26 de março de 2017

A onda.

GANSEL, Denis. A onda. Berlim: Constantim Filmes, 2009.
  
O presente texto visa analisar os métodos educacionais do filme “A onda” de Denis Gansel. Neste filme abordam-se algumas questões importantes e contemporâneas para a educação, para a política e filosofia. A trama do filme gira em torno do professor Rainer Wegner, que pretende ensinar seus alunos sobre autocracia. Como a turma não se interessou pelo tema, o professor propôs uma experiência em que se explicam os mecanismos do poder e do fascismo.
            No filme, o professor Wegner se intitula líder do grupo e escolhe o lema “força pela disciplina”, assim dá ao movimento o nome de “a onda”. Com o passar do tempo, os discentes acabam propagando o poder da unidade e ameaçam os outros alunos. Em certa altura do filme o professor Wegner decide parar com a experiência. No entanto, percebe que o experimento saiu de seu controle. Na pesquisa verificou-se que a história do filme é baseada na história real que sucedeu na Califórnia.
            Cada educador trabalha conteúdos diversos por meio de técnicas que visam repassar conhecimento para seus alunos. O docente deve verificar qual é o perfil dos alunos para que saiba qual técnica será mais adequada para cada grupo de alunos. No filme, Wenger escolheu o método da simulação de um governo ditatorial para ensinar aos seus alunos a autocracia. O professor representava o ditador e os alunos a população governada.
            Podem-se levantar várias hipóteses para o sucesso inicial da experiência e a posterior perda de controle: a) faixa etária dos alunos; b) o meio que estavam inseridos (sociedade, escola e família); c) o despreparo intelectual dos alunos para separar a ficção da realizada; d) fragilidade quanto a própria identidade dos alunos. Essas podem ser algumas hipóteses para explicar o que ocorreu no filme no desenrolar da experiência.
            Observa-se algumas possíveis dificuldades do professor, como o fato de que talvez fosse também algo novo para ele. Isso na docência pode ter consequências desastrosas. O docente deve fazer um estudo para conhecer melhor os alunos antes de utilizar qualquer metodologia diferenciada. Também deve analisar se aquela experiência surtirá os efeitos esperados no contexto específico de alunos que se pretende aplicar.


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