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16 de março de 2017

Lição 6: o batismo nas águas.

O batismo nas águas é uma prática cristã bastante antiga e remonta dos tempos da igreja primitiva. O batismo é uma demonstração pública da fé do discípulo. A palavra diz: “quem crer e for batizado será salvo”. Em outras palavras, Ela quer dizer “quem crer e confessar publicamente será salvo”. Deste modo, não é o batismo que salva o cristão, mas a fé no sacrifício único de Cristo. Você não vai se batizar para ser salvo. Você vai se batizar para demonstrar publicamente um relacionamento mais próximo com Cristo. Uma demonstração de confissão de dependência de Cristo e arrependimento de pecados. Importante enfatizar que para Cristo não existe uma vida cristã antes e após o batismo nas águas. Existe uma vida com Cristo, o batismo é apenas uma demonstração pública de nova vida que já foi recebida e vivida pelo Cristão. 
  1.         Discorra sobre os fundamentos bíblicos do batismo;
  2.         Fale sobre a confissão de fé e perguntas que serão feitas no momento do batismo;
  3.         Fale sobre o tanque, roupas e forma do batismo.

Leitura em casa: Atos 8.26-40.
Atividade para trazer no próximo encontro: Descreva a importância do batismo.
  
OBSERVAÇÃO RELEVANTE: este é apenas um manual de apoio. Não isenta o discipulador de pesquisar e acrescentar mais fundamentos para as aulas. Incentive sempre a participação. Não torne o discipulado um monólogo.


 REFERÊNCIAS

BONHOEFFER, Dietrich. Discipulado. São Paulo: Mundo Cristão, 2015.

CHAMPLIN, Russel Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. Vol. 5. São Paulo: Hagnos, 2005.

BÍBLICAS, Lições. O poder e o ministério da oração. 4º Trimestre. Rio de Janeiro; CPAD, 2010.


SPURGEON, Charles Haddon. 200 Ilustrações. 3ª Edição. Ourinhos – SP: Edições Cristãs, 1989.

15 de março de 2017

Lição 5: Culto, adoração, dízimo e ofertas.

Foto: Portal MDA.
Existem algumas questões essenciais para um cristão que freqüenta uma comunidade de fé: culto, adoração, dízimo e ofertas. Esses pontos se mal entendidos podem causar sérios problemas para o cristão na sua caminhada. Deste modo, advertimos:

Culto e adoração: não é apenas aquele realizado dentro de um templo com a comunidade de fé. Ele é realizado com nossas ações, com nossas escolhas e com nosso proceder que deve glorificar a Cristo.

Dízimo: o dízimo é um mandamento do Senhor. A comunidade de fé tem necessidade de sustento e com os 10% de nossa renda devolvemos para o Senhor parte dos 100% que ele nos tem dado. Deus nos dá 100% de tudo aquilo que temos e exercitamos nossa fidelidade devolvendo 10% para Ele. Entretanto, o dízimo não é apenas nosso dinheiro, é nosso tempo, nossa vida, nosso ser. Devemos dedicar tudo para Ele.

Oferta: a oferta é voluntária. Ela não tem percentual ou valor específico. Enquanto que no dízimo exercemos nossa fidelidade devolvendo ao Senhor o que é Dele, na oferta exercitamos nossa gratidão entregando, liberalmente, aquilo que nosso coração alegre impõe.

Leitura em casa: Romanos 12.

Atividade para trazer no próximo encontro: Descreva cada um dos elementos acima: culto, adoração, dízimo e ofertas. 

14 de março de 2017

Lição 4: Oração.

       
A oração é muito importante na vida do cristão. Hebreus 4.16 diz: “cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.” A inquirição espiritual requer resolução firme, um desenvolvimento deliberado e pleno de nossos poderes espirituais. Precisamos cultivar a espiritualidade, ou falharemos de maneira miserável em nossa busca pela santidade. Em nossa luta contra o pecado, a desobediência e a tendência à apostasia não podem impedir-nos de sermos vitoriosos, pois, o trono é de graça, e não meramente de juízo e vingança. O que o homem pecaminoso temeria por fazer, de outro modo, isto é, aproximar-se do Deus Santo e buscar-lhe a ajuda, visto que o filho se coloca a seu lado e o convida, torna-se algo que pode ser feito com ousadia e confiança.

