12 de março de 2017

Lição 2: Importância do discipulado.

       
O discipulado é uma ordenação do Senhor Jesus: “Ide e fazei discípulos”. Entretanto, alguns questionam o que seria discipulado. De acordo com Bonhoeffer: “quando as Escrituras Sagradas falam do discipulado de Jesus, proclamam a libertação do ser humano de todos os preceitos humanos, de tudo quanto oprime, sobrecarrega, provoca preocupações e tormentos à consciência”. John Stott possui um livro que se chama “discípulo radical”. Em primeiro lugar, por que “discípulo”? Para muitos, descobrir que, no Novo Testamento, os seguidores de Jesus Cristo são chamados de “cristãos” apenas três vezes, é uma grande surpresa.
Depois, o apóstolo Pedro, cuja primeira carta foi escrita em um contexto de perseguição crescente, achou necessário fazer distinção entre aqueles que sofriam “como criminosos” e aqueles que sofriam “como cristãos” (I Pedro 4.15-16), isto é, por pertencerem a Cristo. Ambas as palavras (cristão e discípulo) implicam relacionamento com Jesus. Porém, “discípulo” talvez seja mais forte, pois inevitavelmente implica relacionamento entre aluno e professor. Durante os três anos de ministério público, os doze foram discípulos antes de serem apóstolos e, como discípulos, estavam sob a instrução de seu Mestre e Senhor.
A palavra “radical” é derivada do latim radix, raiz. Originalmente, parece ter sido utilizada como rótulo político para pessoas como William Cobett, político do século 19, e seus pontos de vista extremos, liberais e reformistas. Assim, vem daí o uso geral para se referir àqueles cujas opiniões vão às raízes e que são extremos em seu compromisso. A primeira característica que quero considerar sobre o discípulo radical é o “inconformismo”.
Deus manifestou sua vontade soberana por intermédio da encarnação de Jesus Cristo, revelando o próprio Deus e o verdadeiro ser humano, ou seja, na encarnação, Deus entra na realidade humana, física, temporal. Sendo o discípulo um seguidor, imitador, aquele que tem um compromisso incondicional com Cristo, busca no seu viver descobrir a totalidade (plenitude) da realidade do mundo a partir da realidade divina.
Assim, não se pode ser autenticamente discípulo de Cristo fora da realidade do mundo. Somente em Cristo o verdadeiro relacionamento pode ser estabelecido: em sua encarnação, Deus entra na realidade humana; em sua crucificação, o julgamento divino se estende sobre toda a realidade humana; em sua ressurreição, Deus manifesta a sua disposição de criar uma nova realidade.
O discípulo de Cristo na atualidade é alguém que vive uma liberdade plenamente adulta, como um serviço real, especialmente em relação aos mais fracos e marginalizados; alguém que vive uma intensa, profunda e única experiência de Deus; alguém que se entrega pelos outros até as últimas consequências. Para ser realmente humano, segundo a fé cristã, o homem deverá seguir o caminho percorrido por Jesus Cristo, vivendo a existência da “nova criatura”. O homem verdadeiro – e o Deus verdadeiro – é revelado na vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Leitura em casa: I Pedro 4.15-16.

Atividade para trazer no próximo encontro: Descreva o significado e a importância do batismo.

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