24 de maio de 2018

Meditações sobre o Apocalipse.

Apocalipse 16 - As sete taças derramadas sobre a terra recordam as pragas do Egito: feridas, água transformada em sangue, trevas, rãs, trovões, chuvas de granizo e fogo (veja Êxodo 9:23). Em vez de arrependimento, essas calamidades suscitam blasfêmias (V. 9,11,21). Contudo, ao Deus justo rende-se um triplo testemunho: dos vencedores (15:2-4), do anjo das águas (16:5) e do próprio altar (16:7). As quatro primeiras pragas atingem respectivamente as mesmas áreas que as quatro primeiras trombetas (8:7-12). A quinta alcança “o trono da besta”. A sexta prepara “para a peleja do grande Dia”. Finalmente, com o derramar da última taça, ressoa do trono a grande voz: “Feito está!”. Quão diferente ela é do grito: “Está consumado!” (João 19:30), que nos anunciou o fim da ira de Deus contra o pecado, depois de Seu Filho ter sorvido na cruz o cálice que merecíamos. Esses terríveis acontecimentos estão mais próximos do que pensamos. Que possamos sempre considerar o mundo como um lugar que vai ser julgado, e ter consciência da horrenda ira, da qual não escapará. Isto nos preservará da indiferença, seja para com o mal que está no mundo, seja para com o juízo divino que o espera.
Fonte: Boa Semente. 

23 de maio de 2018

Justificados.

Jó, um crente do Antigo Testamento fez a seguinte pergunta: “Como se justificaria o homem para com Deus?” (Jó 9:2). Vejamos a resposta de Deus: “Não há um justo, nem um sequer” (Romanos 3:10). “Pelas obras da lei nenhuma carne será justificada” (Gálatas 2:16). Então, não há esperança?A única esperança é o amor de Deus. “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Romanos 5:8-9). Aquilo que o homem nunca pode fazer, Deus o fez enviando um substituto: Jesus tomou o lugar dos culpados, levou o castigo de nossos pecados. Então Deus é justo, não somente ao perdoar os pecados, mas também ao declarar justo aquele que crê (Romanos 3:22). A justiça de Deus foi tão perfeitamente satisfeita pelo sangue de Cristo, que nada mais será exigido do crente com respeito ao pecado. A consequência é a paz com Deus, um acesso aberto até Ele, uma alegria que nada nem ninguém nos poderá tirar (Romanos 5:1) e o desejo de glorificar a Deus em nossa vida. Para o crente, essa maravilhosa verdade da justificação pode resumir-se da seguinte maneira:
- Essa justiça é de Deus (Romanos 8:33).
- É dada gratuitamente pela Sua graça (3:24).
- Seu preço é o sangue de Seu Filho (5:9).
- Me é outorgada por meio da fé (3:25,28).
- Minha conduta deve demonstrá-la (Tiago 2:24).
Fonte: Boa Semente. 

20 de maio de 2018

Jesus e seus irmãos.

Se José não tivesse sido enviado ao Egito para preservar a vida, eles teriam morrido de fome. Se Cristo não tivesse morrido e ressuscitado, o mundo inteiro teria perecido por meio do pecado. Se Cristo tivesse vivido para sempre na carne, ainda que no meio da vinha arruinada desse mundo, Israel, sem que morresse, Ele não poderia ter melhorado a condição para o mundo. Ele precisava morrer, e ser o primogênito dos mortos ou então todos precisassem morrer. Nada poderia expiar o pecado, senão unicamente o Seu precioso sangue. Nada poderia dar vida a mortos, senão unicamente a vida do Ressuscitado – a vida dAquele que aniquilou a morte por meio de Sua morte. Todas as bênçãos, aqui em figura, provêm desse verdadeiro José ressuscitado. Ele é senhor de todo Egito (Gênesis 45:26). Seus irmãos não são apenas perdoados, mas José “beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles” (Gênesis 45:15). Que segurança de perdão confere isso. Mas isso não era tudo, pois eles foram abençoados com bênçãos terrestres na terra de Gósen. Nós, os crentes, não temos apenas perdão dos pecados por meio do sangue de Jesus, mas Deus tem nos abençoado nesse Cristo ressuscitado com todas as bênçãos nos lugares celestiais. Agora, irmão, para sua alegria e conforto eternos, pense no seguinte: quão vis fossem os homens matando a Jesus, foi o próprio Deus quem ordenou que Ele deveria morrer essa morte de cruz, com o expresso propósito de te salvar com uma grande salvação (Atos 2:23). Deus O mandou com esse mesmo propósito. Jesus morreu para cumprir o propósito de te limpar de todo pecado, e de fazer de ti parte de uma nova criação, onde o pecado nunca pode estar presente e onde a corrupção da morte nunca pode entrar. Isso é algo bendito: o pecado nunca pode estragar a nova criação de Deus no Cristo ressuscitado! Que graça maravilhosa e estupenda! O propósito eterno de Deus e Sua maior obra se contempla, desse modo, como uma sombra, na história de José.

