10 de março de 2015

O cordeiro manco.

Tema: O cordeiro manco.
Texto: Hebreus 12.13.
Introdução: Às vezes encontramo-nos com aqueles que são velozes de pés e alegres de espírito. Provera a Deus que todos fossem assim! Como, porém, não são, é preciso que o manco seja considerado. De nada adianta fortalecer os joelhos fracos para andarem em caminhos difíceis. Aqueles que estão num estado fraco devem se concentrar na cura, não na deslocação. No caminho do cordeiro manco o alvo deve ser a cura e não a lesão.

I. Em todos os rebanhos há ovelhas mancas: Algumas são mancas por natureza e de nascença. Prontas a se desanimarem e a duvidar. Prontas a descer e cair em erro; algumas têm sido mal nutridas. Isso lhes provoca úlceras nos pés e manqueira. Muitas recebem doutrinas falsas.
Algumas têm sido atormentadas e, assim, levadas à manqueira pelos perseguidores com suas calúnias, insultos e ridicularização. Por irmãos orgulhosos, cruelmente devotos e severamente críticos. Algumas debilitaram por causa da aspereza da estrada. A excessiva preocupação do mundo as tem deprimido. O excessivo conflito interior as tem deixado angustiadas. A excessiva controvérsia as tem atormentado.
            Algumas sofreram quedas. Isso lhes quebrou os ossos, a ponto de impedir-lhes o progresso. Isso lhes rompeu o tendão da utilidade. Isso as deixou aleijadas, com referência à alegria.

II. O restante do rebanho deve buscar a cura dessas ovelhas: buscando a companhia delas e não as deixando perecer pelo caminho, por motivo de negligência, desprezo e desespero; esforçando-se por consolá-las e restaurá-las; trançando caminhos retos para os nossos próprios pés mediante indiscutível santidade de vida, mediante o ensino claro do evangelho, em nosso modo simples, mediante manifesta alegria no Senhor.

III. O pastor do rebanho cuida das tais ovelhas: o conforto delas é que Deus providenciou todos os meios de curar a manca. A esperança delas: Deus é terno, carinhoso e não deseja que nenhuma delas se extravie e pereça. A confiança delas: a cura trará para ele muita honra e grata afeição, donde se conclui que Ele as guardará. Os crentes serão sujeitos a muitas fraquezas, tentações e aflições, que moveram o Todo-Poderoso à grande compaixão e censurar severamente os pastores de Israel, por sua crueldade e desleixo para com seu rebanho: “A fraca não fortalecestes, a doente não curastes”. Ele diz, portanto, que ele mesmo tomará o rebanho em suas próprias mãos: “a quebrada ligarei e a enferma fortalecerei”.

Considerações Finais: Expressões estudadas e noções elevadas num sermão assemelham-se ao cadáver de Asael no caminho, que só fazia os homens pararem e olharem fixamente, mas de modo algum lhes trazia benefício ou os tornava melhores. É melhor apresentar a Verdade, em sua simplicidade nativa, do que encher as orelhas de pérolas falsas (Thomas Brooks).
            Deveria ocorrer entre um cristão vigoroso e outro fraco o que ocorre entre duas cordas de alaúde: assim que é tangida, a outra vibra; assim que um cristão fraco fosse golpeado, logo o forte agiria. “Lembrai-vos dos encarcerados, como se fossem presos com eles” (Hebreus 13.3) (Thomas Brooks).

Referências:

GUTHRIE, Donald. Hebreus: introdução e comentário. P. 240. São Paulo: Vida Nova, 2005.
SAGRADA, Bíblia. Nova tradução na linguagem de hoje. São Paulo: SBB, 2006.
SPURGEON, Charles. Esboços Bíblicos de Gênesis a Apocalipse. P. 323-325. São Paulo: Shedd Publicações, 2002.

2 comentários: