25 de fevereiro de 2017

O pregador e a santidade pessoal.

Job. Nascimento

Muitas vezes a mensagem do Evangelho é desacreditada por causa de escândalos sórdidos. Pessoas que centram o ministério no “sucesso” e nos números e negligenciam a santidade pessoal. Larsen argumenta que: "O evangelicismo aculturado tem-se encaminhado para uma queda e, por mais que seja doloroso o expurgo, Deus fará com que sua ira contra os homens redunde em louvor a ele! (Salmo 76.10). Todos nós precisamos da humilhação e da sacudida que recebemos como um terrível lembrete de que devemos viver olhando para Jesus (Hebreus 12.1, 2). A consciência da realidade do Senhor nos dá confiança para não ser arrogantes. O fato de Jesus ter vindo para nos salvar de nossos pecados (Mateus 1.21) deveria fazer com que a igreja fosse muito diferente do mundo" (LARSEN: 2001, p. 55).

O maior referencial de santidade do pregador é Jesus Cristo. A própria definição do termo “cristão” significa “imitador de Cristo”, então devemos seguir “imitando” á Cristo. Assim como ele agiu devemos agir e proceder. Jesus se mostrou irritado com os fariseus e saduceus que arrogavam á si mesmos o título de santo simplesmente por que eles ficavam maior tempo em contato com os símbolos do sagrado. Mas, Jesus mostrou que dos lugares mais distantes dos templos e dos símbolos do sagrado da religião judaica brotavam a verdadeira espiritualidade e santidade: não arrogante, simples, comprometida com o próximo e consciente de sua dependência total e exclusiva de Deus. Jesus não se arrogou o título de superior á outros. Ele mostrou sua dependência ao Pai. João Calvino enfatiza que “quanto mais eminentemente alguém se destaca em santidade, mais ele se sente destituído da perfeita justiça e mais claramente percebe que em nada pode confiar senão unicamente na misericórdia de Deus” (CALVINO apud COSTA, 2006, p. 266). Quanto mais Jesus crescia em santidade mais ele se mostrava compassivo, misericordioso e pronto para atender as necessidades daqueles que vinham até seu encontro. 

O conhecimento hermenêutico é necessário para que o pregador possa pregar o que realmente entende do que lê. Para pregar mensagens genuinamente bíblicas reconhecemos que não é necessário somente ter um conhecimento técnico da bíblia e ser um “profissional do altar”, pelo contrário, a pregação de mensagens genuinamente bíblicas passa também pelo reconhecimento da dependência de Cristo que é evidenciado na piedade do pregador. Na piedade (não arrogante) o pregador demonstra que está nos trilhos certos da busca pela santidade em detrimento de uma pregação genuinamente bíblica.

REFERÊNCIAS:
COSTA. Hermisten. Calvino de A a Z. São Paulo: Vida, 2006.
LARSEN, David L. Anatomia da pregação. São Paulo: Vida, 1999.

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