17 de janeiro de 2018

A amizade.

Cícero

A amizade é uma suma harmonia nas coisas divinas e humanas, com benevolência e amor. Dons tão grandes, que não sei se os Deuses concederam (exceto a sabedoria), outro maior aos mortais. Preferem uns as riquezas, outros a boa saúde, outros o poder, outros as honras, e, muitos, os prazeres. Estes últimos são só muito próprios das bestas, e o outro caduco e perecível, dependente não do nosso arbítrio, mas da inconstante fortuna. E assim discorrem nobremente os que constituem o sumo bem na virtude e esta mesma é a que engendra e mantém as amizades, de modo que, sem ela, não pode existir amizade de modo nenhum.
(...)
Porque em primeiro lugar, como pode ser suportável (como diz Enio) a vida que não repousa na mútua benevolência de um amigo? Que coisa tão doce como ter um com quem falar de todo tão livremente como consigo mesmo? Seria porventura tão grande o fruto das prosperidades, se não tivéssemos quem delas se alegrasse tanto quanto nós mesmos? E se poderiam sofrer as adversidades sem alguém que as sentisse ainda mais que aqueles mesmos que as experimentam? Finalmente tantas quantas coisas se apetecem, cada uma tem o seu uso particular: a riqueza, para o uso; o poder, para a veneração; as honras, para o aplauso; os prazeres, para o gozo; a saúde, para não sentir dores e ser expedito nos exercícios corporais; a amizade, abarca muitas coisas; para qualquer parte que nos volvamos a encontramos solícita, em todos tem lugar, nunca é impertinente, jamais molesta. De modo que não usamos mais da água e do fogo, como dizem, que da amizade. E não falo agora de uma amizade vulgar ou mediana (embora também esta deleite e aproveite), mas da verdadeira e perfeita, como foi a daqueles poucos que são tão afamados. Esta faz mais abundantes as prosperidades e as adversidades, rompendo-as e unindo-as, tornando-as mais suportáveis.

16 de janeiro de 2018

Deus pode curar-me? Mas é claro, pois é Todo-Poderoso! Quer fazê-lo? Nem sempre. Ele pode ter outra intenção para a minha vida. O sofrimento é difícil de suportar, e facilmente suscita o sentimento de oposição ou rebelião contra o Deus que nos prova. O apóstolo Paulo escreveu a Timóteo: “e deixei Trófimo doente em Mileto” (II Timóteo 4.20). Paulo que tinha o dom de curar, não tinha exercido o mesmo e nem pediu a Timóteo que o fizesse. Epafrodito, seu colaborador, esteve enfermo e bem perto de morrer, mas Paulo também não interveio e escreveu a esse respeito: “Deus se apiedou dele, e não somente dele, mas também de mim” (Filipenses 2.27). Deus o curou. Timóteo tinha problemas de saúde (I Timóteo 5.23), e Paulo lhe deu alguns conselhos sensatos. O mesmo Paulo havia recebido uma prova dolorosa, a qual chamou de “espinho na carne”. Não pediu a Pedro nem nenhum outro apóstolo que o curasse. Suplicou três vezes ao Senhor que o livrasse, mas o Senhor lhe respondeu: “A minha graça te basta” (II Coríntios 12.7-9). Sejam quais forem as circunstâncias, estamos seguros de que a graça e o poder de Deus intervirão no momento oportuno. É difícil entender a vontade de Deus quando passamos por uma provação. Se Deus julgar oportuno, irá curar. Ele responde a oração da fé (Tiago 5.15). Confiemos na sabedoria e no amor do nosso Pai.

Fonte: Boa Semente. 

15 de janeiro de 2018

Manda-me hoje um crente.

