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20 de janeiro de 2017

O fruto do Evangelho é vida e paz.

O evangelho é a boa nove de que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo e você está reconciliado. A guerra acabou, o príncipe da paz nos visitou, todo conflito e antagonismo cessou, toda muralha foi derrubada, o véu foi rasgado, o caminho está aberto. Não há mais empecilho, terror, medo ou pânico que nos separe de Deus (...) quem creu entrou na paz, quem de todo coração creu experimentou e experimenta a paz. Anda sossegado (...) o evangelho é isso, o resto, me desculpe, é comentário. Mas a gente prefere simplesmente se viciar em ouvir, ouvir, ouvir e nunca entender; ver, ver, ver e nunca discernir; pra não acontecer de um dia você dê o mole de, de fato, ouvir com o coração, ver com o interior, se arrepender e ser curado” [FÁBIO, Caio. O evangelho é vida e paz. 2005].
  

26 de setembro de 2013

É pra obedecer ou esquecer!

"Não se esqueçam de mim", diz o inseguro.Sim! Pois os que não querem ser esquecidos quase nunca o ambicionam por desejarem ser uma inspiração para os outros, mas sim por medo de não se perenizarem entre os que os sucederem, numa ansiedade pagã por viverem nas conversas e nas lembranças dos que chegarem depois deles. E é assim que muita gente se pereniza na culpa dos seres obrigados a lembrarem-se de doenças, defeitos, vaidades, superficialidades e inseguranças dos que pedem com juras para não serem esquecidos. Jesus, porém, é diferente! Ele diz: "Fazei isto em memória de mim!"— e ao assim dizer, Ele institui não a lembrança, mas o fazer. Jesus não queria ser lembrado por ser lembrado. Se Ele quisesse ser apenas lembrado, teria pedido um busto numa praça, assim como os "evangélicos" gostam de praças da Bíblia e outros "bustos" erigidos à vaidade do poder. Não! Jamais! Ele não queria ser lembrado e nem mencionado. O que Ele queria era ser obedecido em Seu ensino e modos em amor. Esqueça Jesus, a menos que você deseje celebrá-lO fazendo as coisas em memória viva de amor por Ele.

"Fazei", diz Ele.

- C.F.

25 de setembro de 2013

Exortações de um Zorro Diabo.



Por Caio Fabio

Hoje, dia 26 de agosto de 2004, eu vi o programa Super Pop, de Luciana Gimenez, na Rede TV. Quando cheguei já estava rolando um papo no qual um pastor garantia que podia curar qualquer gay que desejasse deixar de se sentir gay. Ele levou consigo dois ex-gays. Faziam parte do grupo de debatedores pessoas de grupos bem distintos, todos caricatos, incluindo o pobre e patético padre Quevedo. Entre esses, havia uma figura vestida de Zorro, só que de vermelho, e com um chapéu na cabeça. Ele se apresentou como Bispo Toninho do Diabo. Todos falaram, discutiram, tiveram derrames de ignorância, expuseram-se ao ridículo, amaram tal exposição, ofenderam-se, enfrentaram-se, acusaram-se, julgaram-se mutuamente, babaram de raiva e escorreram sebo religioso em nome de Deus. E o diabo calado! De súbito deram a palavra ao diabo. Ele se apresentou e se disse irmão gêmeo de “Deus”.

O irmão que desceu. Citou o “façamos o homem à nossa imagem e semelhança”, e garantiu que fez parte do grupo criador. Foi quando um pastor de pescoço largo entrou na parada. Disse que o diabo era concorrente. Outro pastor se levantou e tentou ridicularizar o Bispo Toninho do Diabo. E o diabo ouvindo. Lá pelas tantas o diabo sai com esta: “Se eu fosse cobrar pelo uso do meu nome, a igreja de vocês tava falida. Vocês não sabem viver sem mim”. Então mostrou um clipe musical no qual ele canta uma música engraçadissima, acerca do Brasil, e não deixa de fora nenhum dos grandes temas sociais e políticos da vida nacional, e, obviamente, também não poupa a igreja Universal. No fim, o diabo acabou merecidamente roubando a cena. E por que? Bem, apesar da heresia do “façamos o homem”, estava claro que o cara estava na maior gozação. De fato ele está é lançando sua carreira artística. Até o Paulo Coelho começou com capa, chapéu e bengala de bruxo. Quem pode recriminar o Toninho do Diabo? O que me chocou é que de fato o diabo do programa deu um banho na moçada toda! Fiquei vendo aquilo ali e pensando em como eu jamais imaginei em minha vida que um dia veria um espetáculo tão patético quanto aquele, no qual alguém, se fazendo passar folcloricamente pelo diabo, pudesse ser o mais sensato entre todos, apesar das heresias. Aliás, todos ali falaram muita heresia.

