15 de dezembro de 2017

As tentações da vida.

Texto: Mateus 4.1-11.
Introdução: Devemos observar que Jesus foi tentado logo após ser declarado Filho de Deus e Salvador do mundo. Os grandes privilégios e os sinais especiais do favor divino não asseguram a ninguém que não possa vir a ser tentado. Porém, se o Espírito Santo dá testemunho de que temos sido adotados como filhos de Deus, isso contestará todas as sugestões do Espírito mal (Henry).
O objetivo do Diabo era levar Cristo, o Ungido, Filho de Deus, a pecar. Apenas um pecado seria o suficiente, desqualificando o Salvador, frustrando assim, o plano de Deus para a redenção humana. O objetivo de Deus foi provar que seu Filho – perfeitamente divino e perfeitamente humano – viveu, contudo, isento de qualquer pecado; sendo, portanto, um Salvador perfeitamente digno e suficiente. Jesus escolhe uma passagem das Sagradas Escrituras (Dt 8.3) para responder ao tentador e a todos quantos têm seus valores invertidos por ganância, egoísmo e inveja.
Observamos que Cristo sofreu quando foi tentado. Da mesma maneira, as tentações, quando não cedemos a elas, não são pecado. Mas são aflições. Outro exemplo disso é o caso de José. Ele, mesmo não cedendo com a mulher de Potifar, sofreu para se desvencilhar e ainda foi preso e injustiçado.

1ª Tentação: perder a esperança na bondade de Deus. O inimigo coloca em dúvida a bondade de Deus. Ele tenta se aproveitar de nossas condições exteriores. Todos que se encontra em algum tipo de aperto devem redobrar a guarda.  Jesus venceu essas dificuldades respondendo “está escrito”. Não podemos seguir o rumo de nossas próprias opiniões, quando nossas necessidades forem urgentes.

2ª Tentação: desconfiar dos cuidados e proteção de Deus. Poucos perigos são maiores que o desespero e a presunção, especialmente sobre assuntos relacionados a alma. A cidade santa é o lugar aonde o inimigo mais tenta as pessoas à presunção e orgulho. Todos os lugares altos são escorregadios. O Inimigo está bem versado nas Escrituras e é capaz de citá-las facilmente? Sim. É possível que um homem tenha sua cabeça cheia de noções das Escrituras, e sua boca cheia de expressões das Escrituras, enquanto seu coração esteja cheio de inimizade inflamada contra Deus e contra toda bondade
O orgulho, arrogância e empáfia do Diabo não lhe permitiram compreender, muito menos aceitar, a resposta que Cristo lhe dera. O Diabo tenta, então, replicar, usando também uma passagem bíblica (Salmos 91.11-12), mas omitindo parte do texto sagrado.

3ª Tentação: ganância e poderSatanás, como príncipe do sistema econômico, político e social do nosso planeta (em grego, Kosmos, que significa: mundo), estava em seu direito ao ofertar a Jesus as glórias de todos os reinos da terra, pois de fato estes lhe foram entregues por algum tempo. Jesus manteve-se, porém, íntegro e fiel, resistindo e vencendo a tentação e o tentador.
A glória do mundo é a tentação mais encantadora para quem não pensa e não se dá conta; isto é o que mais facilmente vence os homens. Em outro texto do Evangelho Jesus responde: “de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma?”.

Considerações Finais: Após a tentação Cristo foi servido e estimulado pelos anjos. Isso nos ensina que os cuidados de Deus e sua bondade nos atingirão para nos estimular quando vencermos a tentação. Sim, vale a pena vencer e resistir ao mal. 

9 de dezembro de 2017

Meditações sobre Ester.