Senhor Jesus, a quem me colocarás no caminho hoje?, Perguntava Pedro em sua oração enquanto se dirigia ao hospital para visitar os enfermos. Chegando ao largo corredor viu uma porta entre aberta. Chamou e entrou. Um jovem em seu leito de enfermidade exclamou: - Você é um crente! – Sim, e por isso mesmo vim ver-te, respondeu Pedro. Imediatamente o jovem lhe contou sua história: “Eu não guardava mais a fé dos meus pais, nem a leitura diária da Bíblia em família, então sai de casa. Longe dos meus pais, encontrei refúgio na casa da minha avó, para não voltar a ouvir falar de Deus. Mas uma noite, esse Deus de quem ouvia me deteve. Enquanto me divertia com meus amigos, à beira da estrada, um deles me empurrou e cai ao chão. Um caminhão passou por cima das minhas pernas. Tiveram que amputá-las. Estou nessa cama de hospital há muitos meses e tenho tido tempo suficiente para refletir sobre meu passado. Essa manhã eu disse a Deus: - Se existes, manda-me hoje um crente”. Então Pedro lhe falou do Senhor Jesus, de Sua compaixão, de Seu amor e de Seu poder para perdoar. Naquele mesmo dia esse jovem creu no Senhor e colocou sua confiança nEle. Mais tarde pediu a Pedro que levasse uma mensagem a seus pais: - Sei que oram por mim. Perdi minhas duas pernas, mas encontrei a salvação em Jesus Cristo.

Fonte: Boa Semente.

14 de janeiro de 2018

As duas multidões.

Texto: Lucas 7.11-15.
Introdução: pastor Carlos Alberto conta que no ano de 1977 um amigo dele faleceu numa determinada cidade da Paraíba. Esse amigo era o tipo de pessoa que conquista rapidamente sua simpatia, gente finíssima. No seu velório havia uma multidão de pessoas, ele era bem relacionado. Após o velório todos desceram para o cemitério que fica no final da rua em que ele morava. Todos em prantos, rostos tristes e semblantes cabisbaixos. No entanto, após a cerimônia de enterro todos subiram a rua, uns ficaram em um bar para beber, outros entraram num supermercado, outros subiram dando risadas e conversando sobre outras coisas. Isso deixou o pastor Carlos Alberto intrigado. Ele pensou: “muitos aqui não conheciam verdadeiramente o meu amigo. Muitos não sabiam os gostos, o timbre da voz dele, nem sequer a cor dos olhos dele”. Partindo desse ocorrido, proponho para todos nós meditarmos na passagem que narra a história do enterro do filho da viúva de Naim.

·         O Senhor compadece-se não apenas de uma pessoa cuja grande fé é admirável, mas também demonstra sua comiseração quando o lamento na miséria fez desaparecer qualquer vestígio de fé.
·         Os três elementos desse v. 12 descrevem uma tríplice aflição, que se intensifica a cada elemento e provoca uma compaixão cada vez maior.
·         1) Um jovem havia falecido. De acordo com o AT, ser ceifado na metade dos dias na terra representava um juízo (Sl 55.23; 102.25).
·         2) A morte do único filho é um juízo particularmente duro de Deus e por isso é motivo de luto extraordinário. Em I Reis 17.18 a viúva de Sarepta, na Fenícia, diz ao profeta Elias, quando seu único filho havia morrido: “Ó homem de Deus… Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniqüidade e matares o meu filho!”
·         3) A mãe enlutada era viúva. Do AT depreende-se que a condição de viúva era muito dura em Israel. Em numerosas passagens bíblicas é dito que uma viúva depende da compaixão, porque está sem arrimo e ajuda. De acordo com a opinião judaica, um castigo de Deus era especialmente duro quando transformava mulheres em viúvas. Por isso aqui o lamento é duas vezes maior (Rt 1.20s; 1Tm 5.5; Jó 24.3).

I. A multidão que segue a morte: Antigamente, em muitas cidades do interior um enterro é um evento. Determinado pastor paraibano conta que quando era menino, ele saía do futebol para ver um enterro. Paravam o jogo e iam ver o defunto. Entravam no velório, olhava o rosto do falecido e depois retornavam para o seu futebol. Se antigamente era assim aqui no Brasil, na cidade de Naim era um evento ainda maior. Acompanhava o caixão uma grande parte das pessoas da cidade. A mulher amargava a tristeza de ter perdido o seu marido que lhe dava o sustento e agora sua esperança estava no seu filho homem que veio a falecer, morria com aquele menino, a história e a esperança daquela mulher. Muitas das pessoas que estavam naquele cortejo muitos não conheciam verdadeiramente aquele menino, sabiam os seus gostos, o timbre de sua voz, nem quem sabe a cor de seus olhos. Não tinham nada a ver com ele, era aram apenas multidão, eram apenas curiosos, era apenas platéia. O texto nos conta que enquanto essa multidão saía da cidade em direção ao cemitério, ela se encontrou com outra multidão.

