14 de novembro de 2017

Chegando a Cristo.

Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia [João 6.44].

Um jovem que procurava ouro em Columbia, foi atacado por um índio que lhe fez um corte no seu braço direito com uma faca envenenada. Como não havia médico na vizinhança, o jovem aplicou em si mesmo uma injeção antitetânica com seu braço esquerdo e, não tendo nada melhor disponível, derramou uísque sobre o ferimento. O veneno, entretanto, não pôde ser parado e se espalhou rapidamente através do corpo. Alguns nativos bondosos deram a ele todo o cuidado que puderam, mas ele teve que lutar contra a morte por semanas. Finalmente, despertou de seu estado inconsciente. Assim que conseguiu se mover bem, tentou de tudo para salvar seu braço. Ele finalmente viajou os 8.000 km de Columbia até a Inglaterra, na esperança da cura. Não sabemos mais nada acerca dele; apenas desejamos que suas esperanças tenham se realizado. Nossos pensamentos aqui, estão interessados no veneno contra o qual temos que lutar: “o veneno” do pecado. O mesmo nos conduz a uma atitude voluntariosa na vida que exclui Deus. O terrível efeito disso é que as pessoas colocam seus olhos apenas sobre esta vida; a eternidade está perdida da visão das mesmas. A força de vontade delas está paralisada, e com isso estão impedidas de se decidirem por Deus. Esse tipo de existência nos lembra a inconsciência. Isso faz o fato de ouvir Deus falando, muito importante; quando Ele deseja quebrar o poder do pecado sobre nós, tocando e curando nosso corpo e alma. Deus deseja dirigir nossa atenção para Seu Filho e nos conduzir a Ele. Em Cristo há salvação e uma esperança segura que se estende além da morte e da sepultura.

Fonte: Boa Semente. 

12 de novembro de 2017

Jesus, a reconstrução da história do homem com Deus.

Texto: Mateus 2.
Introdução: Certamente há uma coisa mais difícil que fazer, é refazer. Refazer é mais complicado. Refazer traz consigo memórias, registros. Refazer funciona como um filme que a cada passo que nós damos para frente existe motivos para darmos dois para trás. Refazer é dar um passo para traz para ir para frente. Refazer é uma marcha-ré para manobrar para frente. Assim é a história do nascimento de Jesus. É uma reconstrução sobre o monturo, sobre o lixo e sobre a ruína da humanidade.
Nosso Senhor Jesus escolheu uma pequena cidade da Judéia para nascer, Belém. Nesta cidade simples Ele nasceu em um lugar ainda mais simples, uma estrebaria. O grande Rei nasceu num dos lugares mais vis da terra. Sem auxílio, muito provavelmente, de parteira ou médico Maria deu a luz ao Príncipe da Paz. Entre os povos do oriente era corrente o entendimento de que quando um grande rei vinha ao mundo a sua estrela aparecia nos Céus para indicar o caminho para seus súditos o adorarem. Note-se que o texto não nos diz que eram três os magos, mas sugere-se esta quantidade pelo número dos presentes: ouro, incenso e mirra. Ainda, é preciso dizer que eles não eram reis, apenas magos. Quando chegaram perto, indagaram Herodes onde encontrariam o novo rei. Herodes faz uma conferência e pergunta para os principais líderes e estudiosos, eles sabiam exatamente onde Jesus nasceria, porém não conseguiram reconhecê-lo nem dar-lhe glória. Jesus tem sido identificado em nossas vidas? Jesus nasceu em nossos corações? Temos um conhecimento sobre a vida de Jesus ou fomos transformados pela vida do Mestre?

Curiosidades: Sobre a estrela: pode ter sido uma conjunção planetária, uma supernova ou algo simplesmente sobrenatural. Qualquer que tenha sido o caso, alude à estrela de Jacó (Números 24.17), que foi profetizada por outro gentio, Balaão.

I. Conhecer não significa intimidade: os principais sacerdotes e escribas sabiam muito sobre o messias: onde iria nascer, como se chamaria e qual seria o seu ministério. Citaram vários profetas sustentando sua argumentação. No entanto, conhecimento não significa intimidade nem proximidade. Muitas vezes nos deparamos com alguém que diz: ‘fulano é meu amigo’, mesmo ele apenas o cumprimentando na rua. Neste caso confunde-se familiaridade com intimidade. Esta pessoa pode ter uma política de ‘boa vizinhança’, entretanto, não tem conhecimento suficiente para se assentar e comer à mesa com ‘fulano’. Os peritos religiosos concluíram dos profetas que o Messias devia nascer em Belém, mas nenhum deles preocupou-se em fazer a curta viagem com os magos, para ver a Cristo. Algumas vezes nós dizemos saber tudo sobre Cristo, mas não nos dispomos a andar alguns metros para adorá-lo ou falar de seu amor para nosso próximo.

