1 de abril de 2017

O sermão escatológico de Jesus.

Job. Nascimento

1 INTRODUÇÃO

No presente artigo sobre o capítulo 13 de Marcos encontrou-se alguns apontamentos importantes, especialmente no que diz respeito à relação deste capítulo com a escatologia cristã e a apocalíptica judaica. Augustus Nicodemos (2000) intitula essa perícope como “o sermão escatológico de Jesus”. O mesmo autor argumenta que há uma relação entre o Novo Testamento e os apocalipses judaicos, essa relação está além do gênero literário.
            Stern (2009) sugere que o Sermão escatológico de Jesus em Marcos 13 é um “pequeno apocalipse”. Bultmann (2007), por outro lado, afirma que o mundo do Novo Testamento refletia um misto de idéias gregas com a mitologia apocalíptica judaica. Observa-se ainda que a busca pelo Jesus Histórico não pôde ignorar o aspecto escatológico de sua pregação.
            Segundo Barclay (2010), o capítulo 13 de Marcos é um dos capítulos mais difíceis do Novo Testamento para a compreensão do leitor moderno. Isto é assim porque é um dos capítulos mais judaicos da Bíblia. Do princípio ao fim se desenvolve dentro da história e as idéias judaicas. Em todo ele Jesus emprega termos e figuras muito familiares para os judeus de seus dias, mas que são muito estranhas, em realidade desconhecidas, para muitos leitores modernos.
Mesmo assim, Barclay (2013) afirma que não é possível desprezar este capítulo e passá-lo por alto, porque nele tem-se a fonte de muitas idéias a respeito da Segunda Vinda de Jesus. A dificuldade desta doutrina é que, atualmente, ou ela é desdenhada completamente e nem sequer se pensa nesta doutrina ou se perde completamente o equilíbrio e chega a ser para alguns virtualmente a única doutrina da fé cristã, mistificando-a.
O sermão escatológico de Jesus Cristo mostra a sua importância e validade tanto para o primeiro público ouvinte como para a igreja atual, pelos seguintes pontos: 1) descrição do princípio das dores (Marcos 13.5-13); 2) o tempo de aflição para toda a Judéia (Marcos 13.14-23); 3) a vinda do Filho do Homem (Marcos 13.24-27); 4) o pronunciamento acerca da proximidade da vinda de Cristo e seu caráter repentino e inesperado (Marcos 13.28-37); 5) exortação para vigiar e estar preparados para aquele dia (Marcos 13.33-37); 6) o dia do juízo.

2 O SERMÃO ESCATOLÓGICO DE JESUS

            Esse sermão encontra-se localizado textualmente sucedendo a afirmação de admiração do templo de um discípulo: “ao sair Jesus do templo, disse um de seus discípulos: Mestre! Que pedras, que construções!”[1]. Assim, em resposta à esta pergunta, Jesus faz uma declaração profética da destruição iminente do templo de Jerusalém: “(...) vês estas grandes construções? Não ficará pedra sobre pedra, que não seja derribada”[2].
            Posteriormente, inicia-se o sermão escatológico de Jesus Cristo que constitui-se como uma resposta para as preocupações dos discípulos de quanto isso poderia ocorrer. Alguns pesquisadores faz uma lista de objetivos explícitos ou implícitos de Jesus ao pronunciar este sermão escatológico.

2.1 OBJETIVOS DO SERMÃO ESCATOLÓGICO

Encontra-se várias listas de objetivos que são feitas por diversos pesquisadores. No entanto, cita-se a mais recorrente entre eles que é a lista também descrita por Nicodemus (2000), que argumenta que o sermão escatológico de Jesus tinha alguns objetivos bastante claros:

1) corrigir a visão dos seus discípulos sobre a destruição do templo, a sua vinda e o fim dos tempos (aparentemente os discípulos haviam confundido como se fossem a mesma coisa);
2) advertí-los a não serem engodados pelos falsos profetas e falsos “cristos” que viriam, e pelos sinais e maravilhas que esses falsos profetas seriam capazes de produzir;
3) estabelecer uma ampla e geral da história, começando com sua morte e ressureição até o juízo final;
4) advertí-los a que estivessem preparados para o dia e a hora desconhecidos de sua vinda.