II. A multidão que segue a vida: uma multidão seguia a Jesus saindo da cidade de Cafarnaum em direção a Naim. A distância girava em torno de um caminho de um dia. Jesus Cristo, o verbo de Deus encarnado o autor da vida lidera essa multidão. Em um momento ali se reúnem as duas multidões, a da vida e da morte. De certa maneira ali se encontram as duas multidões do mundo. Sim, porque de alguma maneira estamos sempre seguindo algum grupo, seguindo alguma tendência, algum pensamento, alguma filosofia e algum entendimento. É verdade que existem uns que nem sabem a quem estão seguindo. Mas vão seguindo assim mesmo. Não sabem quem é o santo que vai à frente, mas ainda assim vai atrás cantando Hosanas e aleluias.

Ilustração: Alguns anos atrás no Jornal Nacional transmitiram uma matéria sobre a história de uma cidade do interior do Ceará chama de São Gonçalo do Amarante. Essa cidade entrou para rede nacional porque a cidade estava completando 100 anos, mas não foi por causa de seu aniversário que ela entrou para o noticiário. É que coincidentemente, junto com a comemoração do aniversário essa cidade estava recebendo uma imagem do seu santo padroeiro, São Gonçalo do Amarante. É que durante cem anos aquele cidade esteve em procissão atrás de uma imagem, convencidos de que aquela imagem era de São Gonçalo do Amarante. No entanto, mudou-se o padre da cidade e chegou um padre mais novo, menos experiente e mais instruído. E ele olhou e viu que a imagem de São Gonçalo do Amarante não estava com cara de São Gonçalo, e ele pesquisou e viu que aquela imagem era de São Domingos Gusmão. Rapidamente, comunicou a Santa Sé. E a Santa Fé como presente de aniversário de 100 anos da cidade enviou a imagem certa. Durante 100 anos aquelas pessoas fizeram promessa para o santo errado. Por 100 anos elas se ajoelharam para o santo errado. Por 100 anos elas estavam na procissão do santo errado.

Considerações Finais: Não faz a menor diferença se estamos na procissão de São Gonçalo do Amarante ou do Anjo Gabriel, não estivermos na multidão que segue Jesus Cristo. E precisamos ter consciência de quem estamos seguindo. Se estamos seguindo Jesus estamos seguindo para a vida eterna.
       Depois de estabelecer a quem estamos seguindo, precisamos estabelecer qual é nosso papel nessa caminhada. Assim, como na multidão que seguia a morte em Naim e havia curiosos que não tem nada a ver com quem vai à frente. A multidão da vida, vindo de Cafarnaum era formada por Jesus Cristo, Seus discípulos e numerosa multidão com muitos curiosos que estavam ali pela possibilidade do espetáculo, pela chance de ver um milagre, pelo momento do show, mas não tem nada a ver com Jesus Cristo. São pessoas que não sabem quem é Jesus. Não conhecem as profecias a seu respeito. Não tem a menor ideia do porque Jesus utilizava a expressão “eu sou” (eu sou o pão da vida, eu sou a luz do mundo, eu sou o bom pastor) nos evangelhos, não imaginam que é o mesmo termo utilizado por Deus Pai no antigo testamento. A multidão não dava a mínima para os sermões que ele pregava, 05; não se importava e nem entendia as parábolas, cerca de 30; nem compreendiam os milagres, apenas aplaudiam.
        Dois mil anos se passaram e as coisas não mudaram. Temos duas multidões que seguem a morte, chamada por diferentes nomes (até de igreja). E a multidão que segue a vida que só tem um nome, Jesus Cristo. Em qual delas você está? Quem vai a sua frente?
E a terceira questão: quem é você nessa procissão? Porque se for pra ser apenas “multidão”, se for pra ser platéia não faz a menor diferença se está seguindo o menino morto ou Jesus Cristo. Quem é você e qual o seu papel. Na procissão de Jesus Cristo só havia discípulos e multidão. Jesus Disse: “sereis meus discípulos se guardares os meus mandamentos”. Essa palavra é para mim e para você. Não adianta estar na procissão certa, mas não estar na perspectiva certa. Das pessoas que Ele se importou qual lhe tocou, dos sermões que ele pregou qual falou mais com você? Cristianismo é seguir Jesus Cristo.
        Chegou a hora de deixarmos de ser platéia. Deixar de ser torcida organizada que pula, veste a camiseta e bate palma, Jesus nos chama para sermos discípulos. Há quantos anos você freqüenta esta igreja, a quantos anos você vem aqui, ouve um sermão, gosta e vai pra casa, até comenta. Mas nunca se assumiu. Está esperando o quê? Assuma-se, porque Jesus Cristo se assumiu por você, de um modo humilhante e doloroso. Então vamos nos assumir. A hora é agora. Deus abençoe. Oremos. 