Tal como sou, embora lançado ao redor
Entre muitos conflitos, entre muitas dúvidas,
Lutando no íntimo, com temores por fora,
Ó cordeiro de Deus, vim! Vim!
(Charlotte Elliott)

Somos ordenados a vir “ousadamente” a esse trono e “rogar” por aquilo que precisamos. Isso nos é exigido, e é nisso que fracassamos, usualmente através de indiferença espiritual e preguiça, pois andamos tolhidos pela carne e suas obras. Calvino certa vez disse: “Se esperarmos para ouvir só amanhã, quando Deus está falando conosco hoje, chegará a noite inoportuna, quando aquilo que agora pode ser feito não mais poderá sê-lo; E bateremos em vão na porta já fechada”.

Leitura bíblica: Filipenses 4.4-9

4. A alegria deve ser uma constante em nossas vidas.
5. Seja notória a vossa igualdade (equidade) entre os homens.
6. Não andeis inquietos, antes apresentai tudo ao Senhor em oração.
7. A paz de Deus “guardará nossos corações”.
8. Pensai em coisas que sejam puras e que edifiquem.
9. Repita o que de “mim aprendestes”.

Como deve o crente chegar-se a Deus em oração: Reverentemente; Honestamente; Confiantemente. Spurgeon certa vez disse: Pode haver intercessão poderosa, mesmo sem pronunciar nenhuma palavra. E, infelizmente, pode haver muitas palavras sem que haja a verdadeira oração. Cultivemos o espírito de oração, que vale mais do que o hábito de oração. Devemos começar a orar antes de nos ajoelharmos e não deixemos de orar ao nos levantarmos.
A oração assume um papel importante em nossas vidas porque nos liga a Deus. Contamos à Ele todas as nossas necessidades, mesmo Ele sendo Onisciente, o simples fato de nós falarmos reconhecemos assim nossa dependência Dele, e aliviamos nossa consciência sabendo que tudo está no Seu controle.

Leitura em casa: Filipenses 4.4-9.

Atividade para trazer no próximo encontro: Descreva a importância da oração e como ela tem ajudado na sua caminhada como cristão. 

13 de março de 2017

Lição 3: Credo.

Apesar de parecer uma palavra católica ou uma expressão de linguagem, o termo latino credo significa “eu creio”. Existe uma diferença enorme entre "acreditar", "crença" e "fé". Muitos confundem essas terminologias e afirmam: "tenho fé em Deus que irei conseguir um emprego", "eu acredito em Deus", "minha fé é mais racional". Ora, acreditar está numa escala muito baixa e rala. Aplica-se o termo acreditar a coisas como: "saci-pereré", "curupira", "papai noel": "há eu acredito no papai Noel" isso seria uma utilização mais adequada para o termo. A crença é um conjunto sistematizado do que se acredita. A crença, geralmente passou pelo exercício da "razão" e foi sistematizada.  Agora a fé é algo que transcende a razão, ela está além do ser e excede a própria existência. Então, no que diz respeito a pessoa de Deus, eu não acredito, eu tenho fé. E essa fé não precisa de elementos racionais, a fé não pode ser aplicada a coisas palpáveis ou físicas, mas somente a coisas sobrenaturais e que transcendem a razão e o ser. Nós temos fé em Deus, pois Deus é maior do que nossa razão. Mas nos também cremos em Deus, pois na medida em que Ele se revelou na palavra nós formamos nossa crença. Os batistas creem em algumas coisas específicas, como:

1.    Reconhecemos Jesus, apenas ele, como fundador e cabeça da igreja;
2.    A bíblia é nossa única regra de fé e ordem;
3.    Cremos nas doutrinas do arrependimento, fé, batismo e ceia do Senhor;
4.    Nós batistas imergimos ou nos enterramos com Cristo no batismo, após confissão de pecados e arrependimento;
5.    Os batistas concedem direitos iguais aos membros da igreja.

OBS: Discorra sobre cada ponto.

Leitura em casa: Atos 15.

Atividade para trazer no próximo encontro: Descreva os fundamentos do credo batista. 

12 de março de 2017

Lição 2: Importância do discipulado.