            Ao tentar corrigir a visão dos discípulos sobre a suntuosidade do templo, Jesus lançava luz para a sua iminente destruição. Por outro lado, Jesus falava de uma realidade mais profunda e importante do que a construção física do templo. Segundo Henry (2002, p. 809):

Observemos quão pouco o Senhor Jesus Cristo valoriza a pompa exterior, onde não existe a verdadeira pureza de coração. Contempla com compaixão a ruína das almas preciosas, e chora por elas, porém, não o encontramos contemplando com tristeza a ruína de uma casa famosa. Então, lembremo-nos do quão necessário é que tenhamos uma morada mais duradoura no céu, e que estejamos preparados para ela por meio da obra do Espírito Santo, e que esta morada seja buscada por meio da fervorosa utilização de todos os meios de graça.

            Quando Cristo redireciona o olhar dos discípulos para uma realidade mais importante que a grandeza do templo, Ele mostra o quão triste será a ruína das pessoas e, por isso, demonstra sua compaixão. Neste contexto, encaixa os pontos dispostos por Nicodemos (2000), em que Cristo fala sobre sua morte, ressurreição e sua segunda vinda, alertando-os para não serem engodados pelos falsos “cristos” que poderiam fazer alguns sinais miraculosos também.

2.2 DIVISÃO DO SERMÃO ESCATOLÓGICO

            De acordo com o entendimento de Nicodemus (2000, p. 13) as partes principais do Sermão Escatológico, são as seguintes:

a)    O princípio das dores (Marcos 13.5-13), onde Jesus informa aos discípulos os sinais dos tempos a acontecerem no período interino, não como uma indicação da proximidade do fim, mas como uma garantia de que o mesmo virá;
b)    O tempo da grande aflição para a Judéia (Marcos 13.14-23), onde Jesus aparentemente retorna à pergunta dos discípulos sobre a destruição do templo com o fim de advertí-los a fugir da destruição eminente de Jerusalém;
c)    A vinda do Filho do Homem (Marcos 13.24-27), onde Jesus trata da sua segunda vinda, com uma descrição dos sinais que acontecerão imediatamente antes dela;
d)    O pronunciamento acerca da proximidade da sua vinda e seu caráter repentino e inesperado (Marcos 13.28-37), com o propósito de impressionar os discípulos quanto à iminência da parousia;
e)    Exortação para vigiar e estar preparados para aquele dia (Marcos 13.33-37);
f)     O dia do juízo.

No primeiro ponto sobre o princípio das dores (13.5-13), Jesus fala aos discípulos sobre os sinais do tempo que antecederão a chegada do Grande Dia[3]. Um dos sinais seria o aparecimento de líderes que afirmarão serem o “cristo”. De acordo com Sproul (2005, p. 1171): “No ano de 130 d.C., Bar Kochba – líder de uma rebelião judaica contra os romanos – reivindicava ser o Messias e era aceito como tal por seus seguidores, e alista (de supostos messias) tem crescido desde então”.
            No segundo ponto do sermão escatológico, Jesus fala sobre o tempo de grande aflição que sobreviria sobre a Judéia (13.14-23). De acordo com Henry (2002, p. 809):

Os judeus apressaram o ritmo de sua ruína ao rebelarem-se contra os romanos, e ao perseguirem os cristãos. Aqui temos uma profecia sobre a destruição que lhes sobrebeio cerca de quarenta anos mais tarde; uma destruição e um estrago como jamais sofreram em toda a sua história. As promessas de poder para perseverarm e as advertências sobre o afastamento, concordam entre si. Porém, quanto mais considerarmos estas coisas, veremos motivos mais abundantes para fugir sem demora a nos refugiarmos em Cristo, e a renunciarmos a todo objeto terrestre pela salvação da nossas almas.

            Apesar da abordagem devocional, Henry (2002) lança luz sobre a predição de Jesus sobre a ruína iminente de Jerusalém. O terceiro ponto do sermão escatológico de Jesus trata do Segundo Advento de Cristo (24-27). Neste sentido, Moody (2010, p. 76), argumenta:

Cristo colocou este grande acontecimento especificamente naqueles dias, após a referida tribulação, obviamente se referindo ao tempo descrito em 13.14-23. Isto exige uma de duas explicações. Ou Cristo viria logo depois de 70 A.D, ou as aflições dos versículos 14-23 têm uma dupla referência, tanto à destruição de Jerusalém por Tito como à Grande Tribulação no fim dos tempos. Considerando que a primeira explicação é impossível, a última interpretação torna-se a chave para se compreender o capítulo como um tudo. A linguagem usada para descrever os abalos nos céus foi em grande parte extraída do Antigo Testamento: Isaías 13.1; 34.4; Joel 2.10, 30,31.

