29 de março de 2011

A cultura afro-luso-ameríndia e o cristão brasileiro

Por Caio Fábio

Nós estamos pregando um evangelho com cultura greco-anglosaxã num país de alma afro-luso-ameríndia, no caso do Brasil. Simplesmente não tem nada a ver, a começar do púlpito: logicismo em cima de logicismos. Eu gosto de reflexão, acho que o povo de Deus precisa aprender a pensar. Mas quando se está tratando com as pessoas que estão chegando, não é hora para "platonificar" nem "aristotelizar" nossa mensagem. Essa cultura africana, lusitana, índia e ibérica, no caso da América Latina, é essencialmente aberta para o mistério, para o sobrenatural. Por que vocês acham que as religiões afro-ameríndias crescem tanto entre nós? É porque o batuque está na base da alma do povo. Eu tenho muito medo desses que andam conflituando ainda mais nossa abertura para a cultura. Tenho medo desses grupos que andam por aí, "colocando" demônios em todos os discos e músicas que ouvem. São um perigo para a destruição do que restou da cultura entre nós.

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