1 de setembro de 2013

A justiça de Deus e a nossa consciência.

Por Karl Bart

A consciência fala; nós ouvimos; algo deve ser feito! Nós, porém, não deixamos a consciência falar até o fim. Nós ouvimos o alarme e fugimos meio sonolentos antes que tenhamos descoberto qual é realmente a questão e o que deve primeiramente ser feito, se algo mais deve ser feito. Paramos aqui adiante da trágica realidade, o erro mais fundamental da humanidade. Desejamos ardentemente a justiça de Deus, mas ainda não permitimos que ela entre em nossas vidas e em nosso mundo: não podemos deixá-la entrar porque a entrada foi obstruída há muito tempo. Nós sabemos qual é a única coisa realmente necessária para nós, mas há muito tempo atrás tiramos do caminho ou a deixamos de lado para mais tarde “em tempos melhores”; e nesse ínterim, tornamo-nos a nós mesmos cada vez mais doentios com substitutos. Saímos e construímos a lamentável torre na Babel de nossa justiça humana, de nossa consequência humana, de nossa significância humana. Nossa resposta ao chamado da consciência é um grande paliativo, estendendo-se sobre toda nossa vida, um único e gigantesco “como se” (als ob!)! Porque e por quanto tempo estamos querendo pensar, falar, e agir “como se” – como se nossa torre fosse importante, como se fosse algo em obediência à consciência – a realidade da justiça, após o que, mais fome e mais sede nos iludirá.

BARTH, Karl. Palavra de Deus e Palavra do Homem. págs 11-12. São Paulo: Fonte Editorial, 2004.

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