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21 de agosto de 2015

A Bíblia: livro divino.


           
A Bíblia é um livro divino e ao mesmo tempo humano. As próprias escrituras reivindicam para si a autoria divina, mas também contou com o trabalho de autores humanos. Como livro divino, ela é inerrante e fonte de autoridade indescutível, sem se contradizer em ponto algum. Como livro humano, não dispensa elementos humanos como linguagem, cultura e estilo literário.
            Inerrância é o ponto de vista de que, quando todos os fatos forem conhecidos, demonstrarão que a Bíblia, nos seus autógrafos originais e corretamente interpretados, é inteiramente verdadeira, e nunca falsa, em tudo quanto afirma, quer no tocante à doutrina e à ética, quer no tocante às ciências sociais, físicas ou biológicas.  Entretanto, há pontos na Bíblia difíceis de entender, como reconhece o apóstolo Pedro em II Pedro 3.16.
            A autoria divina das Escrituras Sagradas é atestada no texto sagrado. Em II Pedro 1.21 temos que: “a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”. Como demonstração de que há autoria divina nas Escrituras temos dois pontos importantes a serem ressaltados: a Autoridade e a Unidade.
            O intérprete da Bíblia deve partir da premissa de que a Palavra de Deus é infalível, tanto no propósito de revelar Deus e o caminho da salvação ao ser humano quanto no texto em si. A palavra inspirado vem do grego theopneustos e significa “soprado por Deus”. A inspiração é o processo pelo qual a verdade divina é apresentada com precisão em linguagem escrita.
            No que concerne à Unidade, a Bíblia foi escrita por cerca de quarenta inspirados autores humanos, que a produziram ao longo de quinze séculos, no entanto, ela não se contradiz. Os Evangelhos são um exemplo da unidade das Escrituras: quatro versões enfocando aspectos diferentes da vida de Cristo, escritas por diferentes autores, e todas plenamente harmonizadas, sem pontos conflitantes.
            Há ainda o elemento do Mistério na Bíblia. Há mistérios na área da profecia, das doutrinas e dos milagres. O mistério de certas profecias só será revelado na época de seu cumprimento. Um dia, todos esses mistérios serão revelados. O que hoje vemos “em enigma”, amanhã “veremos face a face” (I Coríntios 13.12). Essa é nossa esperança e busca no Senhor.

20 de agosto de 2015

A importância e as regras da hermenêutica bíblica.

A importância do Estudo da Hermenêutica

“Porque a Interpretação Bíblica é importante? – É essencial para a compreensão e para o ensino correto da Bíblia” (Roy B. Zuck).

a) Pedro admitiu que há textos difíceis de entender: "os quais os indoutos e inconstantes torcem para sua própria perdição" (II Pedro 3.15-16).
b) A arma principal do soldado cristão é a Escritura, e se desconhece o seu valor ou ignora o seu legítimo uso, que soldado será? (II Timóteo 2.15).
c) As circunstâncias variadas que concorreram na produção do maravilhoso livro exigem do expositor que o seu estudo seja meticuloso, cuidadoso e sempre científico, conforme os princípios hermenêuticos.

As regras da hermenêutica bíblica

1ª Regra: A Escritura é explicada pela Escritura. A Bíblia interpreta a própria Bíblia.
2ª Regra: Enquanto for possível, é necessário tomar as palavras no seu sentido usual e ordinário.
3ª Regra: É absolutamente necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase. Esta regra tem importância especial quando se trata de determinar se as palavras devem ser tomadas em sentido literal ou figuradas. Para não incorrer em erros, convém, também, deixar-se guiar pelo pensamento do escritor, e tomar as palavras no sentido que o conjunto do versículo indica.
4ª Regra: É necessário tomar as palavras no sentido que indica o contexto, isto é, os versos que precedem e seguem o texto que se estuda.
5ª Regra: É preciso tomar em consideração o desígnio ou objetivo do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expressões obscuras.
6ª Regra: É indispensável consultar as passagens paralelas explicando as coisas espirituais pelas espirituais (I Cor 2.13).
7ª Regra: Um texto não pode significar aquilo que nunca poderia Ter significado para seu autor ou seus leitores.
8ª Regra: Sempre quando compartilhamos de circunstâncias comparáveis (isto é, situações de vida específicas semelhantes) com o âmbito do período quando foi escrita, a Palavra de Deus para nós é a mesma que Sua Palavra para eles.