2 de outubro de 2010

Porque votar em Plínio


Por Olegário Ribamar

Porque Plínio nasceu há dez mil anos atrás e não tem nada nesse mundo que ele não saiba de cor e salteado. Porque acreditamos nas virtudes simpáticas dos bonachões. Porque achamos fofo quem pronuncia “pssol”. Porque acreditamos que o calote é a melhor maneira de resolver os seculares problemas do Brasil. Plínio nasceu em Varsóvia -- antiga Paflônia -- e já rapazote, no século III DC, discursava contra a empáfia dos tártaros e o imperalismo de Roma. Passaram-se os anos e lá estava Plínio cerrando fileiras com aldeões progressistas em protestos contra a execução sumária de bruxas -- "Para a fogueira, só as que necessitem de mais de 5 hectares para os seus ritos pagãos", era a palavra de ordem destes homens sedentos de justiça.

Em 1879, Plínio podia ser visto ao lado de estivadores do Porto de Vladmoritck, com os quais aprendeu o valor do trabalho, as traquinagens da subserviência ao capital e a importância de um capacete, sem o qual não teria sobrevivido aos golpes retóricos que a pelega Dilmza Roussefskiza lhe aplicava na cabeça. Concomitantemente, Plínio completava o segundo grau e em função de suas atitudes subversivas no grêmio estudantil da escola de Bsotwertich, o rapaz foi deportado para o Brasil de navio, ironicamente no container no qual comemorou seu aniversário de 8 anos. Toda sua vida foi marcada a ferro e fogo pela utopia de ser o único comunista desprovido de barba. Plínio é diferente. Um homem de coragem cujos exames médicos mais recentes garantem que permanecerá em plena posse de suas facudades mentais até pelo menos novembro próximo.

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