10 de janeiro de 2018

Onde encontrar a felicidade.

“Duzentos anos depois do século das luzes, o ser humano conquistou sua autonomia, o bem-estar aumenta, o corpo e a sexualidade foram liberados e a expectativa de vida está aumentando. Contudo, o sentimento de insegurança não para de crescer”. Essa é a declaração de um sociólogo. Os filósofos da época do “século das luzes” deificaram a razão e anunciaram o progresso da humanidade. Segundo eles, em menos de cem anos o cristianismo e a Bíblia cairiam no esquecimento! Haveria liberdade para todos e... até mesmo o fim das guerras. Mas, onde estamos hoje? Dois séculos depois o balanço é alarmante. É certo que as coisas “irão de mal para pior” (II Timóteo 3.13) e também é certo que a Bíblia segue proclamando a Boa Nova a cada ser humano. Deus não propõe a transformação do homem, nem permite que se afaste com o seu mal-estar, sem um ponto de referência. Deus revela que, por meio de Jesus Cristo, Seu Filho, veio ao encontro do homem. Deus conhece as necessidades humanas mais profundas. Ele ama a cada um de nós, porque Ele é amor. Ele quer dar um sentido para a vida presente, e um futuro, uma esperança que vá além da morte. Você deseja tomar essa Mão que está estendida para ti? “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós” (Tiago 4.8).

Fonte: Boa Semente.

9 de janeiro de 2018

Deus se dirige a mim.


Foto: Cristo Redentor no Rio de Janeiro. 
Por cima das opiniões e de todas as tradições, a mensagem da Bíblia deve merecer nossa atenção porque, nesse Livro, é o próprio Deus que se dirige ao homem. Pelo fato de Deus ser como é, a inteligência humana não pode elevar-se até Ele por meio apenas do raciocínio humano. Deus só pode ser conhecido na medida em que se revela ao homem. A criação, incluindo o homem, é um testemunho maravilhoso do nosso sábio e poderoso Criador. Nossa consciência é um dom de Deus que nos permite conhecer Suas características de santidade, justiça e amor. Mas para conhecer ao Deus Salvador, o Deus que se interessa por Sua criatura, que deseja sua felicidade, era necessária outra linguagem: aquela que está contida na Bíblia. Portanto, a Bíblia não é uma simples coleção de preceitos morais que permitem uma coisa e proíbem outra, nem um manual religioso para pessoas cultas ou para um setor religioso. É certo que a mesma contém uns capítulos mais difíceis que outros, mas todo leitor com uma boa disposição de coração é capaz de compreender sua mensagem essencial. Seria possível conceber a existência de um Deus que falasse a Sua criatura numa linguagem obscura? Seria justo que Ele comunicasse Seu plano de salvação apenas para alguns estudiosos? Deus, que te conhece, te ama e te busca, se dirige a você por meio desse livro. Ler a Bíblia é escutar a Deus.

Fonte: Boa Semente.