10 de agosto de 2019

Salmo 36.

Podemos comparar o final do versículo 4 com a exortação de Romanos 12:9: “Detestai o mal, apegando-vos ao bem”. O homem do mundo não é apenas indiferente ao pecado (pois julgar o pecado seria o mesmo que condenar a si mesmo), mas tem grande prazer nele, porque é a sua própria essência. Ao mesmo tempo, essa insensibilidade ao pecado leva à formação de uma estrutura de pensamento, ou fortaleza na mente (2 Coríntios 10:4), que o faz se vangloriar, mesmo diante da mais terrível impiedade (v. 2; Deuteronômio 29:19). Já que somos obrigados a viver em uma atmosfera assim, nossa consciência como cristãos corre o risco de ficar entorpecida também. Porém, se nos lembrarmos da cruz e do terrível preço que o pecado custou ao nosso Senhor Jesus, teremos horror disso. A bondade de Deus está acima de qualquer esquema dos ímpios (vv. 5, 7) ao mesmo tempo que se estende como asas protetoras sob os filhos dos homens (ver Salmo 17:8). Infelizmente, como os habitantes de Jerusalém na época do nosso Senhor, a maioria hoje não quer refugiar-se à sombra da bondade divina (Mateus 23:37). O manancial da luz e da vida, mencionado no versículo 9, nos traz à mente Cristo, a Palavra, acerca do qual está escrito: “A vida estava nele e a vida era a luz dos homens” (João 1:4).
Fonte: Boa Semente. 

5 de agosto de 2019

Estender a mão.

Davi chegou a Maanaim cansado: estava fugindo de Absalão. Considerando os versículos acima, talvez admira-nos que Deus compartilhe tantos pormenores desta “pequena ocorrência”. Disso deduzimos quão precioso é, aos olhos de Deus, quando de coração prestamos assistência ao seu povo nas suas necessidades exteriores, e também nas suas aflições interiores. Mas, vejam só: os três homens que aqui prestaram assistência nos são mencionados por nome e endereço!
Se nós tivéssemos que relatar a ajuda que prestaram, talvez diríamos apenas que foram “utilidades” e “alimentos”. Porém o que aconteceu ali foi tão precioso para Deus, que ele registrou os mínimos detalhes.
“Porque disseram”, lemos ainda. E antes certamente refletiram: Nosso rei está em Maanaim, ele é rejeitado; junto a ele estão os participantes de sua rejeição. Ali há necessidades, quebrantamento, fome e sede. De que maneira podemos ajudar aí?
Não deveríamos nós também ter uma visão para as carências do povo do Senhor? O apóstolo Paulo cita, em várias passagens, irmãos que o “refrigeraram” de diversos modos. Tomemos, pois, o propósito de nos colocar à disposição do Senhor. Ele terá prazer em nós, e os nossos companheiros de fé experimentarão auxílio e alívio.
Fonte: Boa Semente. 

3 de agosto de 2019

Salmo 35.

 
Embora não tenhamos de contender com a impiedade dos homens, como o fiel faz neste Salmo, não nos esqueçamos de que a perseguição faz parte da vida daqueles que seguem o Senhor Jesus: “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem” (Mateus 5:11). Nós, que desfrutamos de liberdade de culto, temos de agradecer ao Senhor por isso, pois louvá-Lo no meio dos redimidos é o desejo ardente do coração de Seus filhos (v. 18). No entanto, existe uma perseguição bem pior e mais implacável que a religiosa; é a perseguição de nossos inimigos espirituais, cujo alvo é “roubar, matar e destruir” (João 10:10) e tomar a coroa que nos está reservada (Apocalipse 3:11).
  Em João 15:25, o Senhor Jesus Se refere a este ódio sem causa do qual Ele foi objeto (v. 19). Sem causa alguma… mas o ódio do mundo a Cristo e aos Seus, não nos deve surpreender (1 João 3:13). Satanás coloca na mente e no coração dos homens esse ódio contra Aquele que o derrotou totalmente. Os versículos 21, 25 e 26 mostram todo o horror do coração humano, que sente prazer em ver o sofrimento de um inocente — e este inocente era o Filho de Deus que veio para salvar os homens! Mas Apocalipse 1:7 declara que tal crueldade não ficará impune.
Fonte: Boa Semente. 

30 de julho de 2019

Ao soar da última trombeta.