Teologia à parte, todos os que falaram em nome de Deus falaram mais besteira do que o diabo. “Se eu fosse cobrar pelo uso do meu nome, a igreja de vocês tava falida. Vocês não sabem viver sem mim”—ecoava na minha cabeça. Pensei no que Jesus disse: “Sem mim, nada podeis fazer”. E lembrei do diabo musical que acabara de dizer que sem ele e seu nome a igreja estaria falida. Será que quando Jesus disse “sem mim, nada podeis fazer” Ele queria dizer que sem a confissão acerca da onipresença do diabo a igreja não alcançaria o mundo? De fato, se você ligar a televisão ou o rádio e ouvir o que dizem os pastores e locutores de religião evangélica, pouco se ouvirá de Jesus, mas muito se ouvirá do diabo. Jesus expelia demônios, e não dava papo para eles, e raramente falou do diabo. Também disse que não queria aquele tipo de publicidade, por isto não deixava que nem mesmo os demônios falassem Dele como propaganda. Em Jesus, se vê como o Evangelho não se serve do diabo para nada! Agora pense em como ficaria a igreja se Deus dissesse que não se pode mais usar o nome do diabo numa pregação, num culto ou em qualquer conversa. Pois quem o fizesse iria perder dinheiro.

O que sobraria para se pregar? Quem haveria de ser usado como diabo a fim de que pelo medo as pessoas pagassem o dizimo? O fato é que sem o diabo a igreja não tem mensagem! E tão fato é isto, que uma caricatura engraçada de diabo diz isso na televisão, para um pastor cheio de certezas, até de curar qualquer tipo de problema sexual, incluindo hermafroditismo, e o pastor cheio de certezas se calou. Sim, o pastor calou, pois, mesmo na presença daquela caricatura de diabo, ele não podia dizer que não era verdade. Ironicamente estamos vendo e ouvindo um palhaço, vestido de diabo, pertinentemente dizer: “Sem mim nada podeis fazer”—enquanto a “igreja” não pode negar. Ora, enquanto o diabo for o nome mais falado na igreja, ela não terá autoridade para dizer nada em contrário.

No dia em que para cada vez que se menciona o diabo na igreja se mencionar o nome de Jesus e a graça de nosso Deus, então, nós poderemos enfrentar qualquer diabo, mas não enfrentaremos o pobre candidato a artista, e que hoje faz esse gênero, de modo muito espirituoso, por sinal, e com mais verdades a declarar sobre a condição humana e o Brasil do que os pastores que ali estavam. É pra parar e pensar!

22 de agosto de 2011

Espiritualidade bombástica

Por Caio Fábio

Cuidado com pessoas de espiritualidade bombástica. Cuidado com pessoas que fazem muito barulho em relação aos seus "dons pessoais". Cuidado com pessoas que se colocam como referência de espiritualidade e que fazem de suas "experiências" histórias de autopromoção!
Por trás de toda espiritualidade autodivulgada há "motivos interesseiros". Ou estão querendo receber demasiado crédito espiritual para então poderem manipular a vida dos incautos; ou desejam ser colocados como únicos e legítimos líderes do grupo de cristãos imaturos; ou querem minar a autoridade dos pastores do grupo, fazendo que eles se tornem inexperientes aos olhos do grupo ante tão tremendas experiências divulgadas pelos de espiritualidade bombástica; ou desejam um rebanho para pastorear sem ter tido o trabalho de levar ninguém à fé; ou pretendem ser os beneficiários da gratidão financeira desses "cristãos impressionados" que agora – depois de cativados – tornam-se mantenedores desses faladores enfatuados.

FÁBIO, Caio. Síndrome de Lúcifer. pp. 39-40. Venda Nova – MG: Betânia, 1988.

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7 de agosto de 2011

Sermão: Saudades do Templo

Por Caio Fábio
Texto: Salmo 84

Este salmo do filhos de Coré retrata o Templo não como construção, mas como incentivo à devoção.

