22 de fevereiro de 2017

Pregando mensagens bíblicas: respeitando as escrituras.

Job. Nascimento

As Escrituras devem respeitadas. Não podemos encarar a bíblia como um livro didático em que retiramos mensagens no varejo e no atacado para grupos diversos de pessoas; não podemos enxergar o texto como um espelho no qual vemos apenas o que queremos ver nele; nem encarar a bíblia como um livro de armazenamento de histórias; tampouco brincar de tarô com a bíblia onde quando se precisa de uma mensagem aleatoriamente abre o texto em qualquer lugar e escorrega o dedo com o fim de ter uma mensagem divina. A bíblia deve ser respeitada e encarada como a palavra viva de Deus que falou, fala e falará à nossos corações a todo e qualquer instante.

Não podemos nos render apenas a leitura e estudo incessante da Escritura tal como um vestibulando estuda para um iminente processo seletivo. Alguns lêem a bíblia capitularmente para cumprir um ritual de leitura anual da bíblia e quando atrasam alguns dias se vêem em maus lençóis porque terá que ler dezenas de capítulos para “ficar em dia” com sua leitura devocional. A meditação (meditação mesmo) da Escritura é que deve ser feita diariamente. Os princípios hermenêuticos devem ser aliados à meditação. O Espírito Santo é o melhor orientador de interpretação que já existiu, a prova disto é que pessoas separadas por mais de 1.500 anos conseguiram falar de forma unânime sobre a salvação de Deus para o homem. Devemos ler a bíblia, mas não com o fim de garimpar mensagens para sermões, e sim deixar ela nos comunicar sua verdade. Jilton Moraes ainda afirma:

A mensagem que mais alcança os ouvintes é a que primeiro alcançou o pregador. Em Jesus está sempre o exemplo do pregador com a mensagem ratificada pela conduta, o que lhe deu uma autoridade não encontrada entre os escritos os escribas (Marcos 1.22) (...). Quanto mais o pregador “treme” diante da Palavra de Deus sentindo a autoridade da Palavra sobre sua consciência e sua vida, mais ele será capaz de pregá-la com autoridade aos outros. (MORAES: 2005, p. 51).

A capacidade de se pregar uma mensagem bíblica com autoridade e eficácia está intimamente ligada com o respeito que o pregador dá a ela.

REFERÊNCIAS:

MORAES, Jilton. Homilética da pesquisa ao púlpito. São Paulo: Vida, 2001.

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