22 de fevereiro de 2018

Vivo, porém morto.

Esses homens cujo coração está morto, como o do escritor que mencionamos ontem, podem, enquanto vivos, despertar o entusiasmo e a admiração de seus contemporâneos. Quem sabe, diante de seus túmulos se façam belos discursos, elogios a seus talentos e virtudes e estátuas sejam erigidas para honrá-los. Porém, detidos pela morte no umbral da eternidade não poderão entrar no reino dos céus, porque segundo as palavras do Senhor Jesus, “aquele que não nascer de novo... não pode entrar no reino de Deus” (João 3:3-5). Não existe um veneno pior para a alma do que a incredulidade. Se você reconhece que até agora tem se alimentado desse veneno, ainda há esperança. Clame a Deus do modo como você se encontra. Faça como Félix Neff, que clamou: “Ó Deus salva minha alma!” Depois de converter-se, ele foi um grande servo de Deus. Deus respondeu sua oração. Sem dúvida também responderá a tua, pois disse: “E dar-vos-ei um coração novo... e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne” (Ezequiel 36:26). Todo o que O busca recebe um coração novo e a segurança do amor de Deus, que deu o Seu Filho para a salvação de nossa alma.
Fonte: Boa Semente.

19 de fevereiro de 2018

A armadura do cristão: a espada.

A espada do soldado romano era curta e perigosa; era bem afiada e, às vezes, era de dois gumes. O soldado a levava numa bainha fixada num dos lados do cinturão, de onde podia sacá-la rapidamente no combate. Para o crente, a espada é a Palavra de Deus. Se for utilizada guiado pelo Espírito Santo e sob Seu controle, faz fugir o inimigo. Para isso é indispensável conhecê-la, memorizá-la, obedecer seus mandamentos, apoiar-se em suas promessas e aplicá-la em sua vida. Quando o Senhor Jesus Cristo foi tentado no deserto (Mateus 4:1-11), demonstrou a contundência da Palavra de Deus para resistir a Satanás, o qual também citava as Escrituras, mas de forma perniciosa ou fora de seu contexto. Quando a Palavra de Deus está nos pensamentos e no coração do crente, ele pode resistir ao inimigo aniquilando seus ataques. A Bíblia dá uma resposta para as acusações, para o desânimo, para as dúvidas e a oposição. Por fim, em Efésios 6:18 temos mencionada a oração. Ela dará sua eficácia a todas as armas. Nesse combate espiritual, a oração segundo o Espírito conduz o cristão até a vitória. Retenhamos e coloquemos em prática esse ensinamento do apóstolo Paulo acerca da armadura completa. Ele tinha uma grande experiência nesse combate e pensava nos crentes aos quais deixaria em breve, desejando prepará-los para lutar e resistir.
Fonte: Boa Semente. 

17 de fevereiro de 2018

Ansiosos

Texto: Mateus 6.25-34.
Introdução: A ansiedade é conceituada no dicionário como: "grande mal-estar físico e psíquico; aflição, agonia". Essa talvez seja uma das definições que mais se adéqua à realidade de nosso cotidiano. Do mesmo modo, a psicologia denomina ansiedade: "os sintomas incluem estresse desproporcional ao impacto do evento, incapacidade de superar uma preocupação e inquietação. O tratamento inclui terapia ou medicamentos como antidepressivos".
            A ansiedade é uma doença comum em nosso tempo. Não raramente encontramos pessoas que sofrem com o transtorno de ansiedade. Mas, também é comum nos comportamos como pessoas excessivamente ansiosas. Barclay afirma que as duas enfermidades típicas da vida moderna são a úlcera no estômago e a trombose coronária, em muitos casos ambas procedem da excessiva preocupação.
            Este tema nos últimos dias tem sido muito oportuno para mim, pois, sofri um acidente de moto a vinte dias. Após realizar a cirurgia para colagem da patella do joelho direito recebi uma notícia que disparou minha ansiedade: "você ficará 90 dias sem correr". Passaram-se 16 dias desde essa notícia e cada dia tem sido longo. Mas, assim como a vocês, o Senhor tem me ensinado a não ser ansioso com o dia de amanhã.
            Neste texto Jesus ensina que não devemos nos preocupar com o dia de amanhã porque a ansiedade em excesso é um pecado contra o Pai Provedor de tudo. Do mesmo modo, esse texto nos mostra que tanto a preocupação como a paz provêm, não das circunstâncias exteriores, mas sim do coração. Jesus apresenta pelo menos sete argumentos contra a ansiedade, argumentos esses que meditaremos hoje:

Contextualização: Antes de iniciar essa temática Jesus tratava do amor às riquezas, logo após Ele trata da ansiedade. Depreende-se que aqueles que não têm riquezas podem acabar sendo vítimas da preocupação por falta de fé. Daí a transição natural. Não andeis ansiosos. Não uma proibição de previdência ou planejamento, mas de ansiedade sobre necessidades diárias.
            Jesus indaga: não é a vida mais do que o alimento? Considerando que a própria vida e o corpo foram providenciados por Deus, não deveríamos confiar nele para providenciar aquilo que tem menos importância? Considerando que Deus fornece o sustento às aves que não têm capacidade de semear, colher e armazenar, quanto mais deveriam os homens, que foram equipados com essa capacidade, confiar em seu Pai celestial!
            De acordo com Barclay devemos começar nosso estudo nos assegurando de que entendemos o que é o que Jesus proíbe e o que autoriza. O que Jesus proíbe não é a prudência que prevê o futuro a fim de tomar medidas necessárias para responder, oportunamente, a suas demandas. Proíbe o afã, o angustiar-se pelo manhã antes de saber o que nos trará o manhã.
            Jesus não recomenda uma atitude displicente, que não faz provisão para o futuro nem reflete sobre o que o futuro pode significar concretamente em termos de exigências e possibilidades. Proíbe, sim, o temor ansioso, doentio, que é capaz de eliminar toda possibilidade de alegria da vida. O termo utilizado por Jesus neste texto é merimanan que se encaixa no seguinte exemplo: em uma carta que se encontrou escrita em um papiro, a esposa diz a seu marido, que está viajando: "não posso dormir nem de noite nem de dia, ansiosa (merimnan) como estou por seu bem-estar".
            Esse não era um ensinamento novo para os judeus. Sabe-se que o ensino dos grandes rabinos era que a atitude de todo crente para com a vida devia estar constituída principalmente por uma combinação de prudência e serenidade. Insistiam, por exemplo, em que todo homem devia ensinar um ofício a seus filhos homens, porque, conforme afirmavam, não lhes ensinar um ofício significava ensiná-los a roubar. Quer dizer, acreditavam que era necessário dar todos os passos recomendáveis para um desempenho prudente na vida. Mas, ao mesmo tempo, diziam: "Aquele que tem um pão em sua cesta e diz: 'O que comerei amanhã?' é um homem de pouca fé."

1o Argumento: A lição de Jesus era neste sentido: se alguém nos der um dom que não tem preço, podemos confiar que sua generosidade será sempre magnânima, que não será mesquinho nem surdo ante nossa necessidade. Portanto, o primeiro argumento é que se Deus nos deu a vida, podemos confiar em que nos dará todas as coisas que necessitamos para sustentá-la.

Ilustração: O Rabino Simeão disse: "Jamais em minha vida vi um cervo que tirasse figos, nem um leão que transportasse cargas, nem uma raposa que fosse comerciante, e entretanto todos eles se alimentam, sem afã algum. Se eles, que foram criados para me servir, vivem sem preocupações, quanto mais eu, que fui criado para servir a meu Criador, deveria viver sem trabalhar em excesso por meu alimento; mas eu corrompi minha vida, e desse modo, prejudiquei minha substância."

2o Argumento: Nunca armazenam o que podem chegar a necessitar em um futuro imprevisível.

3o Argumento: A preocupação é inútil: que por mais que nos preocupemos não podemos acrescentar nem um dia à nossa vida.

4o Argumento: Os lírios do campo a que faz referência são provavelmente as papoulas e as anêmonas. Floresciam silvestres, durante um só dia, nas serranias da Palestina. Quando se desejava elevar a temperatura desses fornos de modo rápido, adicionavam-se ao fogo molhos de ervas e flores silvestres secas e uma vez acesos eram postos dentro do forno. Se Deus outorgar tanta beleza a uma flor, que somente viverá umas poucas horas, quanto mais fará a favor do homem? Certamente uma generosidade que é tão pródiga com uma flor de um dia, não deve esquecer do homem, que é a coroa de toda a criação.

5o Argumento: A ansiedade é essencialmente desconfiança com respeito a Deus. Tal desconfiança é compreensível em um pagão, que acredita em deuses egoístas, caprichosos e imprevisíveis, porém não se pode aceitar nos que aprenderam a chamar a Deus com o nome de Pai. O cristão não pode trabalhar em excesso porque aprendeu a acreditar no amor de Deus.

6o Argumento: Tal amor pode ser capaz de inspirar o trabalho, intensificar o estudo, purificar a vida, dominar a totalidade do ser. A convicção de Jesus é que quando Deus se torna o poder dominante de nossas vidas desaparece toda ansiedade.

7o Argumento: Jesus afirma que a preocupação pode ser derrotada, aprendendo a arte de viver um dia de cada vez (V. 34). Os judeus tinham um dito que afirmava: "Não se preocupe com os males de amanhã, porque você não sabe o que lhe pode trazer no dia de hoje. Amanhã talvez você não esteja vivo, e então você terá ficado preocupado pelos males de um mundo que não lhe pertencerá." A recomendação de Jesus é que deveríamos enfrentar cada dia segundo suas próprias exigências, sem preocupar-se com um futuro que não somos capazes de prever e por coisas que provavelmente nem sequer aconteçam.

