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9 de maio de 2014

Méritos.



"Existem dois grupos de pessoas: as que fazem e as que levam o crédito. Procure estar no primeiro grupo, porque no segundo há muita concorrência". 

Cézar, Ex-Catedral.

5 de abril de 2014

No teu Jardim - Rodolfo Abrantes.

Quando uma música é boa ou nos toca de alguma forma, escutamos ela várias vezes ou ela fica por muitos dias em nossa mente. É o caso dessa música.

17 de maio de 2013

Mais Lobão e menos Chico Buarque


Por Rodrigo Constantino

“A bundamolice comportamental, a flacidez filosófica e a mediocridade nacionalista se espraiam hegemônicas. Todo mundo aqui almeja ser funcionário público, militante de partido, intelectual subvencionado pelo governo ou celebridade de televisão, amigo”. É o músico Lobão com livro novo na área. Trata-se de “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”, e sua metralhadora giratória não poupa quase ninguém.

Polêmico, sim. Irreverente, sem dúvida. Mas necessário. As críticas de Lobão merecem ser debatidas com atenção e, de preferência, isenção. O próprio cantor sabia que a patrulha de esquerda viria com tudo. Não deu outra: fizeram o que sabem fazer, que é desqualificar o mensageiro com ataques pessoais chulos, com rótulos como “reacionário” ou “roqueiro decadente”. Fogem do debate.

Lobão tem coragem de remar contra a maré vermelha, ao contrário da esquerda caviar, a turma “radical chic” descrita por Tom Wolfe, que vive em coberturas caríssimas, enxerga-se como moralmente superior, e defende o que há de pior na humanidade. No tempo de Wolfe eram os criminosos racistas dos Panteras Negras os alvos de elogios; hoje são os invasores do MST, os corruptos do PT ou ditadores sanguinários comunistas.

O roqueiro rejeita essa típica visão brasileira de vitimização das minorias, de culpar o “sistema” por crimes individuais, de olhar para o governo como um messias salvador para todos os males. A ideia romântica do “Bom Selvagem” de Rousseau, tão encantadora para uma elite culpada, é totalmente rechaçada por Lobão.

Compare isso às letras de Chico Buarque, ícone dessa esquerda festiva, sempre enaltecendo os “humildes”: o pivete, a prostituta, os sem-terra. A retórica sensacionalista, a preocupação com a imagem perante o grande público, a sensação de pertencer ao seleto grupo da “Beautiful People” são mais importantes, para essas pessoas, do que os resultados concretos de suas ideias.

Vide Cuba. Como alguém ainda pode elogiar a mais longa e assassina ditadura do continente, que espalhou apenas miséria, sangue e escravidão pela ilha caribenha? Lobão, sem medo de ofender os “intelectuais” influentes, coloca os pingos nos is e chama Che Guevara pelos nomes adequados: facínora, racista, homofóbico e psicopata. Quem pode negar? Ninguém. Por isso preferem desqualificar quem diz a verdade.

Lobão, que já foi cabo eleitoral do PT, não esconde seu passado negro, não opta pelo silêncio constrangedor após o mensalão e tantos outros escândalos. Prefere assumir sua “imbecilidade”, como ele mesmo diz, e mudar. A fraude que é o PT, outrora visto como bastião da ética por muitos ingênuos, já ficou evidente demais para ser ignorada ou negada. Compare essa postura com a cumplicidade dos “intelectuais” e artistas, cuja indignação sempre foi bastante seletiva.

Outra área sensível ao autor é a Lei Rouanet, totalmente deturpada. Se a intenção era ajudar gente no começo da carreira, hoje ela se transformou em “bolsa artista” para músicos já famosos e estabelecidos, muitos engajados na política. Lobão relata que recusou um projeto aprovado para uma turnê sua, pois ele já é conhecido e não precisava da ajuda do governo. Compare isso aos ícones da MPB que recebem polpudas verbas estatais, ou que colocam parentes em ministérios, em uma nefasta simbiose prejudicial à independência artística.

