de sua igreja. Eticamente isso é um grande erro, pois além de causar problemas de relacionamentos com seus colegas pastores, produzirá questões de relacionamento também entre as igrejas.
Por outro lado, a Palavra de Deus nos adverte a não abandonar nossa congregação (Hebreus 10:25), e quando você convida alguém para fazer isso e se filiar á sua igreja, estará indo contra a bíblia.
Cuidado! Será que não há outras pessoas mais necessitadas do que os irmãos de outras igrejas para você convidar?
2. NUNCA TOME PARTIDO NUMA QUESTÃO SEM OUVIR OS DOIS LADOS
Esse é um problema delicado, lamentavelmente tenho visto pastores se enredando em questões ministeriais, porque, ao ouvirem uma facção da igreja que apresente uma causa, já tomam logo partido em defesa deste lado, sem ouvir o outro. Isso infelizmente pode trazer injustiças e problemas de relacionamento. Entretanto, julgue a luz da Bíblia, ouça os dois lados, ore e dependa do Espírito santo, para direcionar a questão.
3. NUNCA DEIXE DE PREGAR A PALAVRA DE DEUS COM MEDO DE OFENDER AS PESSOAS
Alguns companheiros não falam sobre determinados assuntos com medo de ofender as pessoas. Isso é pecado! Há pastores que não falam sobre dízimo e ofertas, com medo de o povo sair da igreja. Pessoalmente, eu prefiro que os avarentos saiam da igreja, por eles não terem parte no reino de Deus. (Efésios 5.5.).
Lembre-se , sempre pergunte-se: “Devo agradar á deus ou aos Homens?”
4. NUNCA USE O PÚLPITO PARA ATACAR PESSOAS OU DESCARREGAR SUAS ANSIEDADES E PREOCUPAÇÕES PESSOAIS
O púlpito da igreja é um lugar especial e reservado para a pregação e ensino da Palavra de Deus. O uso do púlpito para “indiretinhas e piadinhas” para uso pessoal também é pecado. Quantos saem da igreja frustrados e magoados por conversar uma coisa com o pastor ou alguém do corpo ministerial e isso vira o tema do sermão da Noite de domingo, principalmente o imaturo, novo convertido.
5. NUNCA PEÇA DINHEIRO EMPRESTADO
“O que toma emprestado é servo do que empresta” (Pv. 22.7)
O pastor precisa estar com sua mente livre de preocupações. É terrível pregar com ansiedade, sabendo que naquela semana há uma conta para pagar. Alguns pegam dinheiro da igreja com a idéia de que depois vão repor.
Pastor, nunca faça tal coisa! Isso abre uma brecha para os ataques do inimigo, que poderá usar uma situação como essa para destruir seu ministério. O diabo é expert nisso, ele pode usar uma situação de envolvimento financeiro para acusar o pastor e deixa-lo sem autoridade espiritual.
Cuidado! Lembre-se disso: “nunca dê o passo maior do que as pernas”
6. NUNCA SUBSTIME O MINISTÉRIO ANTERIOR AO SEU
Existem alguns pastores que, ao assumirem a liderança de uma igreja, tem a tendência de mudar tudo. Desrespeitam a histeria e o ministério anterior da igreja. Sempre jogam a culpa nos antecessores, falando mal da administração, da visão, do jeito de trabalhar do outro, etc. Lembre-se de que um dia também poderá ser substituído e que o que está fazendo agora, poderá ser melhorado pelo seus sucessores.
Perfeição, só no céu!
7. NUNCA MANUSEIE FINANÇAS DA IGREJA
O pastor nunca deve tocar nas finanças da igreja. Deixe que o tesoureiro cuide disso e que a comissão de exame de contas sempre apresente o relatório. Nesse delicado assunto, o pastor nunca deve legislar em causa própria. Você poderá compartilhar com a diretoria da igreja suas necessidades ou dificuldades financeiras, mas deixe que eles tomem as decisões sobre seu salário e benefícios.
8. NUNCA FAÇA CAMPANHAS PARA ARRUMAR CASAMENTO
Há muitas pessoas que não respeitam a situação do solteiro e ficam pressionando para que ele arrume um casamento. Já ouvi de alguns casamentos frustrados, “arranjados” por pastores. O pastor deve saber que Deus o cobrará se isso acontecer. Saiba que Deus tem a pessoa certa, na hora certa, se esta for a vontade Dele, e não a sua.
9. NUNCA ESQUEÇA DE SUA FAMÍLIA
A primeira prioridade do ministro é a sua própria família, que inclui esposa e filhos. O apóstolo Paulo diz que o pastor, “deve governar a sua casa criando seus filhos sob disciplina, com todo respeito” (I Tm. 3.4).
No versículo seguinte, inclusive, o escritor diz que aquele que não governar sua casa está desqualificado para o ministério. Quantos infelizmente querem ensinar e pregar para a igreja e não podem, até fazem, mas será que dá certo? Alguém o obedece?
Como isso pode acontecer se os de sua casa não estão nem aí? E vice e versa.
10. NUNCA SE ISOLE NO MINISTÉRIO
É muito importante ter amigos para compartilhar as lutas e tribulações. Tenho visto líderes caírem em pecado por serem muitos independentes. A bíblia diz “Levai as cargas uns dos outros” (Gl. 6.2)
Como pastores e líderes, precisamos de companheiros com que possamos abrir nossos corações, orarmos juntos, exortarmo-nos e edificarmo-nos mutuamente.
Pastor busque alguém que você sabe que leva Deus á Sério e o convide para ser seu companheiro!