I - Bem-aventurança (v.4). A devoção gera a bem-aventurança e a felicidade. Como o templo se apresenta nesta prspectiva?
- Louvor perpétuo (v.4) - não é um clube, nem um centro comunitário; é um lugar de adoração.
- É um lugar de amabilidade e refrigério (v.1) - não é um lugar de opressão ao pecador, mas um lugar de cura e de incentivo à restauração.
- É a casa acolhedora (v.3) - é uma Casa Aberta, que não discrimina ninguém.

II - Quem é o bem-aventurado (v.5)?
- O homem que tem o coração reto e singelo (v.5) - Salmo 119.80.
- O homem que transforma os desertos da vida em açudes (v.6) - é aquele que não vê na desgraça o final m si mesmo, mas faz das tribulações experiências de fé e de esperança.

III - Como adquirir e desenvolver esta devoção?
- Louvando a Deus com exultação (v.2) - louvando a Deus com sinceridade e liberdade.
- Orando ao Todo-Poderoso (v.8)
- Vivendo em retidão (v.11) - sendo coerente com os princípios bíblicos.

Conclusão:
Uma das manifestações mais vívidas da fé é o prazer de estar na casa de Deus (v.12).

Curiosidades do Texto:
Vale árido - Vale de Baca não é um lugar específico, mas é uma referência a um lugar de lágrimas ou a um vale de desolação.

1 de agosto de 2011

29 de março de 2011

A cultura afro-luso-ameríndia e o cristão brasileiro

Por Caio Fábio

Nós estamos pregando um evangelho com cultura greco-anglosaxã num país de alma afro-luso-ameríndia, no caso do Brasil. Simplesmente não tem nada a ver, a começar do púlpito: logicismo em cima de logicismos. Eu gosto de reflexão, acho que o povo de Deus precisa aprender a pensar. Mas quando se está tratando com as pessoas que estão chegando, não é hora para "platonificar" nem "aristotelizar" nossa mensagem. Essa cultura africana, lusitana, índia e ibérica, no caso da América Latina, é essencialmente aberta para o mistério, para o sobrenatural. Por que vocês acham que as religiões afro-ameríndias crescem tanto entre nós? É porque o batuque está na base da alma do povo. Eu tenho muito medo desses que andam conflituando ainda mais nossa abertura para a cultura. Tenho medo desses grupos que andam por aí, "colocando" demônios em todos os discos e músicas que ouvem. São um perigo para a destruição do que restou da cultura entre nós.

25 de março de 2011

Avivamento mexe nas entranhas da realidade

Por Caio Fábio

Profetismo é a ação de denúncia e enfrentamento da realidade. E para isso temos sobejos exemplos. Temos o exemplo dos profetas de Israel, que enfrentaram a injustiça, pregaram contra a opressão, puseram o dedo em riste contra a idolatria e não aceitaram qualquer perspectiva que excluísse o monoteísmo radical de sobre a visão dos homens e da obediência que todos devem ao único Deus.

Temos o exemplo de Jesus na sua desabsolutização do poder romano (Mateus 22.15-22), na sua não-aceitação do decreto de morte feito por Herodes (Lucas 13.31-32), no seu enfrentamento da petrificação religiosa conforme o modelo do Sinédrio (Mateus 23.1-36), no seu "virar a mesa" no templo ante o comércio da fé (Marcos 11.15-18). Temos o exemplo de Tiagoque dá aquele brado, aquele gemido arrancado das entranhas da lama, lamentando a exploração do trabalhador (Tiago 5.1-6).

Temos o exemplo de Calvino, dizendo que o sistema econômico distorcido de Genebra era ignominioso; lutando para acabar com a especulação financeira em Genebra, até que conseguiu, pelo menos em seus dias. Hoje é o maior paraíso fiscal do mundo. Temos o exemplo de Wesley que pregou contra a escravidão que era vista por ele como a pior manifestação do diabo nos seus dias. Temos o exemplo de Finney, que pregava uma mensagem avivalista, mas que em seu conteúdo protestava contra a escravidão. E foi por isso que o avivamento aconteceu. Avivamento sem cura da base, é simplesmente coreografia de alegria de culto. Só isso. É carpideirismo do templo. É aprender só a chorar. É cenografia.

