2 de abril de 2017

O poder e um modelo de pastoral eficaz para nosso meio e tempo.

BEZERRA, Cícero. Conversas sobre Jesus. Curitiba, 2010.
  
            O poder é algo que indubitavelmente está na maior parte das relações humanas. Os homens exercem o poder, são subservientes ao poder e, muitas vezes, carecem de algumas estruturas de poder para sua identificação e sobrevivência. O poder pode destruir e criar, ele demole relacionamentos, a confiança, o diálogo e a integridade. O poder tem esse caráter dúbio e explosivo, servindo para o bem e para o mal.
           O pastor Cícero Bezerra afirma que em meio a tantas manifestações de poder coercivo de sua época Jesus demonstrava outra forma de poder, o poder do amor. Esse por sua vez era frágil, vulnerável, conquistava pela fraqueza e pela capacidade de doar e perdoar. Assim, Jesus apontava o caminho para a esperança e libertação de seu povo: sofrido, explorado, doente e confuso religiosamente.
            Jesus tinha uma postura que se identificava com o pobre, com os doentes, com os excluídos e menos favorecidos. Essa atitude de Jesus para com os menos favorecidos era o seu alvo principal. Pois, Jesus veio para curar os doentes, confortar os tristes, libertar os escravos. Ele demoliu os paradigmas de sua época e arvorou o paradigma do amor e da liberdade.
            Nós, que moramos na América Latina, devemos desenvolver modelos de pastorais que estejam intimamente ligados e identificados com o modelo legado por Jesus. Sem abusos de poder, tanto na imposição de dogmas quanto na normatização de condutas pretensamente “adequadas”. Uma postura pastoral adequada exige renúncia, dedicação, sofrimento e capacitação contínua do líder em seu favor e em favor de seus liderados.
             Cícero Bezerra faz um levantamento ético, teológico e sociológico sobre a noção de poder e sua implicação na sociedade e na cosmovisão da mesma. Ele mostra como Jesus lidava com o poder e como demoliu as estruturas de poder de sua época e colocou outro paradigma, o paradigma do amor. Desta forma, uma pastoral que prima pelo título de “cristã” deve reproduzir o modelo de Jesus, especialmente para atingir os doentes, fracos e menos favorecidos.

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