 
Flávio Josefo (37–100 d.C.), um historiador judaico a serviço dos romanos, descreveu um acampamento do exército de ataque romano de modo preciso:
  “Quando chegava a hora para o acampamento se mover, uma trombeta soava. Ninguém ficava parado ali. Ao primeiro sinal, as tendas eram desarmadas e tudo era preparado para a marcha. Então vinha um segundo sinal da trombeta, todos deveriam se aprontar. Apressadamente os soldados carregavam as mulas e outras bestas de carga, e se colocavam por trás da barreira, preparados para a partida, como corredores numa prova. Um terceiro ressoar da trombeta significava ‘Marchar!’, chamando qualquer retardatário para que se apressasse a ocupar seu lugar”.
  Esse exemplo de três trombetas é usado pelo apóstolo Paulo ao escrever acerca do futuro dos crentes em 1 Coríntios 15. Quando Deus fizer a última trombeta soar, então certamente ninguém que conhece o Senhor Jesus Cristo, como seu Salvador pessoal, deixará de estar em “sua posição”. Os crentes mortos serão ressuscitados e aqueles que estão vivos passarão por uma transformação em seus corpos.
  Então, para todos os que conscientemente rejeitaram a Jesus Cristo, não desejando servi-Lo ou que não O quiseram como seu Salvador, a porta da salvação será completamente fechada (cf. Mateus 25:10). Mas todos os que pertencem a Cristo e à Sua companhia de crentes “levantarão acampamento” aqui na terra e entrarão na glória celestial juntos com o Senhor.  
Fonte: Boa Semente. 

28 de julho de 2019

O lugar de descanso do Senhor.

 
Ao descrever o noivo como um “ramalhete de mirra”, a noiva fala dEle como “homem de dores, e experimentado nos sofrimentos” (Isaías 53:3). Sim, nosso Senhor foi o Homem de dores em Sua vida e Sua morte. Ele está associado com a mirra desde o princípio de Sua vida aqui na terra e, até Sua morte. Depois do Seu nascimento, homens sábios vieram e Lhe ofereceram presentes, incluindo mirra. E na cruz: “deram-Lhe a beber vinho com mirra” (Marcos 15:23).
  Ele experimentou todo tipo de tristeza e sofrimento em Sua vida e em Sua morte. A noiva entende essa verdade e isso aumenta sua dedicação à Ele. Portanto, ela diz acerca dEle: “O meu amado é para mim como um ramalhete de mirra”. Alguns poderiam argumentar que isso é demais para ela falar acerca dEle. Ela não se importa, e com santo destemor afirma: “Eu O guardarei como um ramalhete de mirra, e não encontro um lugar melhor para Ele do que no meu coração”.
  As palavras “deitar a noite toda” significam “descansar a noite toda”. Onde, além do coração dos crentes, poderá o Senhor Jesus encontrar Seu descanso na escuridão da noite desse mundo? Existe algum contentamento ou alegria como quando Cristo encontra Seu descanso na alma daqueles que O amam? “Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações” (Efésios 3:17). Não existe nada mais precioso do que esta experiência — o prazer do ramalhete de mirra em nossos corações, que é o Senhor Jesus que foi rejeitado pelo mundo.
  Quando Cristo enche nossos corações Ele governa nossas vidas. Será que abriremos nosso coração e o entregaremos para Ele, para que Ele descanse ali a noite inteira? Ele não estará satisfeito a menos que Lhe entreguemos nosso coração; “dá-me, filho meu, o teu coração” (Provérbios 23:26). Ali Ele encontrará Seu lugar de descanso e repousará a noite toda.
Fonte: Boa Semente. 

27 de julho de 2019

Salmos 35.

 
anjo do SENHOR, que “acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” (Salmo 34:7), aqui é chamado para castigar e perseguir os inimigos dos justos (vv. 5-6). Após um período de paciência e incansável graça — graça mantida sem resultado — em vez de se vingar, o remanescente descansará em Deus para obter livramento. O livramento dos judeus crentes será acompanhado pelo julgamento inexorável dos ímpios. No tocante aos cristãos, sabemos que a libertação deles não é seguida pela destruição dos injustos, mas pelo arrebatamento, para que se encontrem com o Senhor! Os cristãos e os incrédulos não permanecerão juntos. Quando o Senhor vier nas nuvens, Seus discípulos serão retirados do planeta, e quem rejeitou o Senhor será deixado para a terrível “hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra” (Apocalipse 3:10). Por outro lado, quando o Senhor aparecer em glória, os crentes daquele tempo permanecerão na terra para participarem de Seu glorioso reinado, ao passo que os ímpios serão arrancados (Lucas 17:34-36).
  Que ingratidão demonstrada pelo homem natural! Davi fala de sua própria experiência e de quanto sofreu com isso (vv. 12-15). Mas Cristo experimentou a ingratidão de uma forma infinitamente mais profunda. “Pagaram-me o bem com o mal; o amor, com ódio” (v. 12; Salmo 109:5).
Fonte: Boa Semente.