II. Jesus nasceu em nossos corações? Após os magos falarem da estrela que viram do oriente, esse sinal foi perturbador para Herodes. Havia muitas suspeitas que faziam-no ver complôs por toda a parte. Além disso, havia na Judéia constantes perturbações por causa de falsos messias. Tendo, pois, ouvido falar do menino que nascera rei dos judeus, muito mais temeu pelo trono. Por isso, buscou matar aquele que considerava seu rival político. O povo judeu a muito tempo achava que uma mudança grande estava prestes a acontecer em Israel e no mundo. O rei dos judeus foi diligentemente procurado por pessoas que não eram de seu povo. Ora, Jesus nasceu em terra Judéia, no entanto, os seus não reconheceram. Isso demonstra nossa dificuldade em reconhecer a graça que nasce em nosso quintal. É muito mais fácil ouvir o Ching Ling que vem do oriente do que ouvir o João que é meu vizinho. Mas se Jesus nasceu em nossos corações nós não temos mais essa consciência de tempo e espaço. Nós sabemos que Ele pode se manifestar em qualquer lugar e em qualquer pessoa, especialmente simples e humildes.

Ilustração: Havia um sujeito que pertencia a um clube de ateus. Uma noite foi escutar um sermão de George Whitefield e, na próxima reunião do clube, pediu a palavra e começou a repetir ao pé da letra o que tinha escutado, com o fim de caçoar a religião. Enquanto falava, imitando o tom de voz e os gestos de Whitefield, empalideceu, parou, sentou-se e logo confessou a seus amigos que, enquanto “pregava”, o sermão atingiu seu coração e foi convertido. O clube se dissolveu. Este homem foi o irmão Thorpe, de Bristol, a quem Deus usou poderosamente para a salvação de muitas pessoas. Prefiro que você leia a Bíblia, nem que seja para zombar dela, a que não leia. Prefiro que venha ouvir a Palavra de Deus, odiando-a, do que não venha.

III. Temos conhecimento sobre a vida de Jesus ou fomos transformados? Será que o Evangelho é um texto que nós dominamos ou nós somos dominados e transformados por ele? Essa é uma pergunta crucial para nossa cristã. O conhecimento é bom, mas não significa proximidade ou intimidade. Deus pode usar a qualquer um, até mesmo uma jumenta. Melhor é ser alguém curado falando sobre uma enfermidade do que ser um teórico da doença. Certo poeta cearense disse: “eu não estou interessado em nenhuma teoria, em nenhuma fantasia, nem romances astrais. A minha alucinação é suportar o dia a dia e meu delírio é experiência com coisas reais. Longe o profeta do terror como a laranja mecânica anuncia, amar e mudar as coisas me interessa mais”. O Senhor está interessado mais em pessoas que colocam em prática o que ouve, mais do que aqueles que teorizam e dissecam suas palavras.

Considerações Finais: É hora de reconstruir. É hora de recomeçar. É hora de olhar para si mesmo e ver o que nos tornamos e aceitar a desconstrução e reconstrução do Senhor. É hora de dizer: Senhor, não tenho nenhuma opinião sobre a reconstrução, eu não tenho ideia de onde começar, aceito totalmente a tua obra e a tua vontade, me molda por completo.

8 de novembro de 2017

Crucificado com Cristo.

Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim [Gálatas 2.20].

Essa é a linguagem de uma alma que aprendeu sua completa insignificância, sendo humilhado para enxergar que não existe vida, nem fonte de bondade, mas apenas o próprio Cristo. Ele sabe que Deus o vê como “crucificado com Cristo”. Entretanto, Cristo está ressuscitado, e é o poder dessa vida ressuscitada que opera no crente. Fazendo com que o coração exulte em admiração à Ele, atribuindo todo bom pensamento, palavra e obra ao Cristo que vive nele. Essa é uma atitude preciosa da alma! A vida velha é colocada de lado como inútil; não que seja erradicada, pois falando em termos práticos, nós passamos por muitas ocasiões nas quais somos humilhados por suas obras pecaminosas; mas tudo isso, aos olhos de Deus, é removido por completo por meio da morte de Cristo. Nós devemos nos reconhecer como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor. Isso é uma questão de fé, não de sentimento ou experiência; apesar que, quando reconhecida pela fé, produzirá sentimentos de gratidão e uma experiência consistente. A mesma se tornará verdadeira para a alma. Mas ela se torna real somente pela fé. Um indivíduo não é apenas justificado pela fé, mas vive por ela, a fé no Filho de Deus. Isso não é um credo ou um conjunto de regras que devem nos controlar: pelo contrário, a fé fixa os olhos apenas e somente em Cristo. Ele é seu Padrão: não pode existir nada mais elevado; e algo inferior – mesmo a santa, justa e boa lei de Deus–nunca pode ocupar Seu lugar, pois nunca pode agradar ao coração de Deus. Foi Cristo que me amou e Se entregou por mim. Ele que é o amado Filho de Deus.

Fonte: Boa Semente. 

7 de novembro de 2017

Deus odeia a infidelidade.

Portanto guardai-vos em vosso espírito, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade [Malaquias 2.15].

Ele era um homem de negócios bem sucedido e passava uma aparência de ser feliz no casamento. Sua esposa não fazia ideia que ele não se importava com a fidelidade marital. Ele estava convicto que a fidelidade era apenas um dos negócios da vida. Afinal de contas, todo mundo fazia isso. Mas será que isso é verdade? O homem no passado tinha mantido contato com crentes verdadeiros. Ele sabia muito bem que o adultério é pecado. Mas imaginava que Deus tinha coisas mais importantes para se ocupar do que com suas “pequenas irregularidades”. Repentinamente, ele precisou ser internado. Uma úlcera estomacal havia supurado. Sua consciência o acusava: tinha medo de morrer. A enfermeira, que estava na mesma ala que ele, era uma diaconisa. Ela tentou confortá-lo e orou com ele. Mais tarde ele disse a um conhecido que o visitava: “foi marcante quando a enfermeira orou comigo, senti que o próprio Deus estava na sala. E a enfermeira falou com Deus como se tivesse um relacionamento especialmente íntimo com Ele”. A operação foi bem-sucedida e o paciente se recuperou plenamente, contra todas as expectativas. A diaconisa veio e ofereceu uma oração de agradecimento. Aquilo tocou seu coração, mas apenas por um breve período de tempo. À medida que sua saúde retornava, a marcante impressão que havia sentido foi desaparecendo. Ele era outra vez o velho homem; suas “velhas amizades” apareceram. Parece que havia se esquecido como Deus havia falado com ele. Se mudou seus caminhos mais tarde, não sabemos. “O Senhor é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão, que o culpado não tem por inocente” (Números 14:18).

Fonte: Boa Semente. 

5 de novembro de 2017

Em memória de mim.

Fazei isto em memória de mim. Em ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho [I Coríntios 11.24; Cantares 1.4].

Pense na variedade das glórias vinculadas Àquele que conduz um povo para junto de Si. Em memória de Quem devo fazer? Quem? Que mente humana poderia enquadrar uma resposta? Quem poderia falar duma glória tão completa, que alcança o indivíduo e a todos, quando estamos diante dEle e de tudo o que Ele era e é! Primeiro, a vida eterna em Si mesmo diante de todos os mundos. Ele é o unigênito no coração do Pai. Depois observe naquilo em que Ele se transformou aqui na terra. No Evangelho, João fala primeiro da glória de Sua Pessoa, depois de todos os diferentes ofícios encontrados em Sua Pessoa, e por fim da vida eterna que Ele trouxe e ofereceu a um mundo ingrato. Mas aquilo que traz para nossas almas o amor da afeição viva do Senhor Jesus para Seu povo não é o pensamento apenas de quem o quê Ele é – inefável bendito como é em si mesmo; mas uma fonte foi aberta e flui de Seu coração, mostrando a plenitude e o altruísmo divino de Seu grande amor. Vê-Lo, antes de mergulhar nas profundezas de Seus próprios sofrimentos, voltando-se para Seus discípulos e dizendo: “Agora Meu amor pode fluir”. Ele sabia que Seu povo precisava daquilo que os capacitaria para sempre levar em seus corações o pensamento de Seu amor; portanto, “fazei isto em memória de Mim”. E agora na glória, Ele olha para nós, cuidando de nosso amor; pensando nas pobres criaturas aqui embaixo e cuidando para ser lembrado por elas, durante todos esses séculos; e com todo o fulgor de estar à mão direita de Deus, Ele cuida do nosso amor hoje. A verdadeira afeição nEle não encontra satisfação sem o pensamento que Seu povo encontra-se ocupado com Sua Pessoa.

Fonte: Boa Semente. 

4 de novembro de 2017

Vigiai.

Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor [1 Pedro 5.8].

Um novo personagem entra em cena agora, Hamã, o agagita. A influência dessa sedutora figura sobre Assuero, logo a elevou às alturas do poder. Mas desmascaremos Hamã! Estamos lidando aqui com um membro da família real amalequita. Mordecai jamais poderia ajoelhar-se diante de tal homem. Não havia o Senhor declarado solenemente desde o início da jornada no deserto: “Porquanto jurou o Senhor, haverá guerra do Senhor contra Amaleque de geração em geração” (Êxodo 17.16)? E depois ainda ratificou: “Lembra-te do que te fez Amaleque… não te esqueças” (Deuteronômio 25.17-19). Isso basta para evitar que um israelita fiel mostre qualquer deferência para com um inimigo do Senhor. Os séculos que se passaram desde que tal sentença divina foi pronunciada não diminuíram em nada sua força. Assim como os primeiros cristãos, não sejamos tolerantes com o mundo e seu príncipe. Do ponto de vista humano, a atitude de Mordecai parece perigosamente tola. E as consequências são terríveis, não apenas para ele, mas para seu povo também; são desproporcionais à falta cometida. Mordecai, contudo, sem temor das consequências, obedeceu à Palavra, e é isso o que nós devemos fazer sempre.

Fonte: Boa Semente.