            Dessa maneira, Moody (2010) fala sobre as possíveis interpretações que se poderia dar a esse texto, indicando uma interpretação mais acertada seria a que indica para a volta de Cristo data posterior à destruição de Jerusalém por Tito. Na mesma toada, Moody (2010, p. 77), pondera:

Ainda que seja melhor fugir aqui a um literalismo extremo, não temos motivos para não entendermos estas expressões como se referindo às alterações celestiais reais que precederão imediatamente a vinda de Cristo. De modo nenhum torna-se estranho que um acontecimento tão momentoso seja introduzido dessa maneira. Esta é a volta pessoal e corporal de Cristo à terra com grande poder e glória, que foi descrita em passagens tais como essas Atos 1:11; II Tessalonicenses  1.7-10; 2:8; Apocalipse. 1.7; 19.11-16. "Com o céu obscurecido servindo de cenário, o Filho do Homem se revela no Shequiná da glória de Deus."

            O quarto ponto do sermão escatológico de Jesus trata do pronunciamento sobre proximidade de sua vinda e o caráter repentino e inesperado (28-37). Alguns pesquisadores e biblicistas afirmam que nesse trecho tem-se a aplicação do sermão escatológico de Jesus. De acordo com Henry (2002, p. 809):

Temos a aplicação do sermão profético. Quanto à destruição de Jerusalém, é preciso esperar, pois virá dentro de pouquíssimo tempo. Quanto ao final do mundo, não pergunteis quanto virá, porque o dia e a hora não são do conhecimento de nenhum homem. Cristo, como Deus, não poderia ignorar nada, porque a sabedoria divina, que habitava em nosso Senhor, era comunicada à sua alma humana conforme o beneplácito divino. O nosso dever em relação aos dois casos é estar alertas e orarmos. O nosso Senhor Jesus, quando ascendeu ao alto, deixou algo para que todos os servos façam. Devemos estar sempre vigilantes esperando o seu regresso. Isto se aplica à vinda de Cristo a nós em nossa morte, como também ao juízo geral. Não sabemos se o nosso Senhor virá nos dias de nossa juventude, na idade madura ou em nossa velhice, porém, assim que nascemos começamos a morrer e, portanto, devemos esperar pela morte. O nosso grande esforço deve ser no sentido de que, quando vier o Senhor, não nos encontre confiados, agradando a nossa concupiscência em conforto e preguiça, despreocupados em relação à nossa obra e dever. O Senhor diz a todos que velem, para que sejam encontrados em paz, sem manchas e irrepreensíveis.

Conforme exposto acima por Henry (2002) o último trecho do sermão escatológico de Jesus Cristo é um chamdo à vigilância constante porque nenhum homem sabe o dia e a hora em que virá o filho do homem. Finaliza-se o sermão com o dia do juízo. Após essa abordagem mais didática e biblicista, passa-se a verificar os aspectos históricos deste sermão escatológico de Jesus Cristo.

3 ASPECTOS HISTÓRICOS E CONCEITUAIS DO SERMÃO ESCATOLÓGICO

            Pode-se dividir os aspectos históricos do sermão escatológico de Jesus Cristo em alguns blocos específicos: a) a ruína de uma grande cidade; b) a agonia de uma grande cidade; c) o caminho difícil de fuga; d) a segunda vinda de Cristo. Dessa maneira, pode-se verificar a maior parte do sermão escatológico de Jesus refere-se à destruição de Jerusalém e fuga de seus habitantes, posteriormente, a segunda volta de Cristo.