11 de março de 2014

Carlos Alberto Bezerra Jr. e a bancada evangélica.

Em recente entrevista concedida à Revista Cristianismo Hoje, o Deputado e Pastor Carlos Alberto Bezerra Jr. falou porque não se mistura com a bancada evangélica. Recortamos o seguinte trecho da entrevista:
Muitos evangélicos são eleitos com bandeiras meramente corporativas, visando a agradar ao próprio segmento e até mesmo agindo como despachantes de igrejas. Qual a sua avaliação sobre a atuação dos crentes na política brasileira?
Nunca me alinhei a bancadas evangélicas, nem quando fui vereador, nem agora, como deputado. Isso porque esses grupos nunca se notabilizaram por suas boas práticas ou significativas contribuições para o país. Ao contrário; no mais das vezes, essas frentes politiqueiras se notabilizaram por escândalos e mais escândalos, e por transformar Deus em cabo eleitoral. Tudo isso faz com que a opinião pública se torne cada vez mais refratária à figura do evangélico na política, e contribui para reforçar uma visão caricata e estereotipada desse tipo de parlamentar – que, cá entre nós, não é exatamente injusta, a julgar pelo tanto de absurdos cometidos em nome de Deus em Casas legislativas de todo o país. Por tudo isso, desconfio daqueles que se autoproclamam defensores da Igreja. A Igreja já tem em Jesus seu único e suficiente defensor. Esse modelo que leva às cadeiras dos Legislativos de todo o país gente que não tem outro interesse que não o de proteger ou conceder privilégios à denominação que representa é uma clara privatização religiosa do espaço público. Vou acreditar em bancada evangélica quando significar a união de parlamentares em prol da agenda do Reino. Sou seguidor de Jesus e busco reafirmar minha fé em tudo o quanto faço no Parlamento paulista; porém, jamais me afirmarei representante desse ou daquele grupo.
Fonte: Cristianismo Hoje.

As críticas e o ministério cristão.

Erwin Lutzer

Todos já vimos pessoas que criticavam a nós (e a todos) para compensar problemas pessoais; às vezes essas pessoas têm problemas de personalidade de difícil resolução. São como o bêbado que sai do bar com  bigode sujo de queijo. Quando sai e sente o ar puro da noite, reclama: "o mundo todo fede" (...) Spurgeon disse: "peça a um amigo que lhe mostre suas falhas, ou - melhor ainda -acolha um inimigo, que o observará com atenção e o instigará ferozmente. Essa crítica irritante será uma grande bênção para o sábio e um profundo aborrecimento para o tolo".

Fonte: LUTZER, Erwin. De pastor para pastor. p. 39. São Paulo: Vida, 2000.


9 de março de 2014

Pastorado: as críticas e a reputação.

Erwin Lutzer

Paulo também recebeu críticas. Foi atacado por ter se dirigido aos gentios e foi preso por se recusar a abrir mão do aspecto abrangente do evangelho. Às vezes as acusações eram pessoais e vingativas: "as cartas dele são duras e fortes, mas ele pessoalmente não impressiona, e sua palavra é desprezível" (II Coríntios 10.10). O apóstolo, porém, permanecia inabalável. Sabia que Deus o defenderia e recompensaria. Todo líder tem quem o critique. Se somos melindrosos, se não conseguimos tolerar diferenças de opinião e se nos recusamos a aprender com as críticas, ainda estamos presos à reputação. 

Referência: 
LUTZER, Erwin. De pastor para pastor. p. 23. São Paulo: Vida, 2000.