Considerações finais: O homem que alimenta seu coração com a história do que Deus tem feito no passado, nunca temerá pelo futuro. É possível que haja pecados piores que a ansiedade, mas certamente nenhum é tão prejudicial, nenhum tão paralisante. "Não pensem no manhã com ansiedade", é o mandamento de Jesus, e este é o caminho que há que nos levar não somente à paz, mas também ao poder.

11 de fevereiro de 2018

Um homem perfeito, mas Deus verdadeiro.

Que palavras encorajadoras para o coração num dia de aflições! O Senhor Jesus não apenas nos assegura que venceremos, mas que Ele já venceu. Lembrar de tudo que o Senhor teve que passar e saber que Ele foi vencedor, é algo que aquece os corações. Aqui está a prova para os olhos da fé: Deus tem revelado que Seu Filho bendito sentou-se com seu Pai não apenas no lugar de íntima afeição, mas também em Seu trono — o lugar da autoridade máxima. Ele está esperando por aquelas coisas que o Pai tem em Seu próprio poder. Aqui na terra, as coisas são formadas e seguem rumo ao tempo quando os reis da terra terão uma única mente, e “darão seu poder e autoridade para a besta”. Eles sairão vencedores? Não! “O Cordeiro irá vencê-los”. Entretanto, por maior que seja Sua glória, existem aqueles que “estão com Ele” e nada será capaz de afetar aqueles que são: “chamados, e escolhidos e fiéis”. Nós precisamos reconhecer que essa mudança de cena pode distrair ou perturbar nossos corações, mas não quando estivermos na Sua presença! Por fim, existe apenas uma coisa capaz de tocar nosso Senhor e isso, são os olhos de Seu povo focados nEle. Será que o Senhor Jesus deseja que não olhemos para Ele? Não, mas Ele nos garante que somos tão amados, que Ele anseia pelo dia em que, não apenas falará com Sua noiva, mas a terá ao Seu lado. Nós e Ele aguardamos por esse momento, quando todos os desejos dos corações serão cumpridos. Que conforto saber que Ele também espera. Assim, com essas doces palavras, o livro do Apocalipse termina: “O Espírito e a esposa dizem: Vem”, e o Senhor Jesus Cristo diz: “Certamente, cedo venho”.
Fonte: Boa Semente. 

10 de fevereiro de 2018

Meditações sobre o livro de Jó.

O principal tema sobre o qual os três amigos desenvolverão seus discursos é o seguinte: Deus é justo. Ele não afligiria Jó tão severamente se este não merecesse. Todos os sofrimentos do patriarca são castigo e julgamento. Se ele confessasse os pecados, seria restaurado. Mas sabemos pelo início da história que Jó não poderia ser acusado de nenhuma falta particular. O próprio Deus havia dito a Satanás: “Ele [Jó] conserva a sua integridade, embora me incitasses contra ele, para o consumir sem causa” (2:3). Portanto, era um erro considerar as aflições dele como um castigo. Não havia motivo para castigo, e os versículos 17 e 18 resumem maravilhosamente a história inteira. Devemos compará-los com Provérbios 3:11-12, trecho citado em Hebreus 12:5-6: “Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe”. Certamente o Senhor tinha algo para corrigir, algo para acertar com Seu servo: a justiça própria de Jó. Ele o tinha afligido, mas também iria curá-lo para o bem de Jó. O Senhor corrige a quem ama! Que maravilhosas palavras de conforto! A tempestade desencadeada por Satanás é, no final, uma prova do amor divino para com o crente.
Fonte: Boa Semente. 

9 de fevereiro de 2018

No cárcere.

Simão praticava magia e por meio da mesma ganhava dinheiro. Ao ver os apóstolos Pedro e João concluiu que estes dispunham de um poder muito superior ao seu. Muito interessado, tentou apropriar-se desse poder mediante dinheiro, pois sem dúvida, pensava alcançar novos êxitos e lucros maiores. Mas os apóstolos descobriram suas intenções e lhe declararam que ele estava debaixo do poder do mal. Você que lê esta página e, quem sabe, se encontra na cela de alguma cadeia talvez tenha se perguntado sobre a existência de tais cadeias em sua vida. As barras nas quais pensamos, não são apenas do cárcere. Para alguns são o dinheiro, para outros o sexo, para outros o álcool, as drogas. Essas barras, geralmente, são muito sólidas. A Bíblia chama isso de escravidão do pecado. O Senhor Jesus proclamou uma boa notícia: a libertação dos cativos. Isso quer dizer, que Ele se dedicou a abrir as portas das cadeias de Seu país? Não! Ele veio libertar aos que estavam detidos pelas cadeias do pecado. Ainda hoje o Senhor Jesus quer libertá-lo, mas é necessário fazer o que os apóstolos disseram a Simão o mágico: arrepender-se (confessar com sinceridade seu estado diante de Deus) e aceitar a Jesus como Salvador e Senhor. Assim, você será verdadeiramente livre.
Fonte: Boa Semente.