19 de agosto de 2011

Quem foi Francis Schaeffer?

O pesquisador Bryan Follis informa que Francis Schaeffer estudou sob o magistério de Van Til por dois anos, enquanto estava no seminário. Àquela altura ele não imaginava o tipo de ministério que Deus faria surgir através de seu serviço.

Francis August Schaeffer IV nasceu em Germantown, Pennsylvania,  em um lar marcado por simplicidade e ausência de tradição intelectual. Seguindo a linha de seus pais, ele caminhou na adolescência pelos estudos técnicos, como construção elétrica e metalurgia. Havia passado a frequentar a Primeira Igreja Presbiteriana de Germantown, por influência do grupo de escoteiros a que fazia parte. Aprendeu ofícios manuais com o seu pai, como marcenaria e o trabalho com encanamento, e ainda na adolescência exerceu serviços nessa linha, como vender peixes aos sábados.

Em certa ocasião, um professor de escola dominical deu a Schaeffer a tarefa de ensinar um conde russo a ler. Para ajudar o seu novo aluno, Schaeffer foi à livraria nas proximidades da Philadelphia e pediu ao livreiro um material para leitores iniciantes no inglês. Por erro do livreiro, saiu dali com um livro sobre a filosofia grega. A partir da leitura curiosa da obra, foi despertado para o amor às idéias.

Outras leituras vieram, como a de Ovídio, e Fran – como era chamado – começou a perceber que a filosofia em si não promovia respostas satisfatórias às perguntas que levantava. Ao mesmo tempo, sentiu desconforto semelhante em sua igreja, que cedia ao liberalismo, e levantava questionamentos sem fornecer respostas sólidas. Decidiu, então, paralelamente às leituras filosóficas, ter contato direto com a Escritura – o que não existia até então. Na Bíblia Schaeffer encontrou as respostas às perguntas da filosofia. Foi assim que se tornou um cristão de fato.

Schaeffer ingressou na escola de engenharia, mas logo começou a perceber o chamado para o ministério pastoral. A despeito da vontade de seus pais, firmou-se na convicção e seguiu para os estudos em Hampden-Sydney College, Virginia, onde se prepararia para o treino ministerial posterior.

Após um ano estudando na Virginia, Fran conheceu Edith Seville nas férias de verão em Germantown. A interessante ocasião em que se conheceram deu o tom de seu relacionamento: juntos defenderam (e defenderiam) a fé cristã contra o liberalismo teológico. Ed Bloom, ex-membro da Primeira Igreja Presbiteriana, ministrou estudo aos jovens da igreja - “Como eu sei que Jesus não é Deus, e como eu sei que a Bíblia não é a Palavra de Deus”. Ao final de sua fala, tanto Fran quanto Edith manifestaram-se publicamente pelo cristianismo ortodoxo, e assim desenvolveram interesse mútuo. Casaram-se em 1935.

Schaeffer começou os estudos no Westminster Theological Seminary, mas concluiu no Faith Theological Seminary em 1938, ano em que também foi ordenado. Pastoreou em Grove City, Pennsylvania; Chester (mesmo estado) e St. Louis, Missouri.

  Logo após a Segunda Guerra mundial, em 1947, Fran foi enviado à Europa pela Junta Independente para Missões Presbiterianas Estrangeiras (Independent Board for Presbyterian Foreign Missions). O objetivo era avaliar a situação do continente em relação à sua reconstrução, e o estado da igreja ali. Schaeffer estava diretamente interessado na condição do trabalho com crianças e jovens, bem como na ameaça do liberalismo teológico. Ele passou três meses, nos quais visitou treze países e começou a abrir os olhos para a Europa.

A família Schaeffer se mudou para a Europa em 1948, e se instalou na Suíça. Inicialmente ficaram em dois quartos pequenos na cidade de Lausanne. Logo se mudaram para Champéry, nos Alpes, onde começaram um trabalho evangelístico e uma igreja. Mas por se tratar de um cantão católico, tiveram de se mudar, e finalmente chegaram a Huemoz, onde o trabalho de L'Abri teve início.

  Em 1955 é registrado o começo de L'Abri. A partir das conversas com os amigos universitários de suas filhas, Francis e Edith perceberam que havia uma grande oportunidade diante deles. O ministério cresceu consideravalmente, atingindo jovens do mundo inteiro, e expandindo seus branches para outros lugares, como Inglaterra, Holanda e Estados Unidos.

Schaeffer faleceu em 1984, após severas lutas com câncer (linfoma). Os últimos anos de sua vida foram marcados por intensa produção, como o filme “Whatever happened to the human race?”, a organização de suas obras completas, e palestras.

A grande contribuição de Schaeffer, entre outras, está em uma abordagem apologética baseada em sólida teologia, que interagiu com a cultura, e tratou o homem de modo pessoal –  trazendo “respostas honestas a questões honestas”.

Fonte: 5 Calvinistas
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