O curso dos eventos agora mudou. Só Deus pode transformar uma situação dessa maneira. Porém, apenas a morte de Hamã não colocaria um ponto final no decreto que havia sido expedido. O rei, limitado por seu próprio selo, não tinha o poder de revogar pura e simplesmente a ordem fatal. O que ele faz – e novamente Deus o instrui com sabedoria – é delegar sua autoridade real para que Mordecai e Ester desfizessem os planos de Hamã. Os inimigos não seriam despojados de suas armas, porém os judeus estariam autorizados e até encorajados a se defender e destruir os adversários. O que isso nos recorda? O cristão tem inimigos que se opõem a ele. Embora o líder deles, Satanás, tenha sido vencido na cruz (da mesma maneira que Hamã foi enforcado no cadafalso que preparara), o poder de agir contra os filhos de Deus ainda não lhes foi retirado. Mas o filho de Deus agora tem meios de combater seus inimigos eficazmente. Cada um de nós conhece muito bem os adversários que nos assediam. Se os pouparmos, eles não nos pouparão. Portanto, usemos as armas da fé, incluindo (cf. v. 11) a reunião dos cristãos para a oração pública a fim de aniquilarmos nas regiões celestes os poderes contrários.

Fonte: Boa Semente

5 de dezembro de 2017

Mulheres na genealogia de Jesus.

No primeiro capítulo do Evangelho de Mateus, a genealogia do Senhor Jesus tem início com o patriarca Abraão e o rei Davi. Os reis desse mundo sempre mantiveram vivas as memórias de seus antepassados famosos, de tal modo que, cheios de orgulho, podem sublinhar seus direitos ao trono. Mas com que tipo de ancestrais a Bíblia relaciona o reino do Senhor Jesus? A resposta que encontramos nos 17 versículos de Mateus apresenta um contraste sóbrio! Muitos reis de Israel, ancestrais do Senhor Jesus, foram homens que se rebelaram contra Deus, p. ex., Acaz, Manassés, Amom e Jeoaquim. Também quatro mulheres são mencionadas, três das quais, pelo menos, vieram de nações estrangeiras – e isso na genealogia do Rei de Israel! O que há de tão especial na inclusão dessas mulheres? Uma narrativa histórica, bem conhecida aos leitores judeus, do Evangelho de Mateus, está conectada com cada uma delas: eventos do passado que lançam uma sombra sobre os príncipes do povo. Entretanto, em cada caso, a graça de Deus, finalmente, se manifestou por completo. Nós bem podemos nos admirar porque o Senhor Jesus escolheu tão pouco feliz genealogia para Si mesmo. Ele queria mostrar Sua graça! Se Ele associou-Se com tais pessoas, então você e eu, que não temos nenhuma reivindicação sobre o Messias, também podemos nos beneficiar. Ele veio buscar e salvar o que estava perdido. Essa é a mensagem de Sua genealogia. É uma mensagem da graça.

Fonte: Boa Semente. 

4 de dezembro de 2017

O Criador.

Meu filho Fabian estava olhando para a fotografia na capa dum livro de filosofia. A mesma mostrava a famosa escultura de bronze, “O pensador” de Augusto Rodin (1840-1917). Uma figura musculosa, sentada sobre uma pedra, que tem sua cabeça sustentada por seus punhos e está olhando para baixo. Eu perguntei a Fabian: “O que você acha dessa escultura?” – “É muito impressionante; alguém pode pensar que ele está preocupado”, foi sua opinião. “Exatamente! Alguém deseja dizer-lhe para levantar-se e não procurar a solução no chão, mas levantar sua cabeça e olhar para o alto”. Partindo de seu próprio conhecimento e experiência, os grandes pensadores têm registrado seus julgamentos acerca de Deus e do mundo, mesmo que em nossos dias Deus está cada vez mais e mais fora da cena. Eles tentam apresentar um quadro completo, mas um resultado final satisfatório não aparece. Por que não? “Deus... nos fez, e não nós a nós mesmos” (Salmo 100.3). Então uma visão completa do mundo e da vida só pode vir da perspectiva de Deus. Sem Deus qualquer tentativa de entender a questão da existência não passa de tatear no escuro (Atos 17.27). Mas Deus veio até nós na Pessoa de Seu próprio Filho. O Senhor Jesus nos mostrou quem é Deus e aquilo que o homem é. Por meio de Cristo, Deus nos oferece vida em plenitude: vida eterna. Por isso Ele nos chama para olharmos para o alto, na direção do Senhor Jesus, o Salvador e Senhor (João 3.16; Hebreus 12.2).

