15 de outubro de 2012

Irã copia EUA e já usa drones e armas cibernéticas

Por Gustavo Chacra

Existem cinco rodadas de resoluções contra o Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas para frear o programa nuclear iraniano. Os EUA e países aliados, incluindo a União Européia hoje, adotam sanções unilaterais ainda mais duras para impedir o regime de Teerã de possuir armas atômicas. O argumento é de que o Irã, signatária do Tratado de Não Proliferação Nuclear, estaria desrespeitando convenções internacionais e ameaça a segurança regional.

Agora, o que a comunidade internacional pode fazer com o já existente arsenal cibernético e os drones iranianos? Primeiro, não existem convenções. Segundo, ao contrário das armas nucleares, estas já existem. O Hezbollah admitiu ter enviado um drone do Irã para sobrevoar Israel (acabou abatido) e o regime de Teerã já teria usado meios eletrônicos para atacar empresas de países árabes no Golfo Pérsico. Estes armamentos, ao contrário dos nucleares, não costumam ser usados apenas para dissuadir adversários. O Irã já usa e usará ainda mais. Pior, não existe como criticar o  regime de Teerã quando o próprio telhado é de vidro. Os EUA, com Israel, já realizaram ataques cibernéticos contra os iranianos. E os americanos levaram adiante centenas, ou até mesmo milhares, de bombardeios com drones no Iêmen, resultando na morte de muitos militantes, mas também no de civis inocentes, incluindo mulheres e crianças.

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