11 de abril de 2017

Resenha: Os anseios da vida cotidiana e os Salmos.

MESTERS, C. Deus onde estás. PP. 109-121. Belo Horizonte: Vega, 2009.

            Neste breve texto C. Mesters fala de forma sucinta, mas abrangente sobre o livro dos salmos e sua relação imediata com o culto e a vida dos israelitas e mediatamente com nosso cotidiano e o encontro com Deus na nossa vida atarefada e cercada de tecnologia que muitas vezes podem deixar nebulosa a presença de Deus na nossa vida.
            Segundo o autor os Salmos mostram Deus como Alguém que se manifesta a qualquer instante, se relaciona com o homem e intervém nas suas dificuldades ajudando-o. Os Salmos não são uma expressão perfeita de oração, pelo contrário, revela os movimentos seculares dos israelitas: suas crises, dúvidas, alegrias, tristezas e angústias.
            C. Mesters relata a forma lenta e progressiva com que os Salmos foram compostos, sua diversidade e ligação íntima com o seu autor, no período de cerca de 1000 anos. Agostinho tinha uma preocupação especial com os Salmos “interpretar de tal maneira que o seu povo pudesse encontrar nos Salmos um reflexo da sua vida. Davi foi o principal autor com cerca de 70 cânticos.
             O autor encerra o texto evidenciando uma possível dificuldade de nosso tempo na recitação e apreço pelos salmos alegada por muitos de que ele trata da vida de um povo distante de nós e que não vivemos a mesma realidade deles. Mesters rebate afirmando que os Salmos e nossa vida são como dois vasos que se comunicam entre si e têm a mesma raiz: “o homem à procura do Absoluto que se reflete na problemática tão diversificada da sua vida de cada dia”.
            Excelente o texto de C. Mesters de início o texto pode afugentar os leitores com a simplicidade das palavras, mas superada a primeira parte do texto ele nos leva a uma análise mais profunda e ao mesmo tempo devocional dos Salmos mostrando que eles não foram compostos para “servirem de documento de arquivo, mas foram inspirados para serem orados e despertarem para a oração”.     

            

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