10 de maio de 2013

Como fé e sociedade se relacionam em Agostinho?


Por Renata Cristina da Silva Pampuch Cruz

Agostinho de Hipona foi bispo, escritor, filósofo e teólogo cristão, um intelectual de sua época. Agostinho era professor de retórica em Cartago, mais tarde depois de sua conversão veio a se tornar bispo de uma importante Sé na África. Era um estudioso e grande orador, seus escritos vieram a influenciar toda a construção teológica ocidental.
Acompanhando o filme de sua biografia percebe-se como ele era sujeito ativo no processo reflexivo da sociedade. Em Agostinho, sociedade e igreja são indissociáveis e estão intrinsecamente ligados, uma vez que igreja não existe sem a sociedade, porque é composta dela. Percebe-se na concepção de Agostinho que a igreja deve responder aos anseios da sociedade se mostrando ativa e dando o seu apoio.
No filme podemos perceber como Agostinho era ativo perante as questões que lhe eram expostas. Por ocupar um cargo eclesiástico importante, Agostinho era bastante requisitado para resolver e julgar questões, ele sempre se utilizava de seu conhecimento e senso de justiça para julgar e intervir em questões. Quando confrontado por outros segmentos religiosos ele os rebatia apenas com o discurso intelectual, porém nunca fugiu dos debates.
A ética e a moral são bem acentuadas em Agostinho, quando este é incitado a oferecer sua influência para o privilégio de um mercador ele se mostra firme em sua fé e não se utiliza de sua posição para privilégio de aliados e nem mesmo de sua própria igreja. Quando é chamado a julgar causas coloca em primeiro lugar o amor e a justiça e muitas vezes ele abre mão de coisas que o beneficiariam diretamente em nome da justiça.
Agostinho não ficava trancado dentro de sua igreja, mas sempre se apresentava perante os problemas de sua sociedade. Quando confrontado sempre buscava nas escrituras sagradas as respostas mais sensatas. Interessante ver a leitura que fez sobre a queda do Império Romano, ele alegou que a queda do Império não se deu por causa da fraqueza dos cristãos, mas sim porque os cidadãos romanos haviam perdido suas virtudes, viviam em luxúrias e estavam indiferentes a Deus.

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