O nacionalismo, o ufanismo boboca, que une gente da direita e da esquerda no Brasil, também é duramente condenado pelo escritor. Quem pode esquecer a patética passeata contra a guitarra elétrica que os dinossauros da MPB realizaram no passado? Complexo de vira-latas, que baba de inveja do “império estadunidense”. Dessa patologia antiamericana, tão comum na classe artística nacional, Lobão não sofre. O rock, tal como o conhecimento, é universal. Multiculturalismo é coisa de segregacionista arrogante.

No país do carnaval, futebol e novelas, onde reina a paralisia cerebral, a mesmice, o conformismo com a mediocridade, a voz rebelde de Lobão é uma rajada de ar fresco que respiramos na asfixia do politicamente correto, sob a patrulha de esquerdistas que idolatram Chico Buarque e companhia – não só pela música.

Em um país de sonâmbulos, anestesiados com uma prosperidade ilusória e insustentável; em um país repleto de gente em busca de esmolas e privilégios estatais; em um país sem oposição, onde até mesmo Guilherme Afif Domingos, que já foi ícone da alternativa liberal, rendeu-se aos encantos do poder; o protesto de Lobão é mais do que bem-vindo: ele é necessário. Precisamos de mais Lobão, e menos Chico Buarque.

Fonte: O Globo.

1 de novembro de 2011

Eternidade


Por Crombie
Vivo a eternidade no meu dia-a-dia
Imagine você a beleza do lindo lugar
Ouve só as lindas cantigas que soam por lá
Quem vive na esperança não perde por esperar
Eu não te contei com palavras
Eu não saberia explicar
A imaginação ganhou asas
Segredo a se revelar
Eu não te falei teoria
Eu quis viver pra mostrar
A minha maior alegria
Que eu possa te encontrar
No céu

23 de junho de 2011

Habeas-Corpus

Por Noel Rosa

No tribunal da minha consciência 
O teu crime não tem apelação 
Debalde tu alegas inocência 
Mas não terás minha absolvição

Os autos do processo da agonia
Que me causaste em troca ao bem que fiz 
Correram lá naquela pretoria 
Na qual o coração foi o juiz

Tu tens as agravantes da surpresa 
(E) Também as da premeditação 
Mas na minh'alma tu não ficas presa
 Porque o teu caso é caso de expulsão 

Tu vais ser deportada do meu peito 
Porque teu crime encheu-me de pavor 
Talvez o habeas-corpus da saudade 
Consinta o teu regresso ao meu amor

4 de dezembro de 2010

Simplicidade

Por Pato Fu

Vai diminuindo a cidade 
Vai aumentando a simpatia 
Quanto menor a casinha 
Mais sincero o bom dia 

Mais mole a cama em que durmo 
Mais duro o chão que eu piso 
Tem água limpa na pia 
Tem dente a mais no sorriso 

Busquei felicidade 
Encontrei foi Maria 
Ela, pinga e farinha 
E eu sentindo alegria 

Café tá quente no fogo 
Barriga não tá vazia 
Quanto mais simplicidade 
Melhor o nascer do dia

6 de outubro de 2010

Eu tenho

Por Joaquim Cézar

Eu tenho um lápis de cor,
Eu tenho um bloco de desenho,
Eu tenho um amor perfeito,
Eu tenho tudo e nada tenho,
Eu tenho você sempre aqui,
Do lado esquerdo do meu peito,
Eu tenho uma vida inteira,
Eu tenho um exemplo perfeito.
Eu tenho sim,
Eu tenho a mim,
Eu tenho você.

...Eu tenho andado preocupado,
Eu tenho que te ver feliz,
Eu tenho que pedir desculpas,
Eu tenho tudo que eu quis,
Eu tenho um compromisso agora,
E tenho que me despedir,
Mas vou lhe contar um segredo:
Eu tenho que voltar aqui.
Eu tenho sim,
Eu tenho a mim,
Eu tenho você.