3.1 A RUÍNA DE UMA CIDADE (MARCOS 13:1-2)

De acordo com Barclay (2010), O templo construído por Herodes era uma das maravilhas do mundo. Começou a ser construído nos anos 20-19 a.C., na época do Jesus não estava ainda completamente terminado. Estava edificado sobre a cúpula do Monte Moriá. Em vez de nivelar a cúspide da montanha se formou uma sorte de grande plataforma levantando muros de blocos maciços que encerravam toda a área. Sobre esses muros se estendia uma plataforma, reforçada por pilares sobre os quais se distribuía o peso da superestrutura.
Nesse sentido, Josefo (2012) diz que algumas dessas pedras tinham treze metros de comprimento por quatro de alto e seis de largura. Seriam algumas dessas pedras imensas as que motivaram o assombro dos discípulos galileus. A entrada mais magnífica ao templo era a do ângulo Sudoeste. Aqui, entre a cidade e a colina do templo se estendia o Vale do Tiropeion, cruzado por uma ponte maravilhosa.
Segundo o entendimento de Josefo (2012) cada arco tinha quatorze metros e em sua construção se empregaram algumas pedras de oito metros de comprimento. O vale corria a não menos de setenta e cinco metros por baixo. A largura da brecha que passava por cima da ponte era de uns cento e vinte metros e a própria ponte tinha um comprimento de dezessete metros. A ponte conduzia diretamente ao Pórtico Real. Este consistia em uma dupla fila de colunas fortes, todas de doze metros de altura, e todas cortadas de um sólido bloco de mármore.

3.2 A AGONIA DE UMA CIDADE (MARCOS 13.14-20)

Segundo Rienecker (2005), neste trecho Jesus antecipa algo do tremendo terror do cerco e a queda final de Jerusalém que iria acontecer. Esta advertência foi que quando vissem os primeiros sinais de que isso ocorreria, os habitantes deveriam fugir a tempo, sem se preocuparem em recolher as roupas ou salvar os seus bens. No entanto, verificou-se posteriormente que o povo fez exatamente o contrário. O povo se aglomerou em Jerusalém e a morte chegou das formas mais terríveis possíveis. Segundo Barclay (2010, p. 34):

O que Jesus quer dizer quando fala da abominação desoladora? Nos dias de Jesus os homens esperavam não só o Messias, mas também esperavam a emergência de uma potência que seria a encarnação do mal, uma potência que reuniria a seu redor tudo o que estava contra Deus. Paulo chamou a essa potência o homem do pecado (2 Tessalonicenses 2:3).
           
Verifica-se que no ano 70 D.C. Jerusalém caiu diante do sítio do exército do General Tito, que posteriormente se tornou imperador de Roma. Segundo Barclay (2010, p. 35):
Os horrores desse sítio constituem uma das páginas mais negras da história. O povo da campina se amontoou em Jerusalém. Tito não teve alternativa que render a cidade por fome. A questão se complicou pelo fato de que até em momentos tão terríveis havia seitas e facções dentro da própria cidade, Jerusalém estava em perigos de fora e de dentro.

            Observa-se, de acordo com Josefo (2010) que formam levados cerca de noventa e sete mil cativos e cerca de um milhão e cem mil morreram por inanição ou feridos pela espada.

3.3 O CAMINHO DIFÍCIL (MARCOS 13.9-13)

Segundo Barclay (2010), Jesus não deixou qualquer dúvida para seus seguidores que eles tinham escolhido um caminho mais difícil. Não se podia afirmar que não tinha conhecido de antemão as condições do serviço de Cristo. O ser entregue aos concílios e ser açoitados nas sinagogas se refere à perseguição judaica.
Verifica-se que em Jerusalém havia o grande Sinédrio, que era conhecido como a corte suprema dos judeus, mas cada povo e aldeia tinham seu Sinédrio local. Diante desses Sinédrios locais seriam julgados os hereges que confessassem para serem açoitados publicamente nas sinagogas.
Sendo assim, os governantes e reis se referem a processos ante os tribunais romanos, tais como o que Paulo enfrentou perante Félix, Festo e Agripa. A conclusão é que os cristãos eram maravilhosamente fortalecidos em seus julgamentos e saiam vitoriosos ou como mártires.

