11 de março de 2014

Carlos Alberto Bezerra Jr. e a bancada evangélica.

Em recente entrevista concedida à Revista Cristianismo Hoje, o Deputado e Pastor Carlos Alberto Bezerra Jr. falou porque não se mistura com a bancada evangélica. Recortamos o seguinte trecho da entrevista:
Muitos evangélicos são eleitos com bandeiras meramente corporativas, visando a agradar ao próprio segmento e até mesmo agindo como despachantes de igrejas. Qual a sua avaliação sobre a atuação dos crentes na política brasileira?
Nunca me alinhei a bancadas evangélicas, nem quando fui vereador, nem agora, como deputado. Isso porque esses grupos nunca se notabilizaram por suas boas práticas ou significativas contribuições para o país. Ao contrário; no mais das vezes, essas frentes politiqueiras se notabilizaram por escândalos e mais escândalos, e por transformar Deus em cabo eleitoral. Tudo isso faz com que a opinião pública se torne cada vez mais refratária à figura do evangélico na política, e contribui para reforçar uma visão caricata e estereotipada desse tipo de parlamentar – que, cá entre nós, não é exatamente injusta, a julgar pelo tanto de absurdos cometidos em nome de Deus em Casas legislativas de todo o país. Por tudo isso, desconfio daqueles que se autoproclamam defensores da Igreja. A Igreja já tem em Jesus seu único e suficiente defensor. Esse modelo que leva às cadeiras dos Legislativos de todo o país gente que não tem outro interesse que não o de proteger ou conceder privilégios à denominação que representa é uma clara privatização religiosa do espaço público. Vou acreditar em bancada evangélica quando significar a união de parlamentares em prol da agenda do Reino. Sou seguidor de Jesus e busco reafirmar minha fé em tudo o quanto faço no Parlamento paulista; porém, jamais me afirmarei representante desse ou daquele grupo.
Fonte: Cristianismo Hoje.