24 de maio de 2017

Resumo: Relação terapêutica.

Job. Nascimento

MUJER, Sonia; VERMES, Joana Singer. Relação terapêutica. Págs. 101-110.
  
            O texto em análise pretende analisar as nuances que envolvem a relação terapêutica. As autoras argumentam que o trabalho terapêutico visa proporcionar mudanças comportamentais que amenizem o sofrimento e insiram contingências reforçadoras. Isso decorre de alguns comportamentos presentes na relação interpessoal. O sucesso da terapia está relacionado à relação entre terapeuta e paciente. Um paciente que tenha uma boa relação e percepção da terapia acaba tornando o tratamento mais efetivo.
            As autoras apontam alguns fatores importantes na relação terapeuta-cliente, como: a) o papel do terapeuta; b) as características do terapeuta; c) comportamentos do terapeuta.
            No que diz respeito ao papel do terapeuta argumenta-se que o profissional deve se apresentar como uma audiência não punitiva, também um agente que auxilie reforçando determinadas resistências, proporcionando um ambiente de tolerância onde o cliente exponha suas emoções aversivas livremente e aumentar as chances do cliente suportar as interpretações.
            Quanto às características do terapeuta as autoras afirmam que o resultado do tratamento depende em grande parte deste elemento. Entre as características elencadas pelas autoras, destacam-se: a) postura empática e compreensiva; b) aceitação desprovida de julgamentos; c) autenticidade; d) autoconfiança; e) flexibilidade na aplicação das técnicas. Por outro lado, existem características no terapeuta que podem influenciar negativamente o tratamento, como: 1) elementos da vida do profissional; 2) diferenças nos valores éticos, morais ou religiosos; 3) identificação com o problema do cliente. Quando o terapeuta é muito direto em suas posições isso acaba gerando mecanismos de resistência nos pacientes.
            Por fim, quanto à postura do terapeuta na relação as autoras relatam que o comportamento do terapeuta influenciam de forma determinante no tratamento de acordo com as técnicas e táticas abordadas. Elencam-se pelo menos nove comportamentos: 1) solicitação de informações; 2) fornecimento de informações (sobre o andamento da terapia, sobre aspectos psicológicos e técnicas utilizadas); 3) empatia, calor humano; 4) sinalização; 5) aprovação; 6) orientação; 7) interpretação; 8) confrontação; 9) silêncio. Apesar de não existir um posicionamento uníssono quando a essa lista, as autoras argumentam que são os aspectos mais relevantes no que diz respeito ao comportamento do terapeuta e a relação com a efetividade do tratamento.
            No outro pólo da relação, o cliente, também influencia determinantemente na efetividade do tratamento. Alguns posicionamentos do cliente exigem do terapeuta uma postura diferenciada para o estabelecimento da relação. A ausência de motivação e as variações do paciente podem prejudicar a terapia. As autoras argumentam que a faixa etária deve ser observada, os aspectos sócio-econômicos, transtornos psiquiátricos etc. Todos esses fatores se não observados dificultam o estabelecimento da relação terapêutica.
            A efetividade de algumas terapias e o insucesso de outras é um fator muito relativo, de acordo com as autoras. Mas uma tática bastante comum entre os terapeutas é auxiliar os clientes a construírem, um repertorio comportamental mais vasto: coragem, habilidade interpessoal, racionalidade, perseverança, realismo, capacidade para o prazer etc.
            Por fim, concluem as autoras apontando alguns instrumentos necessários na avaliação da relação terapêutica. Esses instrumentos são: a) o questionário (pesquisas); b) observação das sessões de terapia. Os profissionais brasileiros no ramo comportamental têm produzido importantes estudos e pesquisas de caráter descritivo, contribuindo para o avanço da análise do comportamento, relatam, finalizando as autoras. 

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