Fonte: Boa Semente. 

3 de dezembro de 2017

A preparação para o ministério.

Texto: Mateus 03.
Fontes: HENRY, Mattew; NASCIMENTO, Job.
Introdução. O texto nos mostra que João Batista habitava e andava pelo deserto da Judéia. Esse deserto não era desabitado, mas também não era populoso. Matthew Henry afirma que “nenhum lugar é tão remoto a ponto de excluir-nos da visita da graça”. Do mesmo modo, nenhuma consciência encontra-se tão adormecida que não possa ser despertada pelo Espírito Santo.
            Nas mensagens de João Batista estava presente a temática do arrependimento. Para ele o início da vida com Deus iniciava com uma mudança de pensamento (metanóia). O arrependimento implica uma mudança no juízo, na disposição, nos afetos, uma inclinação melhor para a alma. A mudança de pensamento, consequentemente, gera uma mudança de caminho.
            É importante destacar que muitos desceram às águas do batismo de João, mas poucos ficaram firmes na confissão de fé que fizeram publicamente. Isso lança luz sobre a vida cristã na contemporaneidade, podem existir muitos ouvintes interessados, mas poucos crentes verdadeiros. A curiosidade pode levar muitas pessoas a ouvirem a Palavra, no entanto, muitas nunca se submetem ao seu poder.

I. Ser cheio do Espírito: pré-requisito para o ministério. Atualmente vemos muitos se preocuparem exclusivamente com a preparação intelectual para o ministério. Não negamos que a capacitação contínua é importante. No entanto, alguns se esquecem do essencial para o serviço cristão: ser cheio do Espírito Santo. Podemos citar alguns exemplos bíblicos da importância de ser cheio do Espírito:
            Eliseu para suceder o ministério profético de Elias ele pediu para receber da porção do Espírito que estava sobre Elias; Jesus foi cheio do Espírito e logo após foi para o deserto para ser tentado; os apóstolos antes de realizarem a obra evangelística foram cheios do Espírito no dia de Pentecostes. Após ser cheio pelo Espírito, Pedro pregou e quase três mil pessoas se converteram a Cristo.
          A primeira coisa que devemos aspirar em nossos ministérios não é o reconhecimento público, mas, ao contrário, temos que desejar ardentemente ser cheios do Espírito.

II. Dar frutos: uma consequência do ministério. O Evangelho é claro: a árvore que não der frutos será cortada e lançada no fogo (Mateus 3.10). Segundo Matthew Henry: “toda árvore com muitos dons e honras, por mais verde que pareça em sua profissão de fé e desempenho exterior, se não der bons frutos, dignos de arrependimento, é cortada e lançada ao fogo da ira de Deus, que é o lugar próprio para as árvores estéreis”.
            Frequentemente nos preocupamos tão somente com o não cometimento de erros morais, como: mentir, roubar, adulterar etc., mas isso é algo bastante raso quando se trata do Evangelho. Jesus disse que nossa justiça deve exceder a dos fariseus. Em outras palavras Ele estava dizendo que o cumprir dessas atividades morais deve ser algo bem básico, corriqueiro e habitual. Nós devemos também nos preocupar com os frutos.
            Em outra passagem Jesus encontra-se com uma figueira que estava bem vistosa e aparentava ter frutos. Entretanto, não era época de figos. Ao chegar nesta árvore Jesus reparou que ela não tinha frutos, por isso ele verbalizou que ela secasse. Do mesmo modo, muitos de nós nos comportamos como esta figueira, vistosos aparentamos ter bastantes frutos. No entanto, nossos frutos são apenas discurso.
Destaque-se sempre que nossos corações corruptos não podem dar bons frutos, a menos que o Espírito Santo implante a boa Palavra de Deus neles. Por isso precisamos ser cheios do Espírito.

