13 de janeiro de 2015

Noções erradas sobre o arrependimento.

Tema: Noções erradas sobre o arrependimento.
Texto: Ezequiel 36.30-31.
Fonte: SPURGEON, Charles.
Introdução: O arrependimento é produzido no coração, pelo senso do amor divino. Isso situa o arrependimento em sua verdadeira luz, e nos ajuda achar muitos enganos grandes que têm obscurecido esse assunto. Muitos se afastam de Cristo e da esperança, por compreenderem erroneamente essa matéria. Eles têm:

I. Ideias errôneas do que é o arrependimento: eles confundem com: a) Auto-acusação mórbida, a qual é fruto da dispepsia (rompimento com dificuldade ou dificuldade na digestão) ou melancolia, ou insanidade. Essa é uma enfermidade da mente, e não uma graça do Espírito. Aqui o médico pode fazer mais do que fazer mais do que o pastor; b) Descrença, desânimo, desespero: os quais nem mesmo constituem ajuda para o arrependimento, mas, ao contrário, tendem por endurecer o coração; c) Pavor do inferno e senso de ira que podem ocorrer mesmo aos demônios, e ainda assim não seriam levados ao arrependimento. Certa dose desses elementos pode acompanhar o arrependimento, mas não faz parte dele.
            O arrependimento é horror ao mal. O arrependimento é um senso de vergonha. O arrependimento é um desejo ardente de evitar o pecado. Todos estes produzidos pelo senso do amor divino.

II. Ideias errôneas do lugar ocupado pelo arrependimento: a) Alguns consideram como uma causa granjeadora de graça, como se o arrependimento merecesse remissão: grave erro; b) Outros o consideram erroneamente como uma preparação para a graça; uma bondade humana, lançando fundamento para a misericórdia: esse é um erro mortal; c) É tratado como uma espécie de qualificação para crer, e mesmo como a base para crer: tudo isso é legalismo, contrário à verdade cristalina do evangelho; d) Outros o tratam como argumento para a paz mental. Arrependeram-se até aí, e isso deve estar certo. Isso é edificar nossa confiança sobre um falso fundamento.

III. Ideias errôneas de como é produzido no coração: Não é produzido pelo esforço distinto de arrepender-se, nem por forte excitamento nas reuniões de avivamento. Nem por meditar sobre o pecado, a morte, o inferno, etc. Mas o Deus de toda graça produz: a) Por sua livre graça, a qual, por sua ação, renova o coração; b) Por trazer à nossa mente a sua grande misericórdia; c) Por fazer-nos receber nova misericórdia; d) Por revelar a si mesmo e a seus métodos de graça. Não há argumentos semelhantes àqueles extraídos da consideração das grandes e gloriosas coisas que Cristo fez por vocês; e se esses não os conquistarem e não os extraírem, não acho que o arremesso de fogo do inferno em seus rostos conseguirá (Thomas Books).

Considerações finais: Arrependimento é a lágrima vertida dos olhos da fé. O favor de Deus derrete os corações duros mais cedo do que o fogo de sua indignação; sua bondade é muito penetrante, e chega aos corações dos pecadores, mas cedo que as ameaças e carrancas; é como uma pequena chuva que encharca, a qual vai até as raízes das plantas, ao passo que a chuva violenta se vai e produz pouco benefício. Foi a bondade de Davi que refreou o coração de Saul (I Samuel 24), e a bondade de Deus é que quebra os corações dos pecadores.
            O leite e o mel do evangelho afetam os corações dos pecadores mais do que o fel e absinto da lei; Cristo, no monte Sião, traz mais arrependimento do que Moisés no monte Sinai (William GreenHiil).

            “Algumas pessoas”, diz Philip Henry, “não querem ouvir falar muito em arrependimento, mas julgo-o tão necessário que, se eu morresse no púlpito, desejaria morrer pregando arrependimento; e, se fora do púlpito, praticando-o”. 

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