       
O discipulado é uma ordenação do Senhor Jesus: “Ide e fazei discípulos”. Entretanto, alguns questionam o que seria discipulado. De acordo com Bonhoeffer: “quando as Escrituras Sagradas falam do discipulado de Jesus, proclamam a libertação do ser humano de todos os preceitos humanos, de tudo quanto oprime, sobrecarrega, provoca preocupações e tormentos à consciência”. John Stott possui um livro que se chama “discípulo radical”. Em primeiro lugar, por que “discípulo”? Para muitos, descobrir que, no Novo Testamento, os seguidores de Jesus Cristo são chamados de “cristãos” apenas três vezes, é uma grande surpresa.
Depois, o apóstolo Pedro, cuja primeira carta foi escrita em um contexto de perseguição crescente, achou necessário fazer distinção entre aqueles que sofriam “como criminosos” e aqueles que sofriam “como cristãos” (I Pedro 4.15-16), isto é, por pertencerem a Cristo. Ambas as palavras (cristão e discípulo) implicam relacionamento com Jesus. Porém, “discípulo” talvez seja mais forte, pois inevitavelmente implica relacionamento entre aluno e professor. Durante os três anos de ministério público, os doze foram discípulos antes de serem apóstolos e, como discípulos, estavam sob a instrução de seu Mestre e Senhor.
A palavra “radical” é derivada do latim radix, raiz. Originalmente, parece ter sido utilizada como rótulo político para pessoas como William Cobett, político do século 19, e seus pontos de vista extremos, liberais e reformistas. Assim, vem daí o uso geral para se referir àqueles cujas opiniões vão às raízes e que são extremos em seu compromisso. A primeira característica que quero considerar sobre o discípulo radical é o “inconformismo”.
Deus manifestou sua vontade soberana por intermédio da encarnação de Jesus Cristo, revelando o próprio Deus e o verdadeiro ser humano, ou seja, na encarnação, Deus entra na realidade humana, física, temporal. Sendo o discípulo um seguidor, imitador, aquele que tem um compromisso incondicional com Cristo, busca no seu viver descobrir a totalidade (plenitude) da realidade do mundo a partir da realidade divina.
Assim, não se pode ser autenticamente discípulo de Cristo fora da realidade do mundo. Somente em Cristo o verdadeiro relacionamento pode ser estabelecido: em sua encarnação, Deus entra na realidade humana; em sua crucificação, o julgamento divino se estende sobre toda a realidade humana; em sua ressurreição, Deus manifesta a sua disposição de criar uma nova realidade.
O discípulo de Cristo na atualidade é alguém que vive uma liberdade plenamente adulta, como um serviço real, especialmente em relação aos mais fracos e marginalizados; alguém que vive uma intensa, profunda e única experiência de Deus; alguém que se entrega pelos outros até as últimas consequências. Para ser realmente humano, segundo a fé cristã, o homem deverá seguir o caminho percorrido por Jesus Cristo, vivendo a existência da “nova criatura”. O homem verdadeiro – e o Deus verdadeiro – é revelado na vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Leitura em casa: I Pedro 4.15-16.

Atividade para trazer no próximo encontro: Descreva o significado e a importância do batismo.

11 de março de 2017

Discipulado - Lição 1: Conhecendo a igreja.

