2 de setembro de 2010

Um pastor segundo o coração de Deus

Por Job. Nascimento

Eugene Peterson é um escritor engenhoso. Mas, conhecido como sendo o Pastor dos pastores. Em seus livros Peterson sempre denota muita paixão pelo serviço a Cristo e vigor intelectual e isso em detrimento de poesia. De leitura fácil e deleitosa o livro “Um pastor segundo o coração de Deus” vem nutrir ministerialmente os lideres da igreja e também a nós, seminaristas e aspirantes ao ministério pastoral. Peterson constrói seu edifico de argumentação mostrando que no ministério pastoral “existem três atividades básicas, tão críticas, que determinam a forma: Oração, Leitura da Bíblia e orientação espiritual”.

 “Consistirá o trabalho pastoral em colocar flores de plástico em vidas sem brilho: tentativas bem-intencionadas de enfeitar um cenário ruim, com algo não totalmente inútil, mas sem substância ou sentido para a vida?”, indaga Peterson. Se estivermos pensando assim, estaremos seguindo a opinião da maioria tornando nosso trabalho maleável e seguindo as necessidades e expectativas de um povo que vê a Deus como uma lenda ou mito e não como uma pessoa. Os pastores não devem pregar a felicidade no “aqui e agora”, uma espécie de alívio imediato. Devemos pregar um gozo eterno mais isso em detrimento de uma vida santa e livre do pecado e de sujeição a soberania de Deus.

Oração, Leitura da bíblia e Orientação espiritual. Isso seria o básico para o ministério pastoral, mas que faz uma grande diferença, segundo Peterson. “A oração nunca é a primeira palavra, é sempre a segunda. Deus diz a primeira. A oração é a réplica, não o primeiro “discurso” e, sim, a “réplica”. Ou seja, a palavra dita por Deus cria, inicia, modela, supre, ordena, comanda e abençoa. A nossa oração é apenas um louvor e uma resposta a palavra dita por Deus. A oração é indispensável para o pastor, pois, o coloca em contato com Deus além de isso refletir na sua vida devocional refrigerando, abençoando e revigorando seu ser.

Outro ponto indispensável ao pastor é a leitura bíblica, ele deve transformar olhos em ouvidos. Ou seja, devemos ler e meditar. Mas, a meditação deve ocupar boa parte do trabalho, pois, na meditação abrimos os ouvidos para saber o que Deus deseja nos revelar. E por último, segundo Peterson, seria a orientação espiritual. Que seria “o aspecto do ministério que ajuda a uma pessoa a levar a sério o que é deixado de lado pela mente tomada pela publicidade e farta de crises”. A orientação espiritual é aquela atenção dada ao crente não somente na periferia de seu ser, mas no centro. Ou seja, é um doar-se a questões espirituais premissas do membro. O pastor não pode praticar a orientação espiritual sem antes ter um orientador, um pastor experiente no qual possa não só orar por ele, mas aconselhá-lo sobre como devemos prosseguir.

O livro “Um pastor segundo o coração de Deus” para mim foi um livro que me refrigerou na minha visão de ministério. Peterson me ajudou a enxergar a oração e a meditação com outros olhos, com os olhos da real necessidade ao ministério pastoral. A oração não deve ser tratada como apenas uma “introdução” a uma reunião, uma refeição ou a uma prédica. A oração é poderosa, e ele brinca “vá devagar com a oração”, mostrando o seu poder. A leitura bíblica não deve também ser enxergada como uma necessidade, mas como um louvor. Louvamos a Deus quando damos atenção devida às Sagradas Escrituras. Recomendo a todos os pastores a leitura desse livro fácil de ler, simples ao falar, mas correto ao se expressar as idéias.

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