3.4 SUA SEGUNDA VINDA (MARCOS 13.7-8, 24-27)

Neste ponto, como já exposto acima, Jesus tratou de forma inconfundível sobre seu retorno. Freston (2010) afirma que o interessante é que as coisas que Jesus profetizava estavam, de fato, ocorrendo. Cristo profetizou guerras e os partos estavam, realmente, pressionando as fronteiras do império romano. Segundo Barclay (2010, p. 37):

Jesus Profetizou terremotos e uns quarenta anos depois o mundo romano ficava estupefato ante o terremoto que devastou a Laodicéia, e fascinado pela erupção do Vesúvio que sepultou em lava a Pompéia, que durante séculos permaneceu ignorada. Profetizou fomes, e a houve em realidade em Roma nos dias do Cláudio.

Outro ponto relevante deste trecho do sermão escatológico de Jesus é o que diz respeito à ressurreição dos mortos justos. Neste sentido, Moody (2010, p. 79), relata:

Neste ponto acontecerá a ressurreição dos justos mortos e a transformação dos santos vivos (cons. I Co. 15.51-53; I Ts. 4.13-18). Então ele reunirá os seus escolhidos, os redimidos de todas as dispensações, presente e passadas. Quanto à palavra escolhidos. A palavra episynaxei, ajuntará, é a forma verbal do substantivo episynagôgê, "ajuntamento", em II Ts. 2:1 (reunião). Ajuntar-se-ão com o Senhor descendo, vindos de todas as partes da terra (dos quatro ventos), até mesmo dos recantos mais remotos (da extremidade da terra até à extremidade do céu).

Nesta passagem o que se deve verificar é o fato de que Jesus afirmou que voltaria. Pode-se dizer que o foco do sermão escatológico de Jesus era muito mais que uma preparação dos discípulos para os últimos dias e um programa detalhado sobre a história, como ocorre em alguns apocalipses judaicos.
Verifica-se que os sinais dos tempos que foram elencados por Jesus são mais uma confirmação de que Deus trará um fim do que marcadores de períodos determinados da história humana. Jesus acaba trazendo uma tensão entre o “já” e o “ainda não” no imaginário apocalíptico. Por tanto, apesar de ter algumas semelhanças com a apocaliptica judaica, o sermão escatológico de Jesus tem foco distinto.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
           
O sermão escatológico de Jesus conforme registrado em Marcos 13, apesar de ser considerado como uma obra da apocaliptica judaica, porém, por baixo das semelhanças externas de imagens, linguagens e tópicos, há profundas diferenças quanto aos temas básicos como a visão do mundo presente, a concepção messiânica e o lugar de Israel e dos gentios na história. No sermão escatológico, uma abordagem cristológica da história aparece em destaque.
Jesus se mostra como o centro da história e aponta para uma grandeza maior do que a construção de um templo. A grandeza estava nas pessoas que armazerariam a mensagem do Evangelho. O Evangelho em si é maior do que qualquer construção humana, pois, passará o templo, os céus e a terra, mas ele não passará.
O sermão escatológico de Jesus alerta os seus discípulos no sentido de estarem sempre trabalhando. Desse modo, a mensagem de Jesus surtiu efeito nos primeiros cristãos que, pois, eles foram fortalecidos a não esmorecer diante das advercidades, perseguições e embates dos mais diversos. O sermão escatológico de Jesus é um convite para um redirecionamento de olhar, para focar naquilo que é eterno e deixar de lado o que é terreno.

 REFERÊNCIAS

BARCLAY, William. Lucas. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.

BULTMANN, Rudolf. Jesus Cristo e Mitologia. São Paulo: Novo Século, 2000.

FRESTON, Paul. Breve história do pentecostalismo brasileiro. In: Nem Anjos nem Demônios. Rio de Janeiro: Vozes, 1994.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico de Matthew Henry. 8ª edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

MOODY, D.L. O Evangelho de Lucas. São Paulo: Hagnos, 2010.

NICODEMUS, Augustus. O sermão escatológico de Jesus: análise da influência da apocalíptica judaica nos escritos do Novo Testamento. Fides Reformata, vol. 3. 2000.

RIENECKER, Fritz. Evangelho de Lucas. 5ª edição. São Paulo: Editora Esperança, 2005.

STERN, David H. Comentário Judaico do Novo Testamento. São Paulo: Atos, 2008. 






[1] Marcos 13.1. Versão Revista e Atualizada de João Ferreira de Almeida. 
[2] Marcos 13.2. Versão Revista e Atualizada de João Ferreira de Almeida. 
[3] Na expressão: “Grande dia”, leia-se: “dia da volta do Filho do Homem”.

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