9 de maio de 2017

Vagabundagem espiritual.

A.W.Tozer

O homem carnal rejeita a disciplina de tais compromissos. Ele diz: "Quero ser livre. Não quero ter qualquer voto sobre mim. Não creio nisso. Isso é legalismo". Bem, deixe-me apresentar o quadro de dois homens. Um deles não fez voto algum. Ele não aceita qualquer responsabilidade desse tipo. Ele quer ser livre. E ele é livre, em certa medida - assim como um vagabundo é livre. O vagabundo é livre para sentar-se num banco de jardim de dia, dormir sobre um jornal à noite, ser posto para fora da cidade na manhã de quinta-feira e voltar e subir pelas escadas rangentes de alguma pensão na quinta à noite. Esse homem é livre, mas também é inútil. Ele apenas ocupa um lugar no mundo, cujo ar respira. Examinemos agora outro homem - talvez um presidente, ou primeiro-ministro ou qualquer grande homem que carrega sobre si o peso do governo. Homens assim não são livres. 

Porém, com o sacrifício de sua liberdade demonstram poder. Caso insistam em ser livres, poderão sê-lo, mas apenas como o vagabundo. Escolheram, porém, estar amarrados. Há muitos vagabundos religiosos no mundo que não querem estar amarrados a coisa alguma. Eles transformaram a graça de Deus em libertinagem pessoal. As grandes almas, entretanto, são aquelas que se aproximam reverentemente de Deus compreendendo que em sua carne não habita bem algum. E sabem que, sem a capacitação dada por Deus, quaisquer votos feitos seriam quebrados antes de o sol se pôr. Não obstante, visto que crêem em Deus, com reverência assumem certos votos sagrados. Esse é o caminho para o poder espiritual. Sendo assim, há cinco votos que tenho em mente, que será bom fazer e observar: 1) Trate Seriamente com o Pecado; 2) Não Seja Dono de Coisa Alguma; 3) Nunca se Defenda; 4) Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém; 5) Nunca Aceite Qualquer Glória.

TOZER, A.W. Os Cinco Votos para obter poder espiritual. São Paulo: Editora dos Clássicos, 2004.

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