III. Ser cheio do Espírito para vencer o maligno: conforme já dissemos acima, Jesus foi batizado e, no mesmo ato, cheio do Espírito para logo em seguida ser levado para o deserto e ser tentado pelo inimigo. É preciso estar cheio para vencer o mal. Essa verdade encontra-se presente também nas palavras do apóstolo Tiago quando ele diz: “sujeitai-vos a Deus, resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós”.
            Em outra passagem encontramos alguns homens que foram expulsar demônios em nome do Deus de Paulo. Os demônios falaram: “sabemos quem é Jesus e conhecemos Paulo, mas vocês quem são?”, aqueles homens foram humilhados, apanharam e fugiram pelados pelas ruas. É preciso estar cheio do Espírito para vencer o inimigo e as dificuldades da vida cristã.

Considerações Finais: Somente o poder purificador do Espírito Santo é que pode produzir a pureza de coração e seus santos afetos. Por isso precisamos ansiar constantemente por sermos cheios do Espírito Santo. Destaque-se ainda que os cristãos verdadeiros são como trigo, substanciosos e úteis. Por outro lado, os hipócritas são como palha, são levianos, vazios e inúteis.
No batismo de Jesus houve uma manifestação das três pessoas da Trindade: o Pai confirmando o Filho como Mediador; o Filho que se encarrega da obra; O Espírito Santo que desce sobre Jesus para ser comunicado ao povo. Em Jesus os nossos sacrifícios espirituais são aceitáveis, porque ele é o altar que santifica todo Dom. Deste modo, para os que não estão em Cristo, Deus é fogo consumidor; para aqueles que estão em Cristo, um Pai reconciliado. Que possamos provar das bênçãos do Pai amoroso.

Louvor a Deus.

Louvai ao Senhor! Louvai ao Senhor minha alma, louvai Àquele que desceu da glória e veio para as regiões inferiores, para nos redimir e nos transformar em Sua propriedade peculiar. Seu nome é Senhor Jesus. Ele criou todas as coisas; Ele sustenta todas as coisas, Ele herdará todas as coisas. Ele veio a esse mundo, assumiu a forma dum servo e foi perfeito em Sua obediência e amor. Tudo isso foi posto à prova, que resultou em um grande fulgor, no Calvário. Ele era manso e humilde de coração. Seu caminho, em cada detalhe, era agradável a Deus, Seu Pai. Ele demonstrou compaixão para com o miserável; Ele aliviou o aflito; Ele confortou o que tinha o coração partido. Ele estava cheio de zelo pela glória de Deus. Ele repreendeu os escribas e os fariseus; Ele expôs a hipocrisia deles, Ele pronunciou um “Ai” sobre a incredulidade deles. Ele não foi entendido, foi desprezado e rejeitado, odiado e indesejado. Ainda assim, Ele não alimentou sentimentos ruins contra Seus inimigos: Ele não resistiu nem retaliou. Enquanto sofria a dor sobre a cruz, e ouvindo a zombaria amarga e as afirmações cruéis de Seus inimigos, Ele orou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23.34). Ele amou os Seus que estavam no mundo até o fim. Havia muitas coisas neles que O entristeciam – orgulho e um espírito cruel – mas Ele os amou. Pedro chegou a negá-Lo; todos os Seus discípulos o abandonaram, mas Ele os amou. Ele suportou todas as coisas; Ele creu em todas as coisas; Ele esperou em todas as coisas; Ele entregou Sua vida por eles. Ele foi sepultado, mas ressuscitou com grande poder no terceiro dia, tendo despojado os principados e potestades e esmagado por completo o poder do diabo.

Fonte: Boa Semente.