8 de dezembro de 2016

Uma grande herança.

Foto: Doze anos de escravidão.
Há alguns anos, nosso pastor contou uma história pouco comum sobre um fazendeiro do Sul dos Estados Unidos que deixou uma herança de US$ 50.000 para um ex-escravo que o serviu fielmente durante toda sua vida. Esse valor representava uma grande soma de dinheiro naqueles dias — talvez o equivalente a meio milhão de dólares hoje. O advogado do espólio notificou devidamente o ancião sobre sua herança e lhe disse que o dinheiro havia sido depositado no banco local. Semanas se passaram, e o ex-escravo nunca requereu qualquer parte da sua herança. Por fim, o banqueiro o chamou e disse novamente que ele tinha US$50.000 disponíveis para retirar a qualquer momento. O velho respondeu: “Senhor, você acha que eu posso ter cinquenta centavos para comprar um saco de farinha de milho?” Por não ter lidado com dinheiro a maior parte de sua vida, ele não tinha compreensão de sua riqueza. 

Como resultado, ele estava pedindo por cinquenta centavos quando poderia facilmente ter tido muito, muito mais. Essa história ilustra a situação de muitos cristãos hoje. O apóstolo Paulo escreveu sobre pregar aos gentios “as insondáveis riquezas de Cristo” (Efésios 3.8). Ele não estava se referindo à riqueza financeira, mas às gloriosas verdades do evangelho. Para usar as ilustrações da história do ex-escravo, Paulo estava dizendo que cada um de nós tem US$50.000 disponíveis no evangelho. No entanto, a maioria de nós está esperando poder extrair um vale de cinquenta centavos. Por que isso é verdade? A resposta é que nós não entendemos as riquezas do evangelho, assim como o ex-escravo não compreendia a riqueza de US$ 50.000.

Fonte: BRIDGES, Jerry. Porque a cruz?. São José dos Campos - SP: Editora Fiel, 2016. p. 16-17. 

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