Fonte: Boa Semente. 

18 de maio de 2018

A conversão do apóstolo Paulo.

A conversão de Saulo de Tarso é impressionante. A mesma é narrada três vezes no livro de Atos. Ela nos mostra todo o amor de Deus para com aquele que mais tarde declararia ter sido blasfemo e perseguidor dos cristãos, o maior dos pecadores (1 Timóteo 1:13-15). Ele havia assistido ao apedrejamento de Estêvão, primeiro mártir cristão, aprovando esse assassinato (Atos 8:1). “Respirando ainda ameaças e mortes” (Atos 9:1), Saulo partiu para Damasco com a intenção de levar presos a Jerusalém outros cristãos para lançá-los no cárcere. Mas o Senhor Jesus o deteve. Cercado por uma luz resplandecente, caiu ao solo e ouviu uma voz que dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (Atos 9:4). Saulo de Tarso, cego, perguntou: “Quem és, Senhor?” E a voz lhe respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues”. Como? Jesus, o crucificado no Gólgota? Estaria vivo e falando desde o alto do céu? A voz ainda lhe disse: “Levanta-te, e entra na cidade”. Saulo obedeceu e durante três dias jejuou e orou. Ao mesmo tempo, o Senhor chamou a um de Seus discípulos, Ananias, e lhe disse: “Levanta-te, e vai à rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo” – Mas esse homem é um perseguidor terrível, disse Ananias. – Vê, lhe disse o Senhor, “Ele está orando”. Eu o escolhi para que leve o Evangelho às nações (Atos 9:11-15).
Fonte: Boa Semente. 

17 de maio de 2018

Expor-se ao juízo divino.

O processo de um chefe de Estado, responsável pela morte de milhares de homens, havia durado mais de quatro anos, mas quando o veredito foi anunciado o acusado escapou da justiça humana, pois foi encontrado morto em sua cela. Ele era ateu e declarava isso abertamente. Fazia muito tempo que havia pedido que em seu sepultamento não se fizesse nenhum ofício religioso. Escapou da justiça humana, mas não escapará da justiça de Deus. Quando comparecer diante do Juiz, seu processo não durará muito tempo, pois ninguém poderá defender sua causa. O juízo de Deus será inapelável. A Bíblia nos ensina que a condenação será perfeitamente justa e estabelecida segundo a responsabilidade de cada um (Apocalipse 20:12-13). Do mesmo modo, o apóstolo Paulo adverte aos crentes de Corinto que a recompensa celestial prometida aos crentes, também será de acordo com o que cada um “tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Coríntios 5:10). A história da humanidade revela vários casos nos quais os juízes se equivocaram, seja condenando inocentes ou absolvendo culpados, ou ainda aplicando um grau relativo de culpa. Deus nunca se equivoca. “Deus julga o justo” (Salmo 7:11). O Juiz de amanhã é, ainda agora, o Salvador: “Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim, e sereis salvos” (Isaías 45:21-22).
Fonte: Boa Semente. 

15 de maio de 2018

Santificados.

O verbo santificar significa “separar”. Para o crente, essa santificação tem três aspectos:- A santificação inicial define o estado de todo crente. Mediante sua fé na obra do Senhor Jesus na cruz, o crente torna-se parte da família de Deus, seja qual for seu nível de conhecimento espiritual. Ele está separado, esse é o privilégio de todos os crentes. Tal separação é definitiva e eterna. “Temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez... com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados” (Hebreus 10:10, 14). O segundo aspecto da santificação é crer que sou — santificado pela obra de Cristo — e aplicar essa verdade em minha vida diária. O crente se separa do mal e busca o bem. Nunca alcançará a perfeição na terra (um estado sem pecado), mas deve sempre caminhar nessa direção. Essa separação acontece quando o crente coloca em prática os ensinamentos da Palavra de Deus, com a ajuda do Espírito Santo e olhando para Cristo, que nos santifica (João 17:17, 19). É responsabilidade do crente purificar-se do mal diante dessa santificação de área. A mesma envolve tanto o corpo quanto a alma e o espírito (2 Coríntios 7:1). A santificação final está relacionada com a condição do crente no céu, onde será semelhante a Cristo (1 João 3:2), completamente libertado do pecado e separado para Deus.
Fonte: Boa Semente.