7 de setembro de 2010

23 de agosto de 2010

The Sound Of Truth.

Por As I Lay Dying
Sujestão: Hadassa Ladislau

Temos ouvido tudo que queriamos ouvir
A "Verdade" que soa bem aos nossos ouvidos

Mas que sabedoria há em nós
Para vivermos segundo nossos corações?
Quantas vezes a intuição nos desapontou
Não pensar
Não ser questionado
Diga o que quer dizer
Quando sua ambição te chama
Para que serve orar
Se você só ouvirá o que quer ouvir?

Falamos de lutar para resistir a este mundo
Mas, e quanto à batalha que existe dentro de nós?
Se temos escolhido viver ao contrário
Então como estamos diante do mesmo caminho?
Não há diferença entre nós e eles
Se buscamos tão cegamente a verdade dos sentimentos.

18 de junho de 2010

Música.

Por Fruto Sagrado

Ninguém sabe viver sem ela,
Essencialmente essencial...
Capaz de alterar meus sentimentos
Com um poder sobrenatural.

Preenche o frio silêncio
Metabolizando os sons;
Mexe com o corpo e com a alma
A linguagem universal!

Music! Music! Dom de Deus para os homens;
Música... arte que ultrapassa seus limites!
Music! Music! Essencialmente essencial!
Música... a mágica do som!

Envolve vários estilos,
Várias praias e tribos;
Com o carisma de encantar,
Cativar os corações!

8 de maio de 2010

Improvisação no Jazz

Por Bill Evans

Existe uma arte visual japonesa na qual o artista é obrigado a ser espontâneo. Com um pincel especial e tinta preta, ele deve pintar sobre um fino pergaminho esticado, de tal maneira que uma pincelada não natural ou interrompida virá a destruir a linha ou romper o pergaminho. Apagar ou fazer modificações é impossível. Tais artistas devem praticar um tipo especial de disciplina, que permite que a idéia se expresse na comunicação com as mãos de modo tão direto que o pensamento não interfira.

Os quadros que resultam não possuem a composição complexa e as texturas da pintura usual, mas diz-se que aqueles que olham bem encontram algo capturado ali que desafia explicações. Acredito que essa mesma convicção, de que a ação direta constitui a reflexão mais significativa, impulsionou a evolução das disciplinas extremamente severas e únicas do jazzista ou do músico improvisador.

A improvisação em grupo coloca um desafio a mais. À parte o problema técnico de pensar coletivamente de modo coerente, existe a necessidade muito humana, social até, de que a simpatia por parte de todos os integrantes se coadune em prol de um resultado comum. Penso que esse difícil problema é lindamente abordado e solucionado nesta gravação. Assim como o pintor precisa do referencial da tela, o grupo de improvisação musical precisa de um referencial no tempo.

Miles Davis apresenta aqui referenciais que são de suma simplicidade, e contudo encerram tudo aquilo que é necessário para estimular a execução, preservando a referência à concepção inicial. Miles concebeu esses esquemas apenas algumas horas antes das sessões de gravação, e chegou com esboços que indicavam ao grupo o que deveria ser tocado. Portanto, nestas execuções você irá escutar algo que está próximo da pura espontaneidade.

O grupo nunca havia tocado estas peças antes da gravação, e creio que, sem exceção, a primeira interpretação completa de cada uma foi tomada como um "take". Embora não seja incomum esperar que o músico de jazz improvise sobre material novo numa sessão de gravação, o caráter destas peças coloca um desafio especial. De maneira breve, o caráter formal dos cinco esquemas é o seguinte: So What é uma figura simples, baseada em 16 compassos numa escala, 8 em outra e mais 8 na primeira, após de uma introdução de caráter ritmicamente livre com piano e contrabaixo.