           
Toda religião possui algumas especificações. Essas particularidades definem e identificam cada segmento religioso. Inúmeras vezes nós somos confrontados para falar sobre nossa religião, sobre nossa igreja e sobre nossa fé. A importância de conhecer bem a igreja se mostra pela facilidade que muitos têm em misturar as denominações e acabar colocando no mesmo pacote segmentos totalmente distinto. Você conhece a igreja que passou a frequentar? A igreja batista no contexto brasileiro é vista como um dos primeiros grupos protestantes do país. Afirma-se que o missionário Thomas Jefferson Bowen realizou os primeiros trabalhos de discipulado batista no Brasil, por volta de 1859. A igreja batista é uma igreja protestante, desse modo ela não concorda com várias práticas pentecostais ou neopentecostais como: busca de uma segunda benção; quebra de maldição hereditária; campanhas de oração com foco em benção material etc.
            A igreja batista também é conhecida pelo seu enfoque no estudo bíblico. Anteriormente, a denominação era chamada como a igreja da palavra. Até hoje lutamos para que isso perdure nas próximas gerações e incentivamos ao estudo da palavra, combatendo as heresias e distorções da sagrada escritura. No que diz respeito aos números, a igreja batista (conforme IBGE 2010), possuía 1.360.000 membros em pouco mais de 7.800 igrejas em todo o país. A igreja enfoca a separação entre igreja e o Estado. O que isso significa? Significa que a igreja entende seu papel na sociedade e no reino de Deus, mas não concorda com a mistura com o Estado. No mesmo sentido, é importante dizer que a igreja batista enfoca a liberdade de expressão. Além de ser um direito constitucional, essa liberdade no contexto da igreja significa que os pastores podem se posicionar teologicamente como entenderem, desde que não afrontem doutrinas basilares como: salvação por meio do sacrifício de Cristo entre outras.
            Por fim, a igreja batista é conhecida pela sua forma de governo. Diferentemente de outras denominações que concentram o poder no pastor, a igreja batista é governada pela congregação. O que isso significa? Os membros, reunidos em assembléia, podem decidir os rumos da comunidade local. Essa liberdade e esse poder dado aos membros acabam tornando o caminhar mais democrático. O membro se sente mais pertencente ao corpo. Entretanto, o que se deve ter em mente é que a igreja batista que você passa a frequentar é uma igreja que segue os ensinamentos de Cristo. Jesus afirmou: “nisto é glorificado meu pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos” João 15.8. Dessa forma, o chamado do Senhor é Jesus é que reproduzamos discípulos.

Leitura em casa: Mateus 28.

Atividade para trazer no próximo encontro: Responda em rápidas palavras quais são as características da sua igreja. 

10 de março de 2017

Discipulado: Introdução.

Este trabalho pretende auxiliar de forma objetiva e concisa o novo convertido em sua caminhada cristã, enfocando os primeiros passos em direção ao batismo. Observa-se que na temática do discipulado existem inúmeras obras, muitos manuais, diversas revistas de perguntas e respostas. Sem querer desqualificar o trabalho de alguns escritores, observa-se que estas publicações não atendem de pronto a necessidade que a igreja precisa: discipular, mas sem o tempo que alguns manuais exigem. Além do tempo, existem algumas necessidades como a de um material mais profundo que um livreto de perguntas e respostas; querem discipular, mas necessitam de objetividade. Assim, esta obra visa auxiliares as comunidades que tenha estas pretensões. Há uma urgência em se fazer discípulos. Tem-se uma necessidade de proclamar o reino, mas esse trabalho não deve ser feito com a superficialidade de um fast food. A bíblia possui vários textos que enfatizam a questão do discipulado, da importância de se fazer discípulos, a necessidade de expandir o Reino e batizar em nome do Pai, Filho e Espírito Santo, como Jesus preceituou nos evangelhos. Entre alguns textos, citamos: 
  1. “Resguarda o testemunho, sela a lei no coração dos meus discípulos” Isaías 8.16.
  2. "Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos” João 8.31.
  3. “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros”. João 13.35.
  4. “Nisto é glorificado meu pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos” João 15.8.
Sendo assim, os versículos acima lançam luz sobre algumas práticas do discípulo: a) guardar o testemunho e conhecer a Palavra; b) permanecer na verdade, em Cristo; c) amar ao próximo; d) dar muitos frutos. Enfatize-se, no entanto, que esse último ponto, dar muito fruto, relaciona-se com a ideia de produzir frutos do Espírito: bondade, misericórdia, domínio próprio etc. e não somente a reproduzir outros discípulos. Feitas essas considerações passamos a estudar alguns temas importantes para o convertido que deseja descer às águas: 1) conhecendo a igreja; 2) a importância do batismo; 3) importância do discipulado; 4) credo; 5) oração; 6) culto, adoração, dízimo e ofertas. Pontue-se que no processo de ensino e aprendizagem no discipulado para o batismo o discipulador e o discipulando devem exercitar algumas competências, como: leitura bíblica direcionada; meditação; anotações; estudo dirigido (o discipulando sempre terá alguma atividade para trazer no encontro seguinte); memorizar; tempo para partilhar experiências de sucesso e insucessos; oração; e leitura complementar de interesse dos envolvidos no processo.

OBSERVAÇÃO RELEVANTE: este é apenas um manual de apoio. Não isenta o discipulador de pesquisar e acrescentar mais fundamentos para as aulas. Incentive sempre a participação. Não torne o discipulado um monólogo.