7 de janeiro de 2017

Confissões de um penalista.


Eu como advogado, no final de dezembro, apresentei petição em nome de cliente junto a CIDH-OEA. Largado numa cela infestada de percevejos e baratas, criando furúnculos nas picadas de percevejo, o percevejo é hematófago voraz, deixa feridas grandes, o estafilococos então se cria... Representei contra o Juiz da Vara de Execuções Penais, e contra o Tribunal por violação das garantias judiciais, artigos 8.1, 8.2, 24 e 25, bem como fiz nesta representação um pedido de que sejam consideradas as violações contra a Convenção Interamericana para Erradicar e Prevenir a Tortura. Comentava com a família do preso, isso fora uns quatro dias antes de começarem os massacres... comentava que se a OAB entrar só vai beneficiar... Agora que vai ter Promotô de Gustissa e Juis de ezecussaum penar subindo pelas paredes com as ações da OAB...Aqueles que são sérios vão ter respaldo de dizer para as Corregedorias que dar ouvidos aos punitivistas tresloucados e deslocados da realidade só leva à condenações internacionais ao Brasil.Efeito prático? Não falaria agora em R2P, ponto que é engraçado, mas cai de vez em quando em prova do MPF. O STF está adiando o julgamento se o Brasil cumpre ou não a sentença Gomes Lund, vem o julgamento do Caso Vladimir Herzog que é certo a CorteIDH vai declarar mais uma vez o Brasil inadimplente em por fim a lei de anistia... Na Argentina, lembrou Zaffaroni, a Suprema Corte bateu pé que não iria obeceder às decisões da CorteIDH, começou a ficar ruim para o Executivo, que pressionou o legislativo... nunca é bom deixar de lembrar, artigo 39 da Lei 1.079/50, se o Senado se sentir pressionado tem à mão para usar...

Fonte: Comentário retirado da Conjur.

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