Freddie Freeloader é uma forma de blues de 12 compassos que ganha uma personalidade nova através de uma efetiva simplicidade melódica e rítmica. Blue in Green é uma forma circular de 10 compassos, que se segue a uma introdução de 4 compassos, e que é tocada pelos solistas com diversos aumentos e dimuinuições dos valores temporais.

Flamenco Sketches é uma forma de blues de 12 compassos em 6/8, que gera seu clima através de umas poucas mudanças modais e da concepção melódica livre de Miles Davis. All Blues é uma série de cinco escalas, cada uma podendo ser tocada pelo solista durante o tempo que ele desejar, até que tenha completado a série.

Fonte: Texto de contracapa de King of Blue

1 de maio de 2010

Blue In Green

Miles Davis

 

Biografia

Miles Dewey Davis Jr (Alton, 26 de Maio de 1926 — Santa Monica, 28 de Setembro de 1991) foi um trompetista, compositor e bandleader de jazz norte-americano. Considerado um dos mais influentes músicos do século XX, Davis esteve na vanguarda de quase todos os desenvolvimentos do jazz desde a Segunda Guerra Mundial até a década de 1990. Ele participou de várias gravações do bebop e das primeiras gravações do cool jazz. Foi parte do desenvolvimento do jazz modal, e também do jazz fusion que originou-se do trabalho dele com outros músicos no final da década de 1960 e no começo da década de 1970.

Miles Davis pertenceu a uma classe tradicional de trompetistas de jazz, que começou com Buddy Bolden e desenvolveu-se com Joe "King" Oliver, Louis Armstrong, Roy Eldridge e Dizzy Gillespie. Ao contrário desses músicos ele nunca foi considerado com um alto nível de habilidade técnica. Seu grande êxito como músico, entretanto, foi ir mais além do que ser influente e distinto em seu instrumento, e moldar estilos inteiros e maneiras de fazer música através dos seus trabalhos.

Muitos dos mais importantes músicos de jazz fizeram seu nome na segunda metade do século XX nos grupos de Miles Davis, incluindo: Joe Zawinul, Chick Corea e Herbie Hancock, os saxofonistas John Coltrane, Wayne Shorter, George Coleman e Kenny Garrett, o baterista Tony Williams e o guitarrista John McLaughlin. Como trompetista Davis tinha um som puro e claro, mas também uma incomum liberdade de articulação e altura. Ele ficou conhecido por ter um registro baixo e minimalista de tocar, mas também era capaz de conseguir alta complexidade e técnica com seu trompete. Em 13 de Março de 2006, Davis foi postumamente incluído no Rock and Roll Hall of Fame. Ele foi também incluído no St. Louis Walk of Fame, Big Band and Jazz Hall of Fame, e no Down Beat's Jazz Hall of Fame.

Fonte: Wikipédia

1 de março de 2010

Alucinação

Por Belchior

Eu não estou interessado em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia nem no algo mais
Nem em tinta pro meu rosto, oba oba, ou melodia
Para acompanhar bocejos, sonhos matinais...
Eu não estou interessado em nenhuma teoria
Nem nessas coisas do oriente, romances astrais
A minha alucinação é suportar o dia-a-dia
E meu delírio é a experiência com coisas reais...

Um preto, um pobre, uma estudante
Uma mulher sozinha, Blue jeans e motocicletas pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite revólver: cheira cachorro
Os humilhados do parque com os seus jornais...
Carneiros, mesa, trabalho meu corpo que cai do oitavo andar
E a solidão das pessoas dessas capitais
A violência da noite, o movimento do tráfego
Um rapaz delicado e alegre que canta e requebra, é demais!...

Cravos, espinhas no rosto Rock,
Hot Dog, "Play it cool, Baby", doze Jovens Coloridos
Dois policiais cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor e nossa vida cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor e nossa vida...

Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia nem no algo mais
Longe o profeta do terror que a laranja mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas me interessa mais...