Avivamento que não mexe nas entranhas da realidade não é avivamento. Temos o exemplo de Samuel Rutherford que relativizou o poder do Rei, dizendo que REX não era LEX e sim LEX é que era REX, isto é, o Rei não é a lei, a lei é que é o Rei. Rutherford era um santo homem, de joelhos calejados e oração perseverante, mas que não era um alienado. O que eu acho lindo nesses homens é como eles conseguiram integrar a piedade deles com a totalidade da visão da vida. Pecado para eles, não eram apenas clichês, marcas, coisas, comportamentos, variações, líquidos, comidas, formas. Não, a sua noção de pecado era muito mais profunda e ampla do que essa nossa epidérmica perspectiva do pecado. Temos o exemplo de John Knox que se insurgiu contra a tirania do rei. Vocês já ouviram falar desses homens, mas a questão é que os biógrafos só se preocupam em contar o quanto eles jenjuavam por ano, mas não dizem porque é que eles estavam jejuando e quais eram os temas das suas orações e das suas pregações.

Referência:

FÁBIO, Caio. Mais que um sonho. pág. 56. Niterói-RJ: Abec, 1993.

23 de março de 2011

O Reino ultrapassa a retórica

Por Caio Fábio

O Reino ultrapassa a retórica e se estabelece mediante obras poderosas. Não é só o Reino da ortodoxia, mas é também o reino da ortopraxia. Não é apenas o Reino do dizer, mas é também o Reino do fazer. Paulo afirma em I Co 4.20, essa obsessão que o Reino tem por virar coisa, virar história, fato obra, transformar-se em tangibilidade. O Reino de Deus não é somente palavra, não é apenas discurso; o Reino de Deus é poder. Nós até que falamos bem sobre o Reino; nós só não deixamos o Reino ser lido em nós.

Referência:

FÁBIO, Caio. Mais que um sonho. pág. 34. Abec: Niterói-RJ, 1993.

19 de março de 2011

Como se manifestou o Reino de Deus em Jesus Cristo?

Por Caio Fábio

Um Reino que ultrapassa as regionalizações, que não se deixa conter em fronteiras. Notem, é exatamente nisso que consiste a tentação de Jesus: regionalizar o Reino de Deus. Em Mateus 4.1-11, este é o trilema de Jesus. Em Cristo, o Reino vai para além das províncias, dos Estados, das Nações e das fronteiras. É maior que a fronteira política. Qual foi a tentação da montanha? Foi uma tentação relacionada ao poder político: "tudo isso te darei se prostado me adorares". O Reiono é maior que a fronteira religiosa: é o que ensinam as tentações do templo e a do pináculo do templo. É maior do que a fronteira carismática: é assim que se deve entender a vitória sobre a tentação de transformar milagrosamente pedras em pães. O Reino é maior do que dizem os teólogos da libertação, encerrando-o à fronteira política. É maior do que dizem os religiosos obcecados, aprisionando-o ao templo e às instituições religiosas. É maior do que a visão daqueles que só imaginam o Reino na perspectiva carismática. O Reino pode até conter tudo isso, mas é maior que tudo isso. 

 FÁBIO, Caio. Mais que um sonho. Pág. 17. Niterói-RJ: Abec, 1993.

28 de fevereiro de 2010

Sobre o Reino

Por Caio Fábio

O Reino de Deus não é somente a salvação espiritual. Não é regeneração, apenas. A regeneração é somente um item na globalidade do Reino de Deus. Portanto, não o encerra, não o contém, não o reduz, não o amarra, não lhe impõe fronteiras.

O Reino de Deus também não são somente interesses religiosos supra-denominacionais. Falo assim porque alguns que conseguiram libertar-se do claustro e do cativeiro denominacional, referem-se aos interesses da igreja supra denominacional como sendo tudo quanto possa constituir a plenificação do Reino de Deus.

O Reino de Deus é mais que minha igreja, é mais que sua igreja, é mais que todas as denominações juntas. O Reino de Deus não se contém em perspectiva humana alguma. Tentar contê-lo e domesticá-lo é blafêmia.

Em síntese: O Reino é maior do que todas as categorias humanas. Sejam religiosas, sejam teológicas, sejam históricas, de que nível forem. O Reino vaz tudo, extrapola tudo. Está aqui, mas está para além de tudo.