21 de setembro de 2017

Em Cristo nos lugares celestiais.

Deus... nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus [Efésios 2.4, 6]

Nessas maravilhosas palavras, “nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus”, nós temos a verdadeira posição presente de cada alma que tem crido no Senhor Jesus; e quando nós dizemos verdadeira posição, é para nos proteger do pensamento que se trata apenas de uma experiência ou realização. Não é esse o caso, trata-se de um fato: isso é verdadeiro para o mais jovem crente no Senhor Jesus como também para o mais velho. Quanto ao nosso andar prático nessa imensa verdade, esse fato fará a diferença. Existe algo grande na forma como o Espírito Santo apresenta essa verdade nesse capítulo. Ele nos dá, primeiro, a história do judeu ou gentio como “mortos em ofensas e pecados”. Que quadro terrível! “Mas”, oh!, essa palavra , mas (v.4), ela é a borda de prata da nuvem. E note a forma como Deus entra nesse ambiente de trevas — na riqueza de Sua graça, na riqueza de Seu amor, na riqueza de Sua misericórdia — Ele nos amou quando estávamos mortos em pecados, “e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus”. Graça maravilhosa! E é aqui que Deus começa com toda alma. “Lugares celestiais” não são o alvo do cristão, mas o ponto de partida, não é a posição pela qual eu espero, mas o local para o qual estou sendo agora levado. O grande objetivo de Satanás é impedir que o santo tenha conhecimento de sua posição e lugar diante de Deus. Pois, o desejo de Satanás é arrastar o santo para o nível de um mero homem terrestre, cercado pelas dificuldades do deserto. É verdade, nós estamos no deserto, mas eu não estou ocupado com isso. Eu sou um homem celestial apesar de estar na terra, e como o selo deixa sua impressão na cera, assim também essa grande e preciosa realidade estampa todos os meus atos, meu próprio caminho e todos os pensamentos.

Fonte: Boa Semente. 

20 de setembro de 2017

A segunda denúncia de Temer.

Foto: Folha. 
Job. Nascimento

Existem algumas falas que se utiliza a estratégia retórica de fazer afirmações no início das frases e no final delas coloca-se uma dúvida para soar imparcial. Entretanto, o que fixa na mente do ouvinte não é a dúvida do final da frase, mas a afirmação ou relato do início da frase. Geralmente, alguns fazem isso da seguinte maneira: inicialmente fala-se, de forma afirmativa ou em relatório, o que a massa quer ouvir. E, posteriormente, caso haja pessoas críticas na platéia que pensem diferente pra elas cabe a dúvida no final da frase. Assim foi o voto do Ministro Barroso no julgamento dessa tarde sobre a segunda denúncia de Temer se deve ir pra Câmara ou ser obstaculizada. Não por acaso, anotem, nas próximas horas, o voto mais veiculado pelas mídias será o do referido ministro.

19 de setembro de 2017

O caso Jô.

Job. Nascimento

Os comentaristas não se cansam de crucificar o Jô por não ter se acusado ao fazer o gol de mão ou não reconhecer isso após o jogo, principalmente porque teria sido beneficiado e enaltecido a atitude do Rodrigo Caio. No jogo do primeiro turno, contra a mesma agremiação do Vasco da Gama, o Luís Fabiano fez um gol semelhante com a bola tocando ainda mais abaixo no braço, mas ele não foi sabatinado porque o gol não foi determinante pra vitória e ele não tinha falado nada sobre moralismo na TV. Mas é assim que ocorre com aqueles que falam publicamente sobre valores. Seja professor, pastor, cristão, procurador, político etc. Quando se fala teoricamente sobre moral e ética e na primeira oportunidade de demonstrar isso na prática não o faz, a cobrança é maior. É preferível não falar nada e surpreender com uma atitude louvável do que falar muito e, na prática, proceder de forma diversa. Segue o jogo. O Jô ainda terá muitas oportunidades, assim como cada um de nós temos todos os dias de demonstrar na prática aquilo que professamos.

18 de setembro de 2017

A filha de Jairo.

Não temas; crê somente [Lucas 8.50].

O Senhor Jesus confortou Jairo, o chefe da sinagoga, quando esse recebeu a notícia que sua única filha havia acabado de falecer. Quando Jairo veio ao Senhor, procurando Sua ajuda, sua filha ainda estava viva. Agora tudo parecia perdido. Quando uma pessoa coloca uma questão nas mãos do Senhor, a mesma não poderia estar em melhores mãos. O Senhor é fiel; Ele tem apenas nosso bem em mente. Foi isso que Jairo experimentou. É possível que alguém confiou a salvação de sua alma e seu destino eterno ao Senhor Jesus e depende dEle, mas não tem certeza da salvação. As palavras acima do Senhor Jesus também se aplicam a essa pessoa: “não temas; crê somente”. Nós gostaríamos de lembrar aos leitores duas outras palavras do Filho de Deus que nos facultam segurança e paz. “Está consumado!” e “Está escrito!” (João 19.30; Lucas 4.4). A primeira dessas frases nos dá segurança em vista do julgamento futuro, pois “Cristo morreu por nossos pecados” (I Coríntios 15.3). A redenção foi de fato alcançada; o Filho de Deus “morreu a seu tempo pelos ímpios” (Romanos 5.6). Além disso, as Escrituras afirmam: “Quem crê nele não é condenado” (João 3.18). A segunda afirmação traz segurança aos nossos corações. Ela nos mostra como o Próprio Senhor Jesus confiou na Palavra de Deus e Suas promessas. Sua palavra é verdade; assim podemos confiar nela também. Ninguém que descansa na Palavra de Deus será jamais desapontado. De fato, aquele que tem sua salvação eterna alicerçada em Cristo e Sua Palavra encontra-se num terreno absolutamente seguro. Não temas; crê somente.

Fonte: Boa Semente.

17 de setembro de 2017

O Santo e os santificados.

Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o Príncipe da salvação deles. Porque, assim o que santifica, como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos, dizendo: Anunciarei o teu nome a meus irmãos, cantar-te-ei louvores no meio da congregação [Hebreus 2.10-12].

Esta citação do Salmo 22.22 feita pelo Senhor Jesus é maravilhosamente vinculada com Sua mensagem a Maria Madalena: “Vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (João 20.17). Ele não diz “Nosso Pai”, pois permanece uma distinção infinita entre o Mestre e os que são Seus irmãos pela graça. Entretanto, existe uma unidade estabelecida e preciosa. É o próprio Cristo, principalmente, que canta louvores a Deus sobre o prazer vibrante e feliz da redenção alcançada; mas é o privilégio sagrado de Seus redimidos se unirem a Ele em seu cântico triunfal. O próprio Senhor está no meio da assembleia, não apenas para nos abençoar, mas para a glória de Deus. Essa atribuição feliz de louvor a Deus é a razão principal para o ajuntamento da assembleia. Que possamos nos guardar contra sua degeneração em qualquer coisa menor. De fato, esse espírito de louvor deve ser evidente quando nos reunimos para orar e buscar a benção de Deus, ou para ministrar a Palavra de Deus para Seus santos. Mas a lembrança do Senhor Jesus no partir do pão, a expressão central da comunhão no corpo de Cristo, tem a intenção exclusiva de produzir louvor, agradecimento e adoração a nosso Deus e Pai por meio de Jesus Cristo nosso Senhor. A verdadeira lembrança de Cristo, com o sentimento de Sua presença em nosso meio irá, certamente, alcançar esse resultado.

Fonte: Boa Semente. 

16 de setembro de 2017

O caso Santander.

Job. Nascimento

Eu confesso que estava meio desligado dessa exposição. Pelo tamanho da repercução achei que era algo que passou em rede nacional em horário nobre; que estava exposto em parques durante o dia; ou que tinha passado por diversos Estados da federação. Mas foi uma exposição em um museu específico. Tendo em vista a quantidade de pessoas que frequentam museu e a baixa atratividade e divulgação desta exposição, acho que no máximo caberia notas de repúdio das entidades de classe do Estado em questão. Surgiu um movimento de várias igrejas que retiraram suas contas do referido banco devido à exposição. Achei a ação desproporcional. Mas, cada igreja, fundação, associação ou cidadão é livre para escolher as empresas que deseja trabalhar. Os critérios da escolha geralmente orbitam sobre valores, visão e missão. Normal. Agora não posso divinizar minhas escolhas, chamar de vontade de Deus ou utilizar espaços de ministração de cura para exposição de ideias e pensamentos meus. Creio que as ovelhas olham mais para sinceridade de nosso ministério, na clareza das ministrações e esmero nos estudos bíblicos do que para nossos posicionamentos políticos-sociais-econômicos. Geralmente admiro teólogos e pastores pelo seu zelo aos estudos, por sua dedicação e fidelidade ao ministério. Não por seus posicionamentos políticos, em geral a história mostra que são equivocados.