19 de março de 2017

Vida provada por amor.

Texto: I João 3.14.
Fonte: SPURGEON, Charles. 
Introdução: Sabemos que estamos mortos: não tínhamos sentimento, quando a lei e o evangelho se dirigiam a nós; não tínhamos fome e sede de justiça; não tínhamos força de movimento, rumo a Deus, em arrependimento; não tínhamos a respiração da oração ou o pulso do desejo.

I. Sabemos que passamos por uma mudança singular: o inverso da mudança natural da vida para a morte; não é mais fácil, de descrever do que a transformação que a própria morte produz; essa mudança varia em cada caso, quanto a seus fenômenos exteriores, mas é essencialmente a mesma em todos. Como regra geral, seu curso é como segue: começa com sensações dolorosas; leva a uma triste descoberta de nossa fraqueza natural; manifesta-se pela fé pessoal em Jesus; opera no homem, mediante arrependimento e purificação; continua mediante a perseverança na santificação; completa-se em júbilo, infinito e eterno. O período dessa transformação é uma era para ser lembrada no tempo e pela eternidade, com grato louvor.

II. Sabemos que vivemos: sabemos que a fé nos deu novos sentidos, compreendendo um novo mundo, desfrutando um reino de coisas espirituais; sabemos que temos novas esperanças, temores, desejos, deleites e assim por diante; sabemos que temos novas necessidades, tais como respiração, alimento, instrução, correção celestial e assim por diante.

III. Sabemos que vivemos, porque amamos. “Porque amamos os irmãos”: nós amamos a eles, por amor a Cristo; nós amamos, por amor à verdade; nós amamos, por causa deles mesmos; nós amamos a eles, porque o mundo os odeia; amamos a companhia deles, seu exemplo e suas exortações. Nós amamos, apesar dos entraves da enfermidade, inferioridade.

Para refletir: O amor do próximo não presta atenção a sua própria vantagem e não considera tampouco se as obras são de grande ou de pequena importância, mas se são úteis e necessárias ao próximo e à comunidade [Lutero].

Considerações Finais: Nos primeiros tempos do Cristianismo, quando ele triunfou sobre o antigo paganismo do mundo romano, ele fundou uma nova sociedade, ligada por esse santo e mútuo amor. As catacumbas de Roma dão notável testemunho dessa graciosa fraternidade. Ali estavam os corpos de membros da mais alta aristocracia romana, alguns até da família dos Césares, lado a lado com os restos de escravos e trabalhadores obscuros.

Nenhum comentário:

Postar um comentário