1 de março de 2017

Alegria: definições e conceitos.

Job. Nascimento


“Alegria” é uma palavra que tem significados diversos e muitas vezes antagônicos. Aliado a isso temos o fato do conceito de alegria está ligado ao curso de conduta, como alcança-la e quais as evidências de alguém que a possui.  O dicionário de língua portuguesa define alegria como sendo “1. Júbilo, contentamento, gáudio, 2. Tudo que alegra e contenta, festa, divertimento” (LAROUSSE: 2004, p. 24). Essa definição do dicionário trás dois aspectos para o conceito de alegria: como um estado de espírito que provoca prazer no indivíduo e este conceito também se estende para as coisas exteriores que provocam prazer. Aceitando pacificamente essa definição do dicionário ela nos remete a uma problemática: qual é o meio correto ou a maneira de se adquirir a alegria? Aconselha Sêneca (2001, p.8) “busquemos um bem que não seja aparente, mas sólido e constante, e seja tanto mais belo quanto mais intimo, vamos, por assim dizer, garimpa-los; não está longe; facilmente será encontrado, mas é preciso saber para onde se estende a mão”. Sendo assim, a “alegria” quanto a “paz” não são ideais a serem perseguidos, mas sim para serem aceitos, pois, ele está ao alcance de nossas mãos desde que estendamos pata quem pode nos dá: Jesus. 

O capítulo 2 de Eclesiastes relata todos os caminhos pelos quais Salomão percorreu em busca da “alegria” e “felicidade”, todos esses caminhos eram trilhados a partir do desejo humano de satisfação, prazer e poder: uma combinação perigosa que tende a levar o homem ao total descontentamento. E foi justamente isso que Salomão descobriu: que não importava ter um Reino de desejos e anseios atendidos do lado de fora, senão tivesse uma pré-disposição interior, pois, tudo era vaidade (“oco, vazio, sem sentido”). O livro de Salmos nos traz inúmeras referências para as causas da alegria e na maioria delas faz menção a alegria dada por Deus ao homem que se propõe a adorá-lo. Jesus nos deixou um exemplo mais que excelente no que diz respeito à alegria, ele nos mostrou e transpareceu alegria em todos os momentos do seu ministério. Mas, a alegria de Jesus não era semelhante a alegria do palácio de Salomão que era individualista, baseada nos prazeres terrenos e na ostentação dela à outros, pelo contrário a alegria de Jesus era inclusiva, atraia, se compadecia e demonstrava o desejo de reparti-la com muitos.

REFERÊNCIAS
ESCOLAR, Larousse. Dicionário de Língua portuguesa. Larousse: São Paulo: 2004.
SÊNECA. Da vida Feliz. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

Nenhum comentário:

Postar um comentário