3 de maio de 2010

Entre singularidade e a Homogeinização.

Sobre as mudanças na forma como se ensina Filosofia ao longo dos anos.

Por Franklin Leopoldo e Silva

Desde que eu era aluno de graduação sinto uma mudança muito grande na forma como se ensina filosofia. A principal delas é quanto á importância e o significado das aulas. Quando fiz graduação vigorava um outro regime didático, havia muito menos disciplinas e também muito menos aulas. As aulas representavam uma carga de informação que direcionava os alunos para uma pesquisa posterior. Era preciso ler bastante e havia tempo para isso também. E o papel da aula era muito mais o de fornecer um impulso, um estímulo para o aluno vir a pesquisar do que propriamente o de dar uma carga de informação completa ou auto-suficiente. Essa é a principal modificação.

Em primeiro lugar houve uma reforma, uma reorganização do ensino, e ela privilegiou o aspecto quantitativo. Foi aí que vieram os créditos, as horas-aula, antes disso não havia nada disso. Esse aspecto quantitativo fez com que todo o tempo do aluno fosse preenchido com aula. O aluno fica praticamente todo o tempo em sala de aula e isso faz com que tenha pouca disponibilidade para biblioteca, para pesquisas, o que o leva a entender que aula é a única coisa de que depende sua formação escolar. E na minha época ficava muito claro que a aula era um dos pontos, e até por vezes nem o mais importante. Então a modificação foi essa, tudo passou a ser centrado em aula e em quantidade de aulas.

Entrevista concedida á Revista Filosofia. N. 017. Ciência